STF VOLTA A SER TRIBUNAL POLÍTICO

Walmir Rosário*

O ex-deputado federal José Genoino e o ex-tesoureiro do PL, Jacinto Lamas, condenados na Ação Penal 470, o chamado Mensalão, passam a cumprir o restante das penas em casa. Eles estavam presos no Centro de Progressão Penitenciária (CPP) no Complexo Penitenciário da Papuda.

A audiência marcada para que Genoino e Lamas assinassem o termo com as condições para o regime aberto foi acompanhada apenas pelos réus e seus advogados. Uma inovação da Vara de Execuções das Penas e Medidas Alternativas, de Brasília já que as audiências são abertas a qualquer um.

Na condição de presos domiciliares, tanto Genoino como Lamas somente poderão circular pela cidade, com autorização da Justiça, mesmo assim, são obrigados a retornar para casa antes das 21 horas. Pela lei, também ficam proibidos de frequentar alguns estabelecimentos como bares e prostíbulos. Dadas as facilidades, quem sabe, poderão ganhar essas prerrogativas.

A rapidez da justiça, via Supremo Tribunal Federal, chama a atenção, pois “ladrões de galinhas” não ganham a mesma agilidade dos nobres julgadores. Mais estranho, é a prisão domiciliar ser concedida sem que os mensaleiros devolvessem os recursos objeto do processo. Afinal, quem pode, pode…

Mudando de assunto, a BR-415, entre as cidades de Ilhéus e Itabuna estará de volta ao programa eleitoral gratuito. Aliás, já é figurinha carimbada nas promessas dos políticos em campanha. ACM, Paulo Souto e Jaques Wagner já prometeram e, quem sabe, o próximo, ainda prometerá sua duplicação.

Promessas, nada mais que promessas, já que não cumprem. Enquanto isso, o tráfego entre Itabuna e Ilhéus deixa os motoristas e passageiros estressados. Num percurso de apenas 28 quilômetros, se gasta até mais de uma hora nos momentos de pico.

A BR-415 não é mais uma rodovia e sim uma avenida entre as duas maiores cidades da região, e por isso mereceria um tratamento privilegiado. Ganharia não só a população das duas cidades, mas toda a região, devido sua importância estratégica.

E com a duplicação da BR-415 viriam outras obras, como suas vias de acesso, retirando o movimento de veículos do centro de Ilhéus. A situação atual é perversa com a cidade, que descortina uma deslumbrante beleza natural, incapaz de ser observada no trânsito caótico.

Com os viajantes não é diferente, pois precisam sair horas antes do prazo geralmente previsto para a viagem, com a finalidade de evitar os constantes engarrafamentos. De casa até o aeroporto tem um engarrafamento no caminho. Assim, ninguém aguenta!

*Radialista, jornalista e advogado

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Walmir Rosário

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