FRANGO PRA TODOS OS GOSTOS

Ériston, piloto de provas, experimentando uma cachacinha e o peito de frango com pão

Neste sábado (17) a Confraria d’O Berimbau teve seu dia de granja. Era frango pra tudo quanto era gosto, fornos e fogões. Foi o dia da responsabilidade de abastecimento gastronômico do confrade Tyrone Perrucho, inigualável nas “carrapetas” desde as máquinas de escrever até o mais refinado dos computadores, mas sem habilidade alguma na cozinha, embora já tenha aprendido a ferver água e colocar a carne na churrasqueira.

E nessa sua indiferença com as artes culinárias resolveu levar frango para o prato de resistência, embora minha recomendação fosse uma vaca atolada, comida de sustança para quem enfrenta o apreciado esporte do levantamento de copo. Para aumentar, ainda mais, a sacanagem, comprou dois centos de miniquibes e minicoxinhas enquanto se resguardava da chuva numa marquise em frente a praça Camacan, em Itabuna.

Pelo feliz entendimento de Tyrone Perrucho, o banquete tem de ser oferecimento por completo e as minis seriam para o consumo de entrada. Ótima ideia, não fosse a complicação de fritar os miniquibes. Mas, o que complicou, mesmo, foram os cortes de frango que o anfitrião comprou. Acreditando que os dois quilos de coxinha de asa não satisfaria o apetite dos confrades, partiu para novas compras no supermercado.

Tyrone Perrucho dançando ao som de Yolanda

E eis que chega nosso anfitrião com mais dois pacotes na mão: um contendo coxas e sobrecoxas e outro com peitos de frango, só ambos completamente congelados, o que é bom para sua conservação, porém péssimo para o adiantado da hora. E o recurso foi tentar descongelá-los com água e começar a temperá-los para que o sal acelerasse o descongelamento.

Imagine os confrades chegando e nada de comida nos preparativos. Os quibes e coxinhas em tamanho reduzidos não seriam suficientes para matar a fome dos confrades e suas distintas senhoras. A solução foi dividir os três tipos de frango em três pratos diferentes, no que contei com a pronta ajuda de Zé do Gás, que colocou – por tempo determinado – o forno da padaria O Berimbau.

Então resolvi assar as coxinhas da asa e as coxas e sobrecoxas no forno, ficando os peitos de frango para cozinhá-los na panela. Eis que os confrades vão chegando e os cortes de frangos se encontravam todos temperados. Como o forno da padaria não poderia ficar sem assar os pães, os assados de frangos foram complementados no fogão, cada um a sua hora.

Estão com fome e pedindo pressa no “de comer”

Enquanto isso, fritei os quibes e coxinhas para saciar o apetite dos confrades. Já os peitos de frango cortei em cubos, temperei e refoguei na panela. Os temperos foram iguais para os três cortes, com alho, cebola, sal e pimenta-do-reino. Nada mais. Os peitos de frango, logo após refogados, foram cozidos com pouca água, num processo de deglaciação, por vezes seguidas, até criar um caldo grosso e consistente. Depois acrescentei ervilha e milho em conserva. Supimpa. Foi servida com rodelas do legítimo pão francês d’O Berimbau.

Para acompanhar os três pratos de frango nada melhor do que uma farofa de manteiga com a “graxa” que ficou na assadeira, com mais alho, cebola e bacon em fatias. Simples assim e todos os confrades com suas respectivas esposas se fartaram à vontade. A única voz dissonante foi de Reinaldo Benevides (Panela de Barro), que reclamou da falta de arroz, componente diário de suas refeições.

Hoje, de tão fácil o preparo e com os componentes – cortes de frango, coxinhas e quibes em miniaturas – não disponibilizaremos a quantidade individual dos temperos, por desnecessário, pois a explicações anteriores são bastantes, até mesmo para os neófitos em forno e fogão. Na próxima semana – em mais uma assembleia da Confraria d’O Berimbau – faremos uma incursão por Minas Gerais, desta vez sob a responsabilidade de Gilbertão e Dirce.

Até lá.

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Walmir Rosário

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