NOVOS TEMPOS, VELHAS PRÁTICAS

Walmir Rosário*

É muito ruim para o Brasil a notícia da prática análoga de trabalho escravo e tráfico de pessoas por uma grande empresa construtora brasileira. Mesmo fora do Brasil, a denúncia foi feita por uma rede televisão e apurada pelo Ministério Público Federal.

O fato teria acontecido em Angola, na África, onde a empresa constrói uma usina e o Ministério Público Federal, colheu um farto material em vídeo que comprovaria a denúncia. Até mesmo os passaportes dos operários eram retidos, como forma de evitar sua saída da obra, por estar num país estrangeiro.

É inadmissível que ainda nos deparemos com fatos como esse em pleno Século XXI, onde as relações de trabalho são regidas por uma farta legislação. E mais, hoje, qualquer empresa procura se adaptar às leis para ter um nome conceituado no mercado.

É de estranhar que aqui no Brasil ou fora dele as empresas ainda adotem essas velhas práticas, mesmo sabendo que os novos tempos não permitem mais esse tipo de relação trabalhista. Além das leis, os olhos do mundo estão aí nos smartfones e outros equipamentos eletrônicos para denunciar esses desmandos.

Mas, enfim, cabe à empresa, uma das mais antigas e conceituadas da Bahia e do Brasil, fazer a sua defesa. Contra fatos não existem argumentos convincentes e a Odebrecht tem seu nome manchado no mercado internacional, que busca a eficiência aliada às práticas que respeitem o meio ambiente e o homem.

As relações de trabalho também não estão muito boas na Seleção Brasileira, mais exatamente entre o técnico Felipão e o atacante Hulk. Afastado do último jogo, quando empatamos com o México, acusando dores musculares, Hulk teria perdido a confiança do técnico, por não saber lidar com as dores.

Veremos se na próxima partida a ser disputada pelo Brasil contra a quase fatalmente eliminada Seleção de Camarões o atacante Hulk volta ao elenco, jogando para frente, atacando o adversário como sabe fazer. Esse é mais um problema para ser administrado por Felipão.

De resto, é torcer para que o Brasil continue fazendo um bom papel dentro de campo, para que possamos ter boas notícias, pelo menos no futebol. Estádios cheios, povo nas ruas comemorando a vitória da seleção, é tudo que o brasileiro quer fazer. E nos merecemos gritar o gol e partir para o abraço, como fazem nossos craques.

*Radialista, jornalista e advogado

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Walmir Rosario

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