VANE E AS PESQUISAS

Walmir Rosário*

Detesto a expressão “chover no molhado”, porém é a que mais se aplica ao caso em questão. Não se trata de massacre político-ideológico ou simples atividade de “caça ao prefeito”, geralmente promovida pelos partidos de oposição, mas sim de indignação à atual administração municipal de Itabuna, cujo prefeito é Vane, Vane do Renascer, Claudivane Leite.

Pelo andar da carruagem, Vane tem se esforçado para ser um administrador de qualidade bem inferior ao que substituiu – o capitão Azevedo –, de triste memória, e demonstra que vem trabalhando incessantemente para tanto. Queira ou não, Vane conseguiu transformar a administração pública numa “Torre de Babel” grapiúna. A única dúvida é se de propósito ou por incompetência.

A cada dia que passa a sociedade itabunense é surpreendida pelos constantes desmandos praticados pelo governo Vane, todos em flagrante desrespeito à legislação, à ética e a moral no serviço público. Ainda bem que os zelosos representantes do Ministério Público estão atentos e buscam a correção dos crimes praticados junto ao Poder Judiciário, que não tem negado reparo aos desvios de conduta.

Mas até onde a sociedade está disposta a pagar o alto preço dos “erros” cometidos pelo governo que prometeu ser o governo da mudança, corrigindo práticas não recomendadas e os vícios administrativos sobejamente conhecidos. Pois bem, ao

As minhas dúvidas sobre o sucesso do governo Vane surgiram ainda antes da posse, por ocasião da divulgação e apresentação do secretariado, incluindo, aí, os dirigentes das fundações municipais. Pois bem, antes mesmo do prefeito eleito (à época) divulgar os nomes eles já concediam entrevistas à imprensa como titulares das pastas, anulando o evento convocado pelo prefeito.

Essas atitudes tomadas pelos futuros ocupantes do primeiro escalão municipal podem ser consideradas um profundo desrespeito e quebra de hierarquia ao chefe do poder executivo, e não apenas um ato falho. E a incontinência verbal desses senhores não possuía limites, tanto que um deles afirmou ao repórter Oziel Aragão que faria parte de um governo de evangélicos, numa demonstração da falta de preparo para ocupar tal cargo.

Ora, esse indigitado senhor sequer recebeu um voto na eleição que deu a vitória ao prefeito Vane, que foi votado pelos itabunenses – nascidos ou não em Itabuna. Pela expressiva votação que recebeu, Vane foi votado por cidadãos que professam religiões cristãs, não cristãs, evangélica, católica budista, islamita, espírita, afro-brasileiras – candomblé e umbanda –, e até mesmo os que não acreditam em divindade alguma.

*Radialista, jornalista e advogado.

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