OVAS À INSENSATEZ

Ovas à insensatez

OVAS À INSENSATEZ

– Nem pense que estou engolindo esses “agás”. Fica aí botando receita de comidas gostosas no site como seu fosse você quem fizesse. Nem tente enganar a gente com essas histórias – gritou o cara.

Ainda atônito, me virei pra ver quem seria o nervosinho mal-educado que me interpelava em pleno e malcuidado calçadão da Ruy Barbosa. Sem pestanejar, respondi:

– Cara, não lhe conheço e nem nunca lhe dei intimidade para que uma conversa tome esses rumos. Mas, como você já me interpelou, desembuche que não sou de levar desaforo pra casa… – retruquei na tampa ao impertinente.

Na hora uma avalanche de pensamentos me encheu a cabeça. Em cerca de 10 ou 15 segundos fui acometido por um turbilhão de ideias das mais estapafúrdias. Como é que um “cabra” que você nunca conversou, jamais se sentou ao lado em uma mesa de bar ou parou para bater um papo entre uma batida ou outra no ABC da Noite lhe interpela com essa violência explícita.

E antes mesmo que ele tentasse responder voltei a falar, mantendo o mesmo tom de voz enérgico:

– Se você tem seus problemas resolva-os você mesmo sem querer aporrinhar os outros. Continue seu caminho e eu o meu – e continuei andando.

E não é que o impertinente não me deixava em paz, tentando denegrir as minhas habilidades gastronômicas, principalmente no trato do forno e fogão, mas repelidas de pronto.

– Fique sabendo que vou tirar a limpo essa história de dizer que sabe cozinhar, pois eu acho mesmo que essas receitas você pega e na internet e usa como se fosse um chef de cozinha. Quero ver fazer um prato desses ao vivo, pra todo mundo ver – continuou o insolente.

– Por favor, me deixe em paz, vá perturbar outro de sua turma. Se quiser ler, leia, mas pare de ‘encher o saco’. Tiro as receitas da internet, uma ova – murmurei.

– Isso aí, quero ver se sabe fazer uma ova de peixe, mas pra todo o mundo ver – continuou o petulante.

Conseguiu me desviar e fui pra casa pensando em como dar uma lição nesse inconveniente. Nada melhor do que elaborar e publicar esse prato. Fui à peixaria e consegui comprar umas ovas de pescada amarela, diretamente de Canavieiras. Atenção não é um risoto, mas bem parecido.

Vejam os ingredientes e o preparo:

Ingredientes:

500 g de ovas de pescada

1 cebola pequena picada

2 tomates picados

2 colheres de sopa de polpa de tomate

4 dentes de alho picados

1/2 pimentão em cubos (pequenos)

1 folha de louro

1 colher de sopa de manteiga

4 colheres de sopa de azeite

2 ramos de coentros picados

250 g de arroz

Pitadas de pimenta aroeira

Sal, pimenta do reino

Preparo:

Salgue as ovas e aguarde 30 minutos, enquanto faz um refogado com a cebola, alho, tomate, pimentão, polpa de tomate, louro, azeite e manteiga. Adicione cerca de 1 l de água, deixe ferver e junte as ovas. Quando estas estiverem cozidas, retire para um prato e corte em rodelas grossas, reserve.

Ao caldo de cozer as ovas, junte o arroz, se necessário junte mais água e assim que ferver o coentro. Mais cinco minutos em fogo baixo junte as ovas. Tempere de sal, aroeira e pimenta-do-reino.

Pode servir acompanhada de salada.

Bom apetite e não leve a sério os impertinentes que encontra pelo caminho.

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admin

Walmir Rosário

– Nem pense que estou engolindo esses “agás”. Fica aí botando receita de comidas gostosas no site como seu fosse você quem fizesse. Nem tente enganar a gente com essas histórias – gritou o cara.

Ainda atônito, me virei pra ver quem seria o nervosinho mal-educado que me interpelava em pleno e malcuidado calçadão da Ruy Barbosa. Sem pestanejar, respondi:

– Cara, não lhe conheço e nem nunca lhe dei intimidade para que uma conversa tome esses rumos. Mas, como você já me interpelou, desembuche que não sou de levar desaforo pra casa… – retruquei na tampa ao impertinente.

Na hora uma avalanche de pensamentos me encheu a cabeça. Em cerca de 10 ou 15 segundos fui acometido por um turbilhão de ideias das mais estapafúrdias. Como é que um “cabra” que você nunca conversou, jamais se sentou ao lado em uma mesa de bar ou parou para bater um papo entre uma batida ou outra no ABC da Noite lhe interpela com essa violência explícita.

E antes mesmo que ele tentasse responder voltei a falar, mantendo o mesmo tom de voz enérgico:

– Se você tem seus problemas resolva-os você mesmo sem querer aporrinhar os outros. Continue seu caminho e eu o meu – e continuei andando.

Ovas à insensatez

Ovas à insensatez, feita no capricho

E não é que o impertinente não me deixava em paz, tentando denegrir as minhas habilidades gastronômicas, principalmente no trato do forno e fogão, mas repelidas de pronto.

– Fique sabendo que vou tirar a limpo essa história de dizer que sabe cozinhar, pois eu acho mesmo que essas receitas você pega e na internet e usa como se fosse um chef de cozinha. Quero ver fazer um prato desses ao vivo, pra todo mundo ver – continuou o insolente.

– Por favor, me deixe em paz, vá perturbar outro de sua turma. Se quiser ler, leia, mas pare de ‘encher o saco’. Tiro as receitas da internet, uma ova – murmurei.

– Isso aí, quero ver se sabe fazer uma ova de peixe, mas pra todo o mundo ver – continuou o petulante.

Conseguiu me desviar e fui pra casa pensando em como dar uma lição nesse inconveniente. Nada melhor do que elaborar e publicar esse prato. Fui à peixaria e consegui comprar umas ovas de pescada amarela, diretamente de Canavieiras. Atenção não é um risoto, mas bem parecido.

Vejam os ingredientes e o preparo:

Ingredientes:

500 g de ovas de pescada

1 cebola pequena picada

2 tomates picados

2 colheres de sopa de polpa de tomate

4 dentes de alho picados

1/2 pimentão em cubos (pequenos)

1 folha de louro

1 colher de sopa de manteiga

4 colheres de sopa de azeite

2 ramos de coentros picados

250 g de arroz

Pitadas de pimenta aroeira

Sal, pimenta do reino

Preparo:

Salgue as ovas e aguarde 30 minutos, enquanto faz um refogado com a cebola, alho, tomate, pimentão, polpa de tomate, louro, azeite e manteiga. Adicione cerca de 1 l de água, deixe ferver e junte as ovas. Quando estas estiverem cozidas, retire para um prato e corte em rodelas grossas, reserve.

Ao caldo de cozer as ovas, junte o arroz, se necessário junte mais água e assim que ferver o coentro. Mais cinco minutos em fogo baixo junte as ovas. Tempere de sal, aroeira e pimenta-do-reino.

Pode servir acompanhada de salada.

Bom apetite e não leve a sério os impertinentes que encontra pelo caminho.

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Walmir Rosario

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