MANIFESTAÇÃO CLAMA POR JUSTIÇA NO ASSASSINATO DE BRUNO

Em frente ao Ministério Público

Na manhã desta terça-feira (18) centenas de pessoas se reuniram em frente da sede do Ministério Público de Canavieiras para pedir justiça no caso do assassinato do empresário Bruno Lino Andrade Loureiro. Em seguida, os manifestantes seguiram em caminhada pela avenida Octávio Mangabeira (rua 13), com paradas em frente ao Fórum, Delegacia de Polícia, finalizando o protesto na Câmara de Vereadores.

A manifestação foi convocada pelas redes sociais como uma forma de pedir empenho na investigação sobre o assassinato de Bruno Lino, ocorrido entre a noite de 5 e a manhã de 6 de fevereiro último. Mesmo com um dos principais suspeitos do assassinato preso preventivamente em Ilhéus, a outra suspeita, Corina Aracelly Retzlaff Schröder, conseguiu fugir do Brasil para a Alemanha.

Em frente ao fórum

Como a investigação seguia em segredo de justiça, a família e os amigos de Bruno resolveram mobilizar a população para que o assassinato não fique sem investigação e os autores – mandantes e executores – possam pagar pelo crime cometido. Durante a caminhada pessoas pediam justiça e oravam pela alma de Bruno Lino, uma pessoa bastante querida na cidade.

Um único incidente verificado na mobilização pacífica aconteceu em frente ao Fórum Ministro Pedro Santos, quando o locutor do carro de som anunciou que teria vindo uma ordem de autoridade judiciária para parar o som sob pena de prisão de todos os participantes. A notícia pegou todos de surpresa e, após desligado o microfone os participantes vaiaram a “possível” ordem por cerca de um minuto.

A manifestação foi encerrada na Câmara de Vereadores

NOVA PRISÃO

Em frente à delegacia

Ainda durante o início da manifestação foi anunciada a prisão de mais um suspeito de ter cometido o assassinato de Bruno Lino, Jaílson da Cruz, que trabalhava esporadicamente na pousada e é cunhado do suspeito Erionaldo da Cruz Santos, que se encontra detido em Ilhéus. Jaílson foi levado para Ilhéus pelo delegado Renato Fernandes, onde o suspeito está sendo interrogado.

Com o andamento das investigações, se ficar evidenciada a participação da suspeita Corina Aracelly Retzlaff Schröder, o delegado poderá pedir ao Poder Judiciário que tome as medidas cabíveis para ouvir a colombiana por carta rogatória. Um dos maiores entraves para o retorno da colombiana com cidadania alemã ao Brasil é que não há acordo de extradição para pessoas com cidadania alemã.

 

RELEMBRE O CASO

O corpo do empresário foi encontrada na praia, com as mãos amarradas e um tiro na boca. O local é próximo à pousada em que ele era procurador de um empresário suíço com cidadania alemã.

Logo nas primeiras horas de investigação, a Polícia Civil apontou como suspeitos a colombiana com cidadania alemã Corina Aracelly Retzlaff Schröder e o motorista da pousada, Erionaldo da Cruz Santos. Foi solicitada a prisão preventiva dos suspeitos à justiça, que somente decretou para Erionaldo, que se encontra preso em Ilhéus. Mesmo assim foram apreendidos os passaportes da Corina.

Apesar de ter os passaportes confiscados, Corina conseguiu um novo passaporte no Consulado Alemão e conseguiu embarcar num avião para deixar o Brasil rumo a Alemanha. Alertada, a Polícia Federal chegou a deter Corina e reter a aeronave por cerca de uma hora, mas tiveram que liberar o voo, por não ter nenhum mandado de prisão ou restrição para que ela deixasse o país.

 

 

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Walmir Rosário

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