E COMEÇARAM AS BIZARRICES

Walmir Rosário*

Como dissemos em um comentário passado, as bizarrices são comuns nas edições do programa eleitoral gratuito no rádio e na televisão. E, como não poderia deixar de ser, o primeiro a cometê-las foi o palhaço Tiririca, candidato a reeleição ao cargo de deputado federal.

E Tiririca não foi bem-sucedido em sua primeira aparição, vestindo os trajes comumente usados pelo cantor Roberto Carlos. Não satisfeito com o uso da roupa, ainda por cima cantava um plágio da música “O Portão”, de Roberto Carlos. A paródia diz: “Eu votei. De novo eu vou votar. Tiririca, Brasília é o seu lugar.”

Como não poderia deixar de ser, a editora EMI Songs exigiu que Tiririca, retire do ar sua propaganda eleitoral, por não ter nenhuma autorização do autor. Caso não pare a veiculação, a editora promete buscar na justiça a reparação pelo uso indevido da propriedade intelectual.

E a linha de propaganda utilizada por Tiririca já lhe rendeu uma avalanche de votos na eleição passada e ele espera repeti-la nesta eleição. Esta é mais uma comprovação de que o eleitor não escolhe o seu candidato pelo que pode fazer pelo país e sim por motivos dos mais diferenciados.

E os marqueteiros das campanhas eleitorais resolveram tirar uma casquinha da tragédia que ceifou a vida do então candidato à Presidência da República, Eduardo Campos. Candidatos de outros partidos resolveram utilizar a comoção nacional em torno da morte de Campos, em seus programas eleitorais.

Agora, o PSB já orientou os diretórios em todo o País par que monitorem o que considera uso indevido de imagens, slogans e frases do ex-governador pernambucano. Caso persistam, promete recorrer aos tribunais para tirar os programas do ar e exigir direito de resposta.

Pode até ser que as menções feitas ao finado Eduardo Campos sejam, verdadeiras homenagens, mas que parece oportunismo, isso parece. Nada mais justo do que coibir esse tipo de “carona” pegada pelos adversários da candidata Marina Silva.

Ainda sobre os programas eleitorais, alguns personagens estão aparecendo mais do que os próprios candidatos. Um dos exemplos é o ex-presidente Lula, encarregado de pedir votos para a companheira Dilma. É o chamado empréstimo do carisma de um para eleger o outro.

Nesta campanha, mais do que nas outras, o eleitor está completamente perdido com as pesquisas de intenções de votos feitas pelos mais diversos institutos. Cada um traz um índice diferente, com números absurdos, o que pode desmoralizar, de vez, uma importante ferramenta de campanha.

Esse é um risco demasiado alto para um candidato ou coligação e o tiro pode sair pela culatra.

* Radialista, jornalista e advogado

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Walmir Rosário

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