Silva Calçados destrói a História de Itabuna

Empresa de Vitória da Conquista, sem qualquer ligação com Itabuna, a não ser levar o dinheiro ganho aqui para outra cidade, inicia a demolição do prédio do Colégio Divina Providência, feito na calada da noite.

O ato de vandalismo tem o aval do prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, que destinou o secretário da Indústria, Comércio e Turismo, Carlos Leahy, e o diretor do Procon, José Sidenilton, para atender aos caprichos da Silva Calçados na empreitada.

Após passar vários dias enganando a população, a turma liderada pelo prefeito e o empresário ganancioso aproveitou a calada da noite para demolir e apagar grande parte da história de Itabuna. Mais um ato vergonhoso para a política e a história de Itabuna.

Leia a matéria e as fotos elaboradas pelo site Pimenta na Muqueca:

PRÉDIO DO DIVINA PROVIDÊNCIA É DEMOLIDO NA CALADA DA NOITE

DEMOLIÇÃO DE PRÉDIO COMEÇOU NA CALADA DA NOITE DESTE SÁBADO (Foto Pimenta).

Até aqui, de nada valeram os argumentos pela preservação de uma parte da história de Itabuna. Com o consentimento do prefeito de Itabuna, o ilheense Capitão Azevedo (DEM), começou na calada da noite deste sábado (7) a demolição do prédio histórico onde funcionou o Colégio Divina Providência.

Pelo menos 20 homens, um trator e dois caminhões estão sendo utilizados na demolição do prédio. A detonação começou pela quadra poliesportiva e a parte superior esquerda do prédio. Neste domingo (8), serão demolidos 700 dos 1.300 metros quadrados do colégio.

Desde o mês passado, quando a prefeitura publicou decreto criando uma comissão para o “destombamento” do Divina Providência alunos, ex-alunos, políticos e profissionais liberais se posicionaram contra a ação nefasta do prefeito Capitão Azevedo.

O Divina Providência é dos mais tradicionais colégios de Itabuna e por lá passaram médicos, políticos, advogados e empresários. O prédio começou a ser demolido com o apoio do município.

Muitos são os questionamentos da rapidez com que membros do governo municipal articularam audiências públicas na surdina para legalizar a demolição do patrimônio arquitetônico e histórico da cidade.

A prefeitura divulgou que, no local, três empresas vão gerar 600 empregos, numa tentativa de ganhar a opinião pública e demolir o prédio. O espaço, no entanto, possui 1.300 metros quadrados. Pelo projeto, lojas da Silva Calçados e da Americanas e uma filial de rede de farmácia serão instaladas. A área não conta com estrutura de estacionamento e enfrenta engarrafamentos não apenas em horários de pico.

Proposta de novos donos é apenas manter a fachada do prédio (Foto Pimenta).

Author Description

Walmir Rosario

No comments yet.

Join the Conversation