DO PÚBLICO AO PRIVADO9

MESURA COM CHAPÉU ALHEIO I

Capitão Azevedo divide o pão do Município com os amigos

O prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, não se deu ao trabalho de vir a público e explicar à sociedade se realmente existe a “maracutaia” denunciada pelo site PIMENTA NA MUQUECA, de que teria dado um terreno da Prefeitura, com 5 mil metros quadrados, localizado na área industrial de Itabuna à empresa Macedo Materiais de Construção.
Segundo a denúncia, a maracutaia teria sido engendrada na Secretária da Indústria, Comércio e Turismo e se destinava a uma permuta faz de conta. Pela negociata, o empresário Rolemberg Macedo desocuparia uma área do Município invadida por ele, na avenida Princesa Isabel, no bairro São Caetano, onde será construída a sede da Câmara de Vereadores de Itabuna.
MESURA COM CHAPÉU ALHEIO II
O pagamento fajuto encobriria mais uma armação do empresário, que alugou dois lotes aos Kaufmann e invadiu a parte da frente, de propriedade da Prefeitura. Para sair, exigiu uma área de 5 mil metros quadrados, no que teria sido atendido pelo amigo Capitão Azevedo, a título de ressarcimento.
Do jeito que está, será difícil a Prefeitura de Itabuna aguentar até o final do mandato de Azevedo, com os presentes que está dando aos amigos. Por sua vez, a Câmara de Itabuna permanece calada, assim como grande parte da imprensa. Dos vereadores não ouve qualquer reclamação sobre a dilapidação do patrimônio público. Pelo jeito, concordam, em número, gênero e grau com o Executivo.
O PREÇO DA IRRESPONSABILIDADE I
De volta à mídia – antes calada, ou amordaçada – a demolição do prédio do Colégio Divina Providência. Só que agora, após o estrago feito, o prefeito Capitão Azevedo tenta aparecer como o “salvador da pátria”, após ter destruído parte do conjunto de prédios tombados pelo município.
De nada adiantou ter embargado a obra no final da demolição, após o acerto feito com as empresas Silva Calçados, Lojas Americanas e Farmácia Pague Menos. Conforme foi denunciado aqui no CIA DA NOTÍCIA e na TV CABRÁLIA, a demolição estava a caminho e teve início na calada da noite, sem qualquer licença para a execução da demolição.
O PREÇO DA IRRESPONSABILIDADE II

Na foto do Pimenta na Muqueca, a missa celebrada no meio da rua

O prefeito Capitão Azevedo não respeitou nem mesmo a Igreja Católica, e por pouco a Igreja de Santo Antônio, uma construção bem mais antiga do que o prédio do Colégio Divina Providência. Azevedo, recentemente, foi censurado pelo bispo diocesano de Itabuna, Dom Ceslau Stanula, pela falta de respeito com os munícipes.
Desta vez, não se conhece qual a atitude tomada pelo bispo Dom Ceslau sobre a tentativa de derrubar a Igreja de Santo Antônio. Azevedo está entrando na história político-administrativa de Itabuna pela “porta dos fundos”, haja vista os desmandos praticados. Pela primeira vez, o vigário da Paróquia de Santo Antônio, Padre Osmar, teve que celebrar a missa dominical no meio da rua como medida de segurança para preservar a vida dos fiéis.
O PREÇO DA IRRESPONSABILIDADE III
Para atender aos empresários da Silva Calçados, Lojas Americanas e Farmácia Pague Menos e garantir a demolição do prédio do Colégio Divina Providência, o prefeito Capitão Azevedo nomeou o secretário da Indústria, Comércio e Turismo, Carlos Leahy, ex-presidente da CDL; o diretor do Procon, José Sidenilton, para comandar a tropa-de-choque para consolidar a demolição.
A empreitada foi realizada – como sempre – na calada da noite, passando por cima da legislação municipal que rege o tombamento de imóveis públicos e particulares, além de escamotear os procedimentos. Para conseguir o intento, até mesmo “arrebanhou” os presidentes de associações de bairros (na folha da prefeitura) e outros funcionários comissionados da administração, para garantir uma audiência pública (também na calada da noite).
Tudo feito às vistas do Ministério Público, da Justiça, dos vereadores, das instituições. Enfim, da não tão zelosa sociedade itabunense.
A PROMESSA DA PONTE I

Resposta de Jaques Wagner não convenceu o vereador Paulo Carqueija

Como qualquer político acostumado a fazer promessas e não cumprir, instigado pelo vereador Paulo Carqueija (PT), durante uma carreata em Ilhéus, na última campanha política, o governador Jaques Wagner prometeu que construiria uma segunda ponte Ilhéus-Pontal neste seu segundo governo. Promessa feita e até agora esquecida, Carqueija começou a ser cobrado pela sociedade pelo “cheque em branco” que deu ao governador.
E o vereador não se fez de rogado e encaminhou ofício ao governador Jaques Wagner cobrando a promessa feita durante a carreata, ou melhor, a construção da ponte. Para tanto, viajou a Salvador, arregimentou a companheira deputada Fátima Nunes, bem votada em Ilhéus, foi à Governadoria saber do andamento da promessa.
A PROMESSA DA PONTE II
Na capital do estado e em companhia da deputada, foi recebido com honras pelo chefe de gabinete do governador Jaques Wagner, Edmon Lucas, que pediu uns três dias para dar a tão sonhada resposta. E ela veio no prazo acertado, mas não com a presteza desejada, por ser vaga e imprecisa, daquela que se faz para se livrar de um eleitor (chato) qualquer.
Para a assessoria do governador, bastaria, portanto, uma resposta dizendo que o assunto teria sido encaminhado ao Derba para os devidos estudos, como se não fosse uma promessa de campanha, feita em cima de um carro, com a garantia de que o vereador poderia anunciar a decisão ao povo em geral. Obediente e ciente de que deveria ganhar a eleição, Carqueija anunciou aos quatro cantos a decisão de Wagner, o que deve ter contribuído para angariar alguns votos.
A PROMESSA DA PONTE III
Só que o governador Jaques Wagner e sua assessoria não sabia com quem estava lidando. Inconformado, Carqueija disparou uma resposta desaforada (mas educada, se é que pode) para o Palácio de Ondina:
– Governador, essa resposta vazia não é bastante e quero saber o que foi feito de concreto e quais as providências, a exemplo da situação do projeto arquitetônico, estudos sobre a localização, impacto ambiental e previsão orçamentária para a realização da obra? – retrucou.
O vereador Paulo Carqueija continua vigilante à espera de respostas mais convincentes.
JABES PLANEJOU RETORNO I

Marcus Flávio dá risada da estratégia adotada por Jabes Ribeiro

No discurso feito no plenário da Câmara, o vereador Marcus Flávio, que se lançou pré-candidato ao Palácio Paranaguá, fez um relato sobre as pretensões de retorno de Jabes Ribeiro à prefeitura e apontou as grandes contribuições negativas do ex-prefeito para Ilhéus. Segundo o vereador, a eleição do seu sucessor, Valderico Reis, de quem foi o principal cabo eleitoral, teria sido o máximo para o ex-prefieto. “A vitória de Valderico também foi um triunfo de Jabes, que planejou o seu retorno ao poder com seu fiel grupo palaciano após a caótica administração do seu sucessor, mas que felizmente não deu certo”, frisou.
Marcus Flávio também apontou as dívidas deixadas por Jabes Ribeiro como outra contribuição negativa para os governos subsequentes, impedindo que fossem feitos investimentos importantes para a cidade. “Os acordos não cumpridos, obras não pagas, patrulha mecânica comprada, destruída e não paga foram muitas das irresponsabilidades cometidas contra a Prefeitura de Ilhéus”, sustenta.
JABES PLANEJOU RETORNO II
Ao finalizar seu discurso, Marcus Flávio lembrou que durante a última gestão de Jabes Ribeiro Ilhéus perdeu empresas tradicionais e importantes fontes de receita, a exemplo da Petrobrás, da Brasilgás. Ele também citou que os grandes eventos também passaram a ser realizados em outras cidades, como a Copa do Mundo de Triathlon, os Jogos do Interior, os Jogos do Cacau, além dos grandes carnavais.
O vereador diz que hoje ficou patente a diferença entre a relação institucional mantida entre o Município de Ilhéus e o Governo do Estado, cujas parcerias foram ampliadas. “Antes, a Bahiatursa enviava recursos da ordem de R$ 30 a no máximo R$ 50 mil para uma grande festa e hoje, no governo Newton Lima, esses valores foram ampliados para acima de R$ 200 mil, apesar do ex-prefeito sempre fazer questão de ressaltar a amizade que desfrutava junto aos governadores”, concluiu.
A CANDIDATURA DE DAVIDSON

Qual dos três será o candidato?

Segundo uma “magna” fonte, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) estaria com dificuldades de definir qual o camarada que seria o candidato a prefeito de Itabuna. Inicialmente, três nomes estão colocados: Davidson Magalhães, Luiz Sena e o vereador Wenceslau Júnior, os dois últimos já como pré-candidatos e já estão em campanha.
Já em relação ao outro nome, o de Davidson Magalhães, que há anos vem se preparando para disputar a eleição com reais possibilidade de vitória, já que durante todo esse tempo tem se preparado para tanto, ainda é uma incógnita dentro do partido. Nos confidencia essa “magna” fonte que o problema maior é que se Davidson deixe a Bahiagás, acaba o fôlego e, por consequência, o “gás” dos comunistas.
BOA NOTÍCIA
Os flamenguistas vão detestar, mas, enfim, a verdade se restabelece. A novela envolvendo quem é legítimo campeão da Copa União de 1987, o Campeonato Brasileiro da época, ganhou mais um capítulo no início da noite desta sexta-feira (27). De acordo com diretor jurídico do Sport, Arnaldo Barros, a Justiça Federal derrubou a resolução da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que colocava Flamengo e Sport como vencedores da competição.
Segundo Barros, a Justiça Federal ordenou que a CBF reconheça somente o rubro-negro pernambucano como o legítimo campeão e deu um prazo de 48h para que a entidade que rege o futebol nacional edite uma nova resolução dizendo que o Sport é o único que pode ser considerado vencedor da Copa União de 1987.
CONTAM POR AÍ…
“Campanha política tem coisas que até Deus duvida”, costumam dizer os políticos e marqueteiros. E na campanha política municipal de Itabuna no ano de 1996 alguns fatos confirmam o ditado popular.
Os principais candidatos eram Fernando Gomes (PTB), Renato Costa (PSB, PT) e Davidson Magalhães (PCdoB, PSDB). Este ano, a campanha foi considerada atípica devido a um racha na esquerda, que teria como causa a intransigência de Geraldo Simões, então prefeito, de negociar com os demais partidos, isolando-os.
Mesmo sendo o final do governo Geraldo Simões melancólico, com salários e fornecedores atrasados, telefones e energia elétrica cortados, dentre outros males, o PT sempre foi considerado um partido “bom de campanha” e restava ao núcleo de marketing de Fernando Gomes monitorar com precisão o desenvolvimento das campanhas e tirar proveito das diferenças. E Assim foi feito.
A ideia central era tirar proveito das diferenças e semelhanças entre Geraldo Simões, Renato Costa e Davidson Magalhães que viriam à tona. Neste sentido, o coordenador de marketing da campanha de Fernando Gomes, o grande Sérgio Gomes, montou todo uma estratégia, contando com a preciosa colaboração de Iram Marques, o Cacifão, político de astúcia sem igual.
Conforme mostravam as pesquisas, era preciso “dar corda ou encurtá-la”. Para isso foi montada uma equipe de sondagem da opinião pública e transformar os resultados obtidos em fatos, senão boatos, quando necessário. Essa equipe era formada por líderes comunitários e atores “fernandistas” por excelência e iam ás ruas discutir política, debater a campanha, disseminar atos e fatos, nem sempre todos verídicos.
E o povo de Itabuna foi tomando gosto pela campanha de Davidson, que mostrava um comunista aliado a um empresário – Marreco, do PSDB – para reconstruir a cidade. Chegou a assustar encostando em Renato Costa, o que chegou a assustar o núcleo de inteligência da campanha de Fernando Gomes e era chegada a hora de puxar a corda, já que a campanha de Renato Costa estava fragilizada.
Foi aí então que entrou em ação a astúcia de Iram Marques, o famoso Cacifão, ao idealizar uma das ações mais importantes da “guerra”: Desqualificar todo o conceito adquirido por Davidson Magalhães com apenas uma palavra: “LARANJA”.
Chamar Davidson de “laranja” era o mesmo que dizer, com todas as letras que sua candidatura era apenas uma invenção do PT para enganar o eleitor, e que os dois eram “farinha do mesmo saco”.
Bastou essa “deixa” para que os militantes do PT comprassem a ideia e também passassem a dirigir todas as “baterias” contra o comunista. Enquanto o PT acusava Davidson de “laranja”, o PCdoB se defendia mostrando a irresponsabilidade do governo petista de Geraldo Simões.
Enquanto isso, a candidatura Fernando Gomes nadava em mar de almirante e voava em céu de brigadeiro, sem se envolver com as escaramuças entre Geraldo, Renato e Davidson. Não deu outra, Fernando ganhou a eleição.

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Walmir Rosario

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