VISÃO FUTURISTA E COMPETITIVA

VISÃO FUTURISTA E COMPETITIVA

Walmir Rosário*

A entrada do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) de Itabuna na rede mundial de computadores é um fato concreto. Agora, todos os associados ao sistema podem consultar o cadastro dos clientes via internet, ganhando em rapidez, economia e no uso da tecnologia. Os rumos da internet ainda são desconhecidos e imprevisíveis, mas indicam que ainda este ano a web consolida-se como importante instrumento de geração de negócios e não apenas de informação, o que já era uma enorme vantagem.

A participação do Brasil na rede mundial de computadores tem crescido bastante – é considerado o país de maior ampliação – e a expectativa é que até 2001, cerca de 10 milhões de usuários estejam plugados à Internet, um crescimento de mais de 100% nos dois próximos anos. Segundo os consultores e especialistas em mercado, o comércio eletrônico prepara-se para dominar a rede, o que não é segredo para ninguém.

Em Itabuna, além da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), diversas empresas do setor lojista já estão operando pela internet. Outras tantas estão elaborando estudos e já se preparam para operar através do mundo da telemática. Com a obrigatoriedade da redução dos custos e atender a comodidade cada vez maior do cliente, as empresas passam a introduzir o sistema delivery nas suas vendas, ampliando sua carteira de clientes.

As projeções são bastante otimistas para quem aderiu ao comércio eletrônico, e as previsões indicam que o comércio on-line deve movimentar perto de US$ 100 bilhões, até o final de 1999, em todo o mundo. O volume deve chegar a US$ 123 bilhões no ano 2000 e até US$ 223 bilhões em 2001. Como os consultores ensinam que o mercado está para quem possui agilidade, quem chegar primeiro poderá “abocanhar” uma fatia maior de um mercado em constante evolução.

O empresário precisa estar antenado aos “nichos” de mercado que surgem a cada dia e melhor aproveitar o processo de globalização, atuando nessas áreas. Exemplos positivos não faltam ao mercado brasileiro, e quem saiu na frente colhe lucros e mais experiência. Algumas empresas tradicionais têm na venda pela rede mundial de computadores cerca de 20% do seu faturamento, mantendo seus pontos de venda, só que agora mais “enxutos”.

Os exemplos se sucedem e a internet ganha, cada vez mais, novos adeptos. A tendência é que os negócios mudem ainda mais nos próximos anos. Reforçando a tese dos consultores e experts de que se nos anos 80 o foco era centrado na qualidade e, nos anos 90, na reengenharia, no próximo século será buscada a rapidez. Nessa agilidade pretendida não se pode esquecer também da qualidade do produto, do bom atendimento e, para que sua empresa possa ser saudável, ter custos compatíveis com a realidade.

* Radialista, jornalista e advogado

Publicado no caderno Momento Empresarial do Jornal Agora em 21-08-1999

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