SIMPLESMENTE RIDÍCULA

Walmir Rosário*

Simplesmente ridícula. É assim que classifico a exigência da Secretaria Estadual da Educação de São Paulo, em pedir a comprovação da virgindade das candidatas do sexo feminino para o cargo de Agente de Organização Escolar. Sem dúvida, é um grande constrangimento para a mulher.

Em São Paulo, a candidata ao cargo precisa comprovar, por meio de um atestado médico, que “não houve ruptura himenal”, ou seja, que não teve seu hímen rompido. Vejam aonde chegam as presepadas cometidas pelas pessoas que teriam o compromisso de dirigir o Estado.

O edital do concurso é extremamente abusivo e violação ao inciso III do art. 1º da Constituição Federal de 1988, que consagra o Princípio da Dignidade da Pessoa Humana, bem como ao art. 5º, da nossa Constituição que dispõe sobre o Princípio da Igualdade e o Direito a Intimidade, Vida Privada, Honra e Imagem”, bem como farta legislação em vigor.

O poder público do Estado de São Paulo copiou esse péssimo exemplo do Estado da Bahia, que também exigiu num concurso para os cargos de delegada, escrivã e investigadora a comprovação de virgindade. É a mediocridade fazendo escola. Uma pena que isso aconteça no Brasil.

Agora, não basta a uma profissional se esmerar nos estudos para prestar um concurso público com base em sua competência. As provas, que deveriam medir a capacidade e o conhecimento das candidatas, são rebaixadas à medição de quinta categoria.

Se por um lado presenciamos grupos ideológicos pregando a igualdade de gêneros, a liberdade sexual e até mesmo a libertinagem, por outro, assistimos a aberrações como essa, em que se exige a virgindade para ocupar um cargo público no setor educacional.

Quando pensamos que a modernidade teria derrubado tabus e atitudes discriminatórias, eis que somos surpreendidos por atos constrangedores. Está na hora de a sociedade dar um basta nesses atos abusivos e ilegais, cometidos contra os seres humanos.

Os ocupantes dos cargos públicos parecem ter sidos escolhidos pelo alto nível de besteiras que cometem. Não acertam uma. E tanto faz a área que ocupam. Agora mesmo, os resultados negativos da produção de veículos no Brasil demonstram de que não basta diminuir taxas e alíquotas de impostos para as montadoras.

A queda na produção de carros aferida nas montadoras com fábricas no Brasil é uma demonstração de que o consumidor quer veículos com tecnologia embarcada e não carroças como já classificara o ex-presidente Collor de Melo. E quer comprá-los a preços justos.

Por isso, deixam de comprar os carros fabricados no Brasil e adquirem os importados, vendido com uma série de vantagens, incluindo o preço. Simples, o consumidor quer comprar carro e não impostos.

*Radialista, jornalista e advogado

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Walmir Rosário

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