O PÚBLICO X O PRIVADO

Walmir Rosário*

A economia brasileira vai de vento em popa, apesar dos percalços cometidos pelos membros do Governo Federal. A agricultura, em que pesem as mudanças no dólar, responsáveis pelo aumento dos insumos e a diminuição no preço de venda, continuam batendo todos os recordes de exportação. Comportamento idêntico tem outros segmentos da indústria nacional.

Para ajudar as contas externas, estamos importando menos, numa clara demonstração de nossa capacidade de produção, oferecendo mais e melhores produtos, iguais ou melhores do que os que nos chegam do exterior. Demonstração mais cabal de que nossos empresários sabem trilhar o caminho certo é vista a olhos nus. Nunca se produziu tanto em todos os setores produtivos, apesar da concorrência desleal da China e da reserva de mercado ou taxações seletivas de alguns de nossos produtos no exterior.

Essa supremacia conseguida pelas empresas brasileiras não é bem-vista em certos países, que chegam a duvidar de nossa capacidade industrial e afirmam ser esses resultados positivos fruto de benesses com o dinheiro governamental, o famoso subsídio. Não sabem eles as dificuldades sofridas pelos meios de produção com a execução da política econômica brasileira, privilegiando os banqueiros, avaros comerciantes de dinheiro, que extorquem – por vias legais – parcela significativa da produção, através da cobrança de juros escorchantes.

Como se isso não bastasse, ainda temos os Governos Federal, Estadual e Municipal a cobrar tributos de mais da metade sobre o preço pago pelo consumidor de cada produto adquirido. Recursos retirados do meio produtivo e mal gasto nas extravagâncias governamentais, que sempre privilegiou as gastança no lugar dos bons investimentos. Prova disto são as estradas acabadas, os portos obsoletos, os aeroportos praticando preços proibitivos, principalmente graças ao alto preço dos combustíveis de aviação.

Todas essas armadilhas colocadas pelos governos não foram suficientes para barrar o crescimento do Brasil. Infelizmente, nossas autoridades não foram sensíveis em discernir crescimento de desenvolvimento, este acompanhado de bem-estar social, melhoria da qualidade de vida. Em vez de corrigir essas falhas, aumentam os programas assistencialistas, que deixam de ter o caráter emergencial para se tornarem definitivos. Uma esmola para ser cobrada nas campanhas eleitorais.

O Brasil é forte e a Nação está madura o suficiente para enfrentar os desastres cometidos pelos membros do governo, sem que a economia se dobre, caia de quatro aos desastrados discursos presidenciais. Falações (como dizem os companheiros) irresponsáveis, fruto de uma leitura caolha do pensamento dos brasileiros, como se fossemos incivilizados e sem consciência das mazelas praticadas, cujos reflexos são vistos através das CPMIS, a nós mostradas pelos meios de comunicação.

Erraram os intelectuais do Governo Federal ao acreditar que os tons raivosos dos verborrágicos discursos de Lula amedrontariam os brasileiros, acostumados às intempéries políticas. Irresponsavelmente, se comparou a Getúlio Vargas. Talvez tenha sido fruto do inconsciente da “inteligência” petista, formada sob os princípios filosóficos da ditadura Stalinista. Felizmente, não deu certo. Os atributos positivos de Getúlio Vargas, como a proteção aos trabalhadores, não veste bem à indumentária PT e do presidente Lula. O manequim é muito diferente.

Agora, com o tom mais ameno, um reflexo das últimas pesquisas, onde a popularidade e a provação do governo Lula despencam, o presidente comete mais uma heresia: se comparar ao ex-presidente Juscelino Kubitschek. Semelhança alguma há entre os dois, seja no campo político ou administrativo. Enquanto Juscelino governou o País como um estadista, enfrentando com serenidade os problemas inerentes ao poder e a administração, Lula se comporta às vezes como um arremedo de ditador, outras como um fanfarrão, um bravateiro.

Quanto à administração do País, as diferenças são gritantes. Enquanto promoveu crescimento com desenvolvimento, com projetos e programas que deram certo, Lula, coitado, sofre a humilhação de ver todos seus programas morrerem no nascedouro. Questão de formação, de preparo, de visão. O resto é chover no molhado!

* Radialista, jornalista e advogado

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