GREVE, NÃO, VIOLÊNCIA CONTRA TRABALHADORES

Walmir Rosário*

Não me lembro quem disse isso: “Duas coisas que só existem no Brasil: Jabuticaba e comunista pregando democracia.” Essa sábia frase demonstra exatamente quem pregou e fez a greve de sexta-feira (28 de abril). Por mais que se esforcem, não conseguiram explicar que o fechamento dos estabelecimentos comerciais e industriais e de serviços foi decorrente de adesão dos trabalhadores.
Nada disso, o fechamento dos meios produtivos foi resultado medo da violência perpetrada pelos vândalos do PT, PCdoB, PSOL e outras siglas que enganam os trabalhadores, com barricadas e incendiando ônibus. E caso não agissem com a violência e o vandalismo próprios dos piores bandidos e quadrilhas como a dos sem-terra, atemorizando a verdadeira classe trabalhadora, não conseguiriam uma única adesão.
Greve, nada mais é do que o último instrumento do trabalhador para buscar benefícios para a categoria, após reivindicações não atendidas e até mesmo falta de negociação. Em assembleia, os trabalhadores decidem aprovar a paralisação e, segundo a legislação de nosso país, seguem um rito de comunicação prévia às empresas.
É lícito a categoria convencer os colegas que foram voto vencido por discordar da greve. Para isso, as chamadas “comissões de convencimento” se postam na porta do estabelecimento para convencer a adesão ao movimento. Greve, antes de tudo é um direito e não uma obrigação do trabalhador às determinações do seu sindicato ou grupos políticos.
Entretanto, como os trabalhadores brasileiros não concordaram com uma greve política, feita apenas para tentar escamotear os roubos praticados pelo PT e seus coligados, as centrais sindicais e sindicatos resolveram partir para a agressão. Mesmo assim, numa prova inequívoca de que não concordavam com a greve saíram de casa para trabalhar, embora não encontrassem transporte.
Nesse caso, cada um se virou como podia. Seguiu caminhando, de transporte alternativo ou de carona. Prova maior do repúdio dos trabalhadores à greve não poderia ter. A adesão para o fechamento das empresas ficou por conta das ações criminosas dos bandidos travestidos de sindicalistas, que entupiram fechadoras com todos os tipos de cola, dentre outras ameaças.
O mais incrível é que quem não trabalha e vive parasitando nos sindicatos às custas dos trabalhadores, tentavam impedir quem trabalha de seguir o labor do seu cotidiano. É a tal da jabuticaba: Quem não faz nada luta contra contra quem os sustenta. E com o pretexto de mentiras como luta de classe. Tudo tão falso como uma nota de três reais, apenas luta de parasitas contra quem produz.
Além do prejuízo que causam aos trabalhadores e ao país como um todo, agem fora da lei, e numa afronta sem precedentes aos que lhes sustentam, dizem defender a democracia. Bem próximo, exemplos de Ilhéus e Itabuna demonstram a violência, quando obrigavam o fechamento dos estabelecimentos comerciais, inclusive as farmácias.
O descalabro é tanto que os que promoveram o maior roubo às instituições brasileiras tentam, agora, estraçalhar a consciência do trabalhador, chamando-os de idiotas. Apesar de violentos, agem como os batedores de carteira dos grandes centros, que agem em bandos, roubam o cidadão e sob o pretexto de ajudar, e dizem que o ladrão é aquele que está caminhando à frente.
Mudar o Brasil é tarefa árdua, mas não impossível. Basta deixarmos de ser alienados, elegendo quem passa o tempo todo nos roubando, inclusive a consciência; idolatrando quem nos menospreza; desvalorizando quem nos ensina; não ouvindo quem sempre nos protegeu. São ações simples, mas que precisam ser praticadas, para que possamos deixar de alimentar os parasitas.
Aliás, essa ação criminosa que foi chamada de greve geral, inclusive pela imprensa, é uma amostra do que são capazes essas aves que rapinam o dinheiro do trabalhador. Eles praticaram mais essa insanidade com o temor das reformas trabalhistas no Congresso Nacional, que irá tirar as “boquinhas” ou melhor, “bocões” resultante da contribuição e imposto sindical.
Sem essa dinheirama, os pelegos terão que se transformar em representantes dos trabalhadores, já que não receberão os bilhões de reais descontados anualmente de quem lhes bancam. O mesmo vale para as entidades sindicais patronais. Ambos, se transformam em simples negociadores dos direitos dos seus representados (o que deveriam ser).
Na democracia, a real, não a jabuticaba dos petistas e comunistas, ainda dá para promover uma verdadeira mudança, basta querer, e através do voto!

*Radialista, jornalista e advogado.

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