EM BUSCA DA CERVEJA BARATA

Walmir Rosário*

O Procon – ou seja lá que órgão o represente – precisa vir a Canavieiras com uma certa urgência, não para um período de férias e veraneio dos seus representantes, mas para fiscalizar o preço alto da cerveja, mercadoria muito cara por essas bandas. Nada tenho contra o veraneio desses ilustres “fiscais do povo”, que em épocas recuadas foram do Sarney, mas nessa condição poderiam se acostumar com os preços praticados pelos bares e restaurantes e nos prejudicar mais, ainda.

E nesse assunto falo de cátedra, por ser um consumidor quase que diário dessa mercadoria, tão admirada e consumida pelos brasileiros, embora os índices não sejam lá, essas coisas em relação a outros países. Confesso que atualmente não estou colaborando tanto para o aumento dos índices de consumo, e por isso já fui acusado de aposentado do Paraguai e, pior, como um enfermo de saúde combalida por pessoas malfazejas, fuxiqueiras perniciosas, o que cabe uma reparação judicial. Deixa estar, jacarés!

Mas minha aparente debilidade física pouco interessa e me encontro em tratamento e, por certo, restabelecido dentro de pouquíssimo tempo, e de volta às lides etílicas de alta frequência nos bares de Canavieiras e cidades circunvizinhas, com a constância requerida para tanto. E nesse meu festejado retorno gostaria que as autoridades constituídas para tanto já tivessem tomado uma providência (não a excelente cachaça mineira) para reduzir a conta, por conta das cervejas mais baratas.

Como disse que desse assunto falo de cátedra, repasso informações de alta confiabilidade a mim repassada por uma força tarefa canavieirense de alto coturno quando se trata de cerveja. Em outras terras não muito distantes, os confrades Tyrone Perrucho e Alberto Rocha (conhecido como Fiscal em Canavieiras e Coletor em Camamu) descobriram e beberam cerveja Heineken pelo módico preço de R$ 10,00, impensável aqui pelas bandas de Canavieiras.

Não pensem os desconfiados senhores que a missão exploradora frequenta locais mal-afamados do tipo birosca de ponta de rua sem as mínimas condições de higiene, quiçá de péssimas condições de atendimento e sem os acessórios necessários e convenientes para a degustação de uma boa cerveja, a exemplo de copos e taças. Se engana quem pensou nessa remota possibilidade, pois nossos confrades se encontravam em Barra Grande e outros locais badalados da Baía de Camamu.

Para que não pairem dúvidas sobre o local, a cerveja e o preço, apresento uma foto com o flagrante do ato de degustação e comemoração num ambiente requintado, como bem merecem nossos turistas em busca de aventuras pelos bares desse mundo afora. Diante da constatação, imediatamente – graças à presteza, viabilidade e praticidade das redes sociais – enviaram a foto aos quatro cantos do nosso planeta, mostrando que por aquelas bandas o cliente é bem tratado no que se refere ao paladar e ao bolso.

Para os que se dizem incrédulos como São Tomé, nossos viajantes estão munidos com notas fiscais – e não poderia ser diferente com Alberto Rocha, um valoroso ex-agente da fiscalização –, que mesmo gozando dos encantos da aposentadoria, não se permitiria a solicitar a nota fiscal, como bem recomenda a Secretaria da Fazenda. Se Alberto é o responsável pelas questões legais, Tyrone Perrucho, por certo estaria a postos para a verificação do preço da cerveja Heineken. Cada um na sua especialidade.

Pelo que soube – e deve mesmo ter acontecido –, não fui o único a receber a preciosa informação com os anexos (foto e notas fiscais), acredito eu que tenha sido com a intenção de iniciar a mobilização dos frequentadores dos bares contra o tratamento nada amigável dos donos de botequins. Por sinal, pelo que ouvi, as provas irrefutáveis da venda de cerveja barata em Barra Grande também foram enviadas para os donos de bares.

Para quem ainda não conhece Barra Grande vou logo avisando: se trata de um local chic, frequentado pela nata da high society nacional e internacional, a exemplo dos poderosos da Globo, Duda Mendonça, Neymar et caterva quando vem se recuperar dos revezes com as namoradas e títulos perdidos em campo. Esse aviso se faz necessário para que saibam em que areia pisarão, se bem que por lá os ambientes são limpinhos, bem asseados, ao contrário dos costumeiros pés-sujos onde costumam frequentar.

Quanto às providências possíveis de serem tomadas por aqui, aguardaremos, pois, a chegada da nobre missão que lembra os bandeirantes paulistas que embrenhavam o interior do Brasil em busca de pedras preciosas e outras riquezas materiais, se bem que de forma individualista. Comportamento bem diversos de Alberto e Tyrone, imbuídos no alto espírito coletivista norteador das causas públicas, no sentido de reparar a economia dos confrades no dia a dia dos bares canavieirenses.

A luta apenas começou!

*Radialista, jornalista e advogado

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There are 2 comments. Add yours

  1. 23rd junho 2019 | Renato says: Responder
    Caro amigo Valmir no meu boteco do Renato sempre foi 10 reais a cerveja Heineken
    • 23rd junho 2019 | admin says: Responder
      Então Alberto Fiscal e Tyrone Perrucho perderam tempo, poderiam beber no Boteco do Renato, sem ir longe. Que besteira fizeram...

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