NA DEFENSIVA, EM CAMPO E FORA DELE

Walmir Rosário*

Desde ontem que estamos de volta à realidade, após encarar e empatar com a Seleção do México. Agora, vamos ter que encarar a Seleção de Camarões e ainda torcer para que os Croatas vençam os camaroneses na última rodada.

Não, não é assim que estamos acostumados a ver nossa seleção. Ao invés de nos orgulharmos da vitória, estaremos nos contentando com um simples empate e ainda vamos depender de resultados externos para nos classificar numa Copa do Mundo.

Estamos falando em conseguir passar ainda para as oitavas de final, o que convenhamos, é muito pouco quando falamos de Seleção Brasileira. O selecionado canarinho, que sempre foi nosso orgulho, ao ponto de considerarmos a nossa “pátria de chuteiras”, está sendo nivelado por baixo.

Mas somos brasileiros e temos fé. Desde cedo aprendemos que depois da tempestade vem a bonança. E assim vamos nos comportar, torcendo por conseguir vencer nossos adversários e ainda depender do resultado dos nossos adversários.

Nós, e só nós, nos orgulhamos der sermos pentacampeões, aspirantes ao hexa. Mas, aqui pra nós, não vamos crucificar o Felipão, mas que ele escalou o time errado, escalou. Seleção Brasileira que se preza não joga na defesa e parte para o ataque.

Se estamos na defensiva no futebol, na política também não somos diferente. Até agora assistimos passivamente a imobilidade da seleção de dirigentes não dar bolas para os recursos do Fundo Social do Pré-sal e dos royalties do petróleo para a educação e a saúde.

Os recursos se encontram lá deitados em berço esplêndido à espera que o Governo Federal se digne a tirá-los do papel. É que todo o dinheiro arrecadado desde setembro do ano passado, quando foi sancionada a Lei 12.858, está à espera da regulamentação.

E olha que são R$ 600 milhões, dinheiro que estaria financiando os projetos da saúde e da educação. Esses recursos representam os 50% da arrecadação, sendo que 75% deles seriam destinados aos projetos educativos e os outros 25% à saúde.

É, continuamos na defensiva, dentro e fora do campo. É o mal de que sofre o brasileiro.

 *Aguardando ordens para avançar.

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Walmir Rosario

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