O FIEL ESCUDEIRO DO ITABUNA

O empresário Hélio Lima entrou definitivamente na vida do Itabuna Esporte Clube em 1971, como diretor da junta governativa presidida por Charles Henri para dirigir o time. De lá pra cá, participou praticamente de todas as diretorias, emprestando sua colaboração na área administrativa, gerência de esporte, entre outras.

Hélio Lima participou de quase todas as diretorias do IEC

Hélio Lima admite que o Itabuna está no seu sangue e que para manter o time teve, inclusive, que investir recursos oriundos dos seus negócios, o que não se arrepende. Para ele, a causa foi justa e valeu a pena, pois o Itabuna Esporte Clube proporcionou momentos de glórias a ele e aos torcedores.

Ele ainda guarda com carinho todo o material fotográfico do Itabuna, bem como revistas e recorte de jornais que falam do clube azulino. Numa dessas revistas, O Cruzeiro, de circulação nacional, na edição de 13 de junho de 73, destaca o estádio Luiz Viana Filho, como o “monumental estádio de Itabuna”. Nessa época, ele era diretor, e lembra bem da festa de inauguração do Itabunão.

Hélio Lima destaca o time de 85, sob o comando do técnico Hilton Chaves, como o melhor de todos. Terminou o campeonato em 3º lugar, e invicto após 14 partidas. Outro bom time do Itabuna era o quadro juvenil de 83, que serviu de base para a equipe de 85, e que foi campeão juvenil da Bahia, também invicto. Dele saíram jogadores como Hermé, Paulinho, Wilson e Nei.

Apesar dos altos e baixos do Itabuna, Hélio Lima não desanima e diz que agora o time passa por uma nova fase, terminando o campeonato da segunda divisão em primeiro lugar, com a defesa menos vazada e o melhor ataque. Entretanto, salienta que para o futebol itabunense se desenvolver é preciso recuperar o Itabunão, hoje um estádio em ruínas, apesar da ser a mais bonita praça de esportes da Bahia.

Outra solução proposta por Hélio é a transformação do Itabuna em um clube empresa, única saída viável, já que não existem mais pessoas que gastem muito dinheiro com o futebol. “Os gastos são grandes e as rendas pequenas, além do calendário não permitir que um time do interior sobreviva, pois não é fácil conseguir jogos amistosos para manter a folha em dia”, observa.

Hélio Lima cita, como exemplo, a atual situação do Itabuna, que terminou o campeonato e somente vai disputar o “baianão” da primeira divisão em fevereiro do próximo ano. Enquanto isso, a solução encontrada foi emprestar os jogadores para outros clubes até que volte a jogar. Para disputar a Taça Bahia, agora em agosto, vai ter que usar os jogadores de base.

Hélio destaca o Interbairros como um verdadeiro celeiro de craques, sendo que muitos deles deverão ser revelados e ir para times profissionais. Ele lembra que, com a diminuição dos campos de várzea, ficou escasso o aparecimento de atletas, mas que, com as escolinhas de futebol e a realização de campeonatos como esse, o futebol de Itabuna deverá voltar aos tempos de sucesso.

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