PARA QUEM AMA CANAVIEIRAS

Almir Melo*

Biscoito com K-suco e pipoca. Esse era o cardápio elaborado para nossas crianças por cerca de 12 anos. Neste período, não havia o menor respeito com nossos alunos, obrigados a viajar em sucatas que nem sempre chegavam às escolas ou às casas. Esses mesmos alunos ainda eram obrigados a frequentar escolas localizadas em barracos de madeira, sem qualquer dignidade. Sofriam com esses desmandos professores e alunos. Essas tristes imagens têm que ser apagadas de vez de nossa memória.

Qualquer pessoa de bom senso, principalmente quem tinham o dever de fiscalizar e coibir essas terríveis situações, sabe que esse passado não pode ser usado como parâmetro. Sem a menor cerimônia, criticam o modelo de escola infantil, o ensino fundamental II no interior, a merenda escolar balanceada, o prédio escolar construído em alvenaria, o transporte escolar gratuito para universitários.

Somente os que defendem a manutenção do analfabetismo funcional e usar o povo como massa de manobra defendem essa triste realidade de antes. Algum interesse há por trás disso: político ou financeiro. Não há como defender as licitações de transporte escolar, o abandono da construção de creche. Hoje são objetos de investigação do Ministério Público e ações na Justiça. Estes, sim, são crimes hediondos: cerceiam a oportunidade ao saber e assassinam a esperança.

É ainda mais triste quando utilizam grandes brasileiros para tentar “vender” como verdade a ilusão sobre fatos desvirtuados. Será que acreditam ter Ruy Barbosa alguma aparência com a (di)gestão que campeou os desmandos por 12 anos em Canavieiras? Me custa acreditar que o fato de Ruy ter criado uma moeda para o desenvolvimento do Brasil quando Ministro da Fazenda, ter qualquer comparação com a criação do combustível ter sido utilizado como moeda de troca em Canavieiras. Moeda para a compra de consciências. Lamentável que alguém ainda se proponha a fazer essa defesa.

Sei a importância da educação na vida e formação do cidadão. Estudei com grandes mestres e mestras em Canavieiras e Ilhéus, que gozam de grande conceito. Com eles aprendi não só as matérias básicas, mas uma lição de vida. Viver calcado nos padrões da ética, da moral, do respeito à família e da coisa pública.

Tenho lido bastante alguns filósofos, principalmente os que analisam a presença de Deus nas pessoas. São Tomás de Aquino, Santo Agostinho e o Padre Antônio Vieira. Mas destaco aqui o filósofo alemão Friedrich Nietzsche, que afirma: “Não se odeia quando pouco se preza, odeia-se só o que está à nossa altura ou é superior a nós”.

Fomos eleitos por uma grande parcela da população, mas governamos para todos. Em todas as vezes que o povo me escolheu para gerir os destinos desta terra, retribuímos, de forma democrática, a confiança com realizações. Construímos escolas, implantamos biblioteca, cuidamos da saúde, construímos estradas, promovemos o desenvolvimento, através da criação dos conselhos e foi o primeiro município da região a aprovar o Plano Municipal de Educação (PME) e mantemos os pagamentos rigorosamente em dia.

E não serão os sofistas de plantão que continuarão pelas esquinas com o intuito de disseminar notícias inverídicas e desabonadoras. Hoje, a população de Canavieiras sabe muito bem distinguir os que somente se locupletaram no poder de quem sempre lutou para construir uma cidade melhor para se viver.

O ódio e a raiva não são bons conselheiros para um projeto de construção e os canavieirenses saberão distinguir quem trabalha pelo povo dos que defendem projetos pessoais. Continuaremos vigilantes, pois ninguém ama mais esta Terra do que eu.

*Prefeito de Canavieiras

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Walmir Rosário

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