SEMANA DE BOAS NOTÍCIAS

Walmir Rosário*

Esta semana, felizmente, é de boas notícias. A começar pela vitória de segunda-feira da Seleção Brasileira sobre a Seleção de Camarões. Como dizia o grande jornalista e dramaturgo Nélson Rodrigues, deu para afastar o estigma da síndrome de vira-latas.

Essa vitória pode representar o começo de uma série de jogos por uma Seleção Brasileira convincente, aquela que sempre soube jogar para vencer seus adversários. E é isso que os torcedores pedem. O que, convenhamos, é o trivial.

A vitória sobre o confuso Camarões foi uma confirmação de que não é somente o técnico que entende como montar um time de futebol e traçar suas estratégias. Bastou colocar em campo os jogadores certos, com uma tática convincente. Mesmo contra uma seleção de baixo nível, funcionou…

Se os jogadores se acertaram em campo, fora dele estamos tomando de goleada. Ou melhor, a Fifa nos dá uma goleada de preços absurdos e produtos de baixa qualidade. Contra a Fifa não funcionam os órgãos de vigilância sanitária, os “procons” e as costumeiras fiscalizações. Uma pena!

Mas como não é só de futebol que vivemos, vamos a outra boa notícia. Um agricultor do Mato Grosso do Sul doa parte do grande prêmio que ganhou numa dessas loterias a hospitais. Essa boa ação tinha sido uma promessa feita ao pai, morto por um câncer.

Se no Brasil uma ação deste tipo ainda é novidade e desperta a atenção, em outros países, notadamente nos Estados Unidos, essa é uma prática corriqueira. Aqueles que recebem benefício de alguma instituição devolvem parte dele para que outros também possam usufruir. É o desprendimento.

Com tantas notícias boas acontecendo, só nos restou, também, torcer para que elas continuem durando por muito mais tempo. E isso, cabe apenas a nós mesmos, contribuindo, dando nossa parte de colaboração para que as coisas boas aconteçam com mais frequência.

Me refiro aos festejos juninos, época em que antes se comemorava a amizade, a bonança na agricultura com licor, comidas típicas e muita comida, que representava a fartura. Aos poucos, foram introduzidos novos costumes, esses de uso citadino, desvirtuando a festa. E o caipira virou urbano.

O uso indiscriminado de fogos de artifício é um desses novos componentes dos festejos juninos que vêm dando muitos prejuízos e ceifando vidas a cada ano. A guerra de espadas, muito comum no Recôncavo baiano, é um exemplo negativo desses novos costumes.

Brincar só de forma saudável. A mistura de álcool, fogos e carros é perigosa e precisa de muita cautela. A responsabilidade é de cada um de nós!

*Torcendo por um mar de tranquilidade.

 

Author Description

Walmir Rosario

No comments yet.

Join the Conversation