MARÃO, O DÚBIO; CASTIGO PARA UNS, BONDADE PARA OUTROS

O bonzinho e o mal (foto Blog do Gusmão)

Em editorial publicado no Blog do Gusmão, as atitudes dúbias do prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre (Marão) são analisadas por Emílio Gusmão, que considera muito estranhas a mais recente bondade de Marão em se sentir sensibilizado com as demissões de trabalhadores do transporte coletivo de Ilhéus.

Entretanto, Marão não teve a mesma sensibilidade ao demitir 268 servidores municipais, apesar do Poder Judiciário ter mandado readmiti-los. Até hoje esses servidores não conseguiram empregos e vivem dependendo da ajuda de familiares e amigos para se manter com suas famílias.

Bastou a crise do Coronavírus para que o benfazejo coração de Marão explodisse em generosidade para atender os funcionários da Viametro, demitidos por conta da suspensão temporária dos serviços. Entretanto, o coração de Marão não se abriu em bondades ao promover o terror para os funcionários municipais, mais de 100 deles da educação.

Há quem diga que o coração de Marão (com rima e tudo) se movimenta com impulsos eleitorais à cata de votos tendo em vistas as eleições que se aproximam. Como é sabedor que a maldade praticada com os 268 servidores municipais não se reverterão, seu saco de bondade muda de público.

Para uns, falsas promessas de retorno aos postos de trabalho, diálogos entre sindicatos e prefeitura aconteceram e nenhuma solução em vista. Para outros, de fora da sua competência de ação, se apresenta com beijos, abraços e salamaleques, próprios dos políticos sem competência e compromisso com a sociedade que o elegeu.

Com sabedoria na análise, Emílio Gusmão encerra o seu editorial:

“A interferência do prefeito para resolver tão rapidamente a questão dos funcionários da empresa de ônibus é válida, porém, destoa da humilhação que o mesmo gestor impôs aos servidores afastados que lutam para retornar ao trabalho.

A suposta bondade do prefeito Mário Alexandre com os rodoviários é uma manifestação hipócrita (em ano eleitoral) de um político inegavelmente impiedoso com 268 servidores sem condições de empregabilidade”.

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Walmir Rosário

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