TURISMO

VENHA VIVER CANAVIEIRAS

Canavieiras é mais. É sol, mar, rios, manguezais, o verde da Mata Atlântica, gastronomia e muita cultura

Parabéns por ter vindo a Canavieiras! Temos o maior prazer em recebê-lo, sinta-se em casa, pois para que você possa realizar a viagem dos seus sonhos.

Se você já conhece nossa história e nossas belezas é um prazer tê-lo conosco, mas caso seja a primeira visita não vai se arrepender. A partir de agora prepare-se para viver todo o fascínio de nossa cidade e da nossa gente.

De início, vamos lhe apresentar nossa história, iniciada na implantação da lavoura de cacau na Bahia, cujos “frutos de ouro” geraram muitas histórias e riquezas.

Basta um simples passeio pelo nosso Sítio Histórico para penetrar no túnel do tempo, visitando o casario construído pelos “coronéis” na época áurea da cacauicultura.

Um simples olhar em nossos prédios históricos nos remetem a lembranças de uma das cidades mais importantes do Sul da Bahia, caracterizada pelo perfil pujante de sua economia.

Se as lembranças do passado são motivos de orgulho, os canavieirenses se esmeram para que os hóspedes desfrutem o máximo dessa temporada entre nós, proporcionando conforto, lazer, alegria e divertimento nos roteiros especialmente elaborados.

Cenário natural de várias produções para a TV e documentários de produtoras internacionais, Canavieiras é um dos locais mais belos e deslumbrantes, além dotada de infraestrutura hoteleira e gastronômica, formada por restaurantes e bares de altíssima qualidade de serviço.

Canavieiras é mais. É Sol, mar, rios, manguezais, o verde da Mata Atlântica e muita cultura. É todo o encanto e magia da natureza pura para pessoas muito especiais: os privilegiados visitantes.

A cidade apresenta diferenciais que a qualificam não apenas para a demanda do verão e de feriados prolongados, mas também para a baixa temporada nos segmentos que procuram a tranquilidade da paisagem e atividades relaxantes, além do turismo de aventuras, o ecológico, o de pesca esportiva e o rural.

A zona rural, inclusive, revela a mata criteriosamente preservada que abrigou os primeiros pés de cacau plantados em solo baiano. Parte desta história está encravada na Fazenda Cubículo, a pioneira do cacau na Bahia.

Com a chegada do verão, não deixe de visitar o Sítio Histórico de Canavieiras, com seu casario do período áureo do Cacau e hoje transformado num dos locais de contemplação da cidade, como o nascer e o pôr do sol no rio Pardo.

Tudo esse cenário localizado num camarote a céu aberto, com toda a infraestrutura gastronômica à sua disposição, servindo os requintados pratos da culinária canavieirense, uma das mais ricas da Bahia, além de pratos da cozinha internacional.

ESPORTES

A presença dos rios que margeiam a cidade ilha, em particular o Rio Pardo ao longo do Sítio Histórico, é uma excelente opção para o desenvolvimento de esportes aquáticos, como stand-up paddle, canoagem, wind surf, natação competitiva, dentre outras. Na prainha fluvial no entorno do monumento a Iemanjá, o vôlei de areia e a pitoresca pelada são atrações garantidas.

SHOWS MUSICAIS

No entardecer, uma ciranda musical será a moldura sonora do belo e pictórico casario centenário. No palco rústico instalado na avenida Felinto Melo (calçadão) se apresentarão músicos e Dj’s. Os shows, bem variados, são interativos como sugere o próprio local impregnado de história para contar em verso e prosa musicados.

PASSEIOS AQUÁTICOS

No cais do porto, lanchas, barcos e catamarã oferecem diversos passeios para a Ilha das Garças, com Lama Negra, foz do Rio Pardo e banho de rio; Circuito das ilhas (Pardo, Cubículo, Cipó, Patipe e Pardo); Comandatuba pelos manguezais (17 ilhas); Campinhos (comunidade pesqueira com gastronomia); Passeio de Catamarã (churrasco, banho de lama e lual); Pesca do Robalo; Passeios pelos labirintos dos rios e braços de mar e manguezais.

ASPECTOS HISTÓRICOS

O início da história de Canavieiras tem sido considerado a partir do final do século XVII e início do século XVIII, quando jesuítas organizaram os primeiros aldeamentos indígenas no local. Depois, colonos portugueses e brasileiros, oriundos da sede da capitania de Ilhéus, fugindo de ataques dos indígenas e procurando melhores terras para suas lavouras, se deslocaram para o sul. Ao longo da costa, alguns ficaram em Una, Comandatuba, e outros se fixaram no local denominado Poxim, onde erigiram uma capela em louvor a São Boaventura, cuja imagem, segundo a lenda, fora encontrada por pescadores na praia.

Com o crescimento da povoação, com a chegada de outras pessoas, em 11 de abril de 1718, foi criada a Freguesia de São Boaventura do Poxim, sendo esta, portanto, a primeira data oficial, quando D. Sebastião Monteiro da Vide (1643-1722) era arcebispo da Bahia. Os colonos se dedicavam ao cultivo de mandioca, coco e cana-de-açúcar; também à pesca e à extração de madeira de lei.

Cerca de 40 anos depois, muitos colonos resolveram abandonar o local, ainda em razão do assédio dos índios e se mudaram para a foz do rio Pardo, na época conhecido simplesmente como Patipe. Aí os índios mantiveram relação amistosa com os colonos, graças ao trabalho do padre Roberto de Brito Gramacho, vigário da freguesia.

Logo após a saída dos colonos do Poxim para a foz do Patipe, a cultura do cacau foi implantada na fazenda Cubículo, próxima ao povoado, propriedade de Antônio Dias Ribeiro. As sementes teriam sido enviadas do Pará pelo franco-suíço Luís Frederico Warneaux, segundo a tradição, em 1746, mas ainda levariam alguns anos para que o cacau se tornasse elemento de sustentação econômica. Até as primeiras décadas do século XIX, a policultura, incluindo a cana-de-açúcar, ditava as regras da economia regional.

Em 1761, quando o vigário da Freguesia era João Manoel de Barros Soutomaior, em um momento em que as capitanias estavam sendo transformadas em comarcas, foi solicitado que a freguesia ficasse subordinada a Ilhéus. Mas não foi atendido e Canavieiras ficou sob a jurisdição eclesiástica de Porto Seguro.

Entre 1810 e 1815, o governo distribuiu sesmarias às margens dos rios Pardo, Comandatuba e Poxim. Havia condições favoráveis para a emancipação político-administrativa de Canavieiras com relação ao município de Ilhéus. .Assim, a partir de 1812, a Câmara Municipal da vila de São Jorge dos Ilhéus, com apoio do ouvidor da Comarca, pediu ao ministro Conde de Aguiar a criação do município e, consequentemente, a elevação do povoado à condição de vila. Isto somente aconteceu em 13 de dezembro de 1832, sendo instalada a vila em 17 de novembro de 1833.

Nesse mesmo dia, também foi realizada a eleição dos primeiros sete vereadores que constituiriam a Câmara Municipal, nos termos da lei de 01 de outubro de 1828, e de acordo com o ofício do presidente da Província, Joaquim José Pinheiro de Vasconcelos (1832-1834), Visconde de Mont´Serrat.

A sessão de posse e juramento dos vereadores ocorreu no dia 03 de fevereiro de 1834, sob a presidência de Pedro Vitorino da Veiga Ferraz, que tomara posse e apresentara o juramento na vila de Ilhéus, por meio do seu procurador.

A primeira sessão ordinária foi realizada no dia 10 do mesmo mês, quando foram traçados os normativos que deveriam orientar a vida pública da nova vila.

Biblioteca Pública Afrânio Peixoto

A partir daí, três importantes obras ocupavam o pensamento da Câmara Municipal da novel imperial vila de Canavieiras: o cemitério, o pelourinho e a Casa de Câmara e Cadeia. O cemitério e a Casa de Câmara levariam alguns anos para serem construídos. Quanto ao pelourinho, seu levantamento foi assunto tratado em diversas sessões, tais como: de 24 e 26 de julho, 21 de outubro de 1834; 22 de julho de 1835 e 18 de janeiro de 1836, quando foi erigido e posto em pé.

Em 25 de maio de 1891, a vila foi elevada à categoria de cidade, sendo o médico Antônio Salustiano Viana o seu primeiro intendente.