na pauta, comida de boteco

Na foto de César Dias, o chefe Eraldo Pereira aposta no potencial da turma que se inscreveu no curso

Cerca de 30 pessoas participam, até o próximo dia 17, na Vila Juerana, de um curso que ensina como preparar os pratos mais procurados nos barzinhos ilheenses. Batizada como “curso de comida de boteco”, a capacitação, que faz parte do Projeto Transformar, reúne um público interessado em aprimorar os dotes culinários e também incrementar sua renda.

O curso teve início no dia 20 deste mês e compreende um total de 40 horas/aula, com teoria e prática. Além do preparo de risotos, caldos, filezinhos e outros itens do cardápio de um bom boteco, o treinamento envolve técnicas de decoração dos pratos e de higiene na manipulação dos alimentos. Tudo supervisionado pelo chefe Eraldo Pereira, que vê com alegria o entusiasmo dos alunos da Juerana.

Segundo Pereira, que comanda a cozinha de um resort ilheense há uma tendência de profissionalização cada vez maior nos bares e restaurantes da região. “A clientela anda exigente e isso faz com que as empresas deste segmento busquem profissionais mais preparados para atender a esse público que está à procura de qualidade”, frisa.

Do outro lado, há trabalhadores que desejam se tornar versáteis, capacitando-se para exercer mais de uma função dentro do barzinho. É o caso do jovem garçom Luís Thiago de Sousa Coelho, de 22 anos, que resolveu não se limitar apenas a servir. Ele entrou no curso de comida de boteco para ocupar o seu espaço também na cozinha.

“Quero expandir o meu currículo e melhorar minha remuneração”, afirma Thiago, que já está colocando em prática os conhecimentos obtidos no curso. “Já fiz em casa alguns pratos que aprendi a preparar aqui com o professor Eraldo, e a família aprovou”, conta o aluno.

O curso também atraiu pessoas que procuram melhorar os dotes culinários para trabalhar em casas de veraneio em Ilhéus, que na alta estação costuma receber turistas vindos de diversos estados, como Goiás, São Paulo, Minas Gerais, além do Distrito Federal. É o caso de Maria José Santos, 28 anos, que enxerga o treinamento como uma possibilidade de “ganhar um dinheirinho a mais”.

Para outros alunos, com longa experiência de forno e fogão, participar do curso tem a ver com a curiosidade e a humildade de reconhecer que é sempre possível aprender algo mais. Neste grupo encontra-se o veterano Semir Hilário dos Santos, que após 20 anos comandando o refeitório de uma grande empresa de moagem de cacau, é hoje um cozinheiro de boteco. “Ninguém sabe tudo”, responde o Semir, quando perguntado sobre o que ele ainda pretende aprender em um curso de culinária.

O Projeto Transformar é uma iniciativa da Bahia Mineração (Bamin), em parceria com o Instituto Aliança.

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Walmir Rosario

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