O BRASIL SE COBRE DE LUTO

Walmir Rosário*

A morte de Eduardo Campos, candidato a presidente do Brasil pelo PSB, o Partido Socialista Brasileiro, pegou a todos de surpresa. E os brasileiros ainda choram o seu desaparecimento, mesmo não sendo ele um político conhecido pela maioria da população.

Neto do ex-governador Miguel Arraes, se afastou do governo de Pernambuco para empreender um voo mais alto: disputar a Presidência da República. E morreu lutando por esse ideal, ao se deslocar do Rio de Janeiro para São Paulo, onde cumpriria compromissos de campanha.

E a vida Eduardo Campos foi interrompida aos 49 anos, no dia 13 de agosto, mesma data em que morreu seu avô, que também foi governador de Pernambuco. Agosto é um mês que causa pavor aos políticos, dado ao grande número de catástrofes. Entre elas, a que causou mais comoção foi a morte de Getúlio Vargas, quando presidente da República.

Eduardo Campos ocupava o terceiro lugar na intenção dos votos do eleitorado brasileiro. Mas a campanha estava ainda começando e o seu discurso era tido como moderno e esperançoso. Prometia fazer com o Brasil o que fez em seu estado.

Quer queira, quer não, mesmo os adversários respeitavam o político Eduardo Campos, que soube fazer história. Deixou a grande coligação que ajudou a eleger Lula e Dilma Rousseff presidentes do Brasil para empreender uma grande mudança na política brasileira.

Ele prometia e todos acreditavam numa nova forma de se fazer política, de governar o país. Para tanto, promoveu o crescimento do PSB em todo o Brasil e costurou alianças com partidos políticos alinhados com seu pensamento em todos os estados brasileiro.

Se apresentava como o novo, mas não uma novidade qualquer, daquelas que não se conhece os meios e os fins. Pregava um governo claro, límpido e transparente, resguardando os direitos e os deveres do cidadão, frente às necessidade mais prementes do Estado. Pregava uma Nação.

Pela sua idade, tanto poderia ser eleito neste ano como daqui a quatro ou oito anos. O que importava era fazer se entender e mostrar que a política poderia ser pensada e executada em alto nível, onde os compromissos são assumidos com o desenvolvimento do país e não com grupos ou agremiações partidárias.

Novo na idade, mas experiente na arte de fazer política, fez escola com um dos grandes mestres da luta pela democracia, o seu avô Miguel Arraes. Por certo a semente plantada por ele germinará na consciência dos brasileiros. Seus últimos dias foram os de maiores exposição na mídia. Expôs seus sonhos, que deverão ficar para sempre gravados na memória do povo brasileiro.

Eduardo Campos se foi, fica sua contribuição para a construção de um Brasil melhor!

Uma perda irreparável!

*Radialista, jornalista e advogado

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Walmir Rosário

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