DO PÚBLICO AO PRIVADO

Do Público ao Privado

SALOBRINHO – A DISCÓRDIA I

O pacato bairro do Salobrinho (foto de José Nazal), em Ilhéus, enfim, tem seus 15 segundo de fama, como diz o ditado. Agora, é pretendido pelos políticos de Itabuna, que pretendem anexá-lo ao seu território, a qualquer custo. Antes desprezado, era apenas uma referência geográfica na rodovia Ilhéus-Itabuna.

Nem mesmo com a implantação da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) viveu seus dias de glória. Enquanto a Uesc é habitada por profissionais de todas as áreas do conhecimento, com graduados, especialistas, mestres e doutores, o Salobrinho sequer possui saneamento básico. E o que é pior, ainda tinha (e tem) que aguentar a poluição causada pela Uesc, que despeja seus dejetos no rio Cachoeira.

SALOBRINHO – A DISCÓRDIA II

A antes vila de pescadores e trabalhadores rurais convivia com os “donos do conhecimento” sem qualquer ligação mais estreita, apenas observava os carrões em que eles passavam para a universidade. Como água e óleo, não se misturavam. Cada qual no seu canto, sem qualquer contato. O Salobrinho era desprezado pelos doutores por ser um vilarejo de pessoas de nível menor, apenas trabalhadores rudes e que nunca frequentaram ou ilustraram os bancos de uma faculdade.

SALOBRINHO – A DISCÓRDIA III

Mas essa estranha vizinhança foi se aproximando aos poucos, com a chegada de alunos de outras cidades, outras regiões. Se os doutores preferiam ignorar o Salobrinho, os alunos foram se aproximando, alugando quartos, casas, formando “repúblicas”, encurtando a distância.

E o Salobrinho foi ganhando fôlego na economia, com a abertura de novas casas comerciais para atender à demanda, agora diferente devido à clientela oriunda de outras paragens. Se os doutores nunca ensinaram qualquer matéria aos moradores, os estudantes, sem quadro ou giz, passaram a ministrar aulas de cidadania.

SALOBRINHO – A DISCÓRDIA IV

Mas, infelizmente, nem todo o Salobrinho aprendeu essa lição de cidadania e alguns ainda se deixam levar pelas falsas promessas de políticos inescrupulosos, que usam e abusam da população. Na última eleição municipal várias denúncias de aliciamento de eleitores foram feitas, inclusive com transporte para os locais de votação.

E esses veículos tinham como destino a cidade de Itabuna. Hoje, também segundo denúncias, vários moradores do Salobrinho teriam emprego na Prefeitura de Itabuna, sendo ocupantes de cargos de confiança. Deve ser esse o interesse mais pelo Salobrinho: enriquecer o colégio eleitoral de Itabuna, que não anda tão pródigo para o atual prefeito.

Uma lástima, para uma população que precisa de reconhecimento e cidadania.

ENFIM, O CACHIMBO DA PAZ

Após uma série de entreveros, sentam para “fumar o cachimbo da paz” o coordenador da Polícia Civil de Itabuna, delegado Moisés Damasceno e o presidente do Jornal Agora, José Adervan de Oliveira. As diferenças foram aparadas, os desentendidos acertados e agora tudo é “céu de brigadeiro”, “mar de almirante” entre as duas instituições.

Censura é hoje uma palavra proibida no Complexo Policial de Itabuna. Só não dá para explicar como fazer a conta para reduzir o índice de criminalidade em Itabuna. Os jornais dizem que o índice aumenta, a Polícia Civil jura que diminuiu. É simples, basta colocar em pauta do passado e contabilizar os números do presente. É tudo uma questão de aritmética.

O BOM JORNALISMO I

O editor do CIA DA NOTÍCIA recebeu críticas de repórteres (colegas) que militam no rádio de Itabuna sobre o artigo que escreveu defendendo a liberdade de expressão e do exercício da profissão, no caso da denúncia do Agora. Mesmo os colegas ressaltando que respeitavam este jornalista e radialista como profissional, discordaram do artigo, por entenderem que reportagem policial é diferenciada.

Essa deve ser uma regra nova que ainda não chegou ao conhecimento deste profissional, que já militou em todos os setores da reportagem e aprendeu, durante todo esse tempo, que o jornalismo deve ser pautado na verdade, na ética, no respeito mútuo entre “fonte” e “profissional”. Tanto faz no jornalismo econômico, político, geral, colunismo social, cultura, e por aí afora.

O BOM JORNALISMO II

O artigo elaborado por este profissional de imprensa foi apenas uma defesa, como disse acima, da liberdade de expressão e do exercício profissional. E esta não é a primeira vez que isso acontece, conforme foi narrado no texto. O jornalista tem de saber diferenciar a notícia boa da ruim, sem, no entanto, “brigar com ela”.

Também não pode se deixar influenciar pela amizade que une “fonte” e “repórter”, que podem conviver amigavelmente, conforme manda os manuais da boa educação. Competição na reportagem sempre existirá e é o que existe de mais saudável, entretanto, o que é condenável é o privilégio concedido por uma instituição pública a um ou alguns profissionais em detrimento de outros. Ainda mais quando o motivo é a divulgação de forma dirigida à vontade de determinada pessoa ou situação.

E olha que este jornalista está calejado de sofrer pressões. Mas claudicar…é outra história. Também esse jornalista estranha que da vez anterior que o jornal sofreu esse tipo de pressão os críticos foram praticamente os mesmos.

ALAMBIQUE, A ANTIACADEMIA I

Itabuna viveu nesta sexta-feira (20) um dia histórico com a fundação da Academia de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopias, Etc., (Alambique). As solenidades de fundações foram bastante concorridas e ocorrem em três lugares distintos: às 18 horas, no ABC da Noite, no baixo Beco do Fuxico, e às 19 horas, nos bares Artigos para Beber e Confraria do Alto Beco do Fuxico, ambos no Alto Beco do Fuxico.

A Alambique (isso mesmo, não é erro de concordância) é considerada a antiacademia, devido à característica de não possuir regras formais (por enquanto) e ter como objetivo tratar em suas reuniões de futricas e outros assuntos relevantes e próprios de mesa de botequim, conforme está bastante evidenciado no seu nome.

ALAMBIQUE, A ANTIACADEMIA II

Recebidos pontualmente às 18 horas no ABC da Noite por Caboclo Alencar, os trabalhos de fundação foram iniciados com duas rodadas de batidas de gengibre (pagas pelos acadêmicos) um garrafão do mais fino vinho da Serra Gaúcha e tira-gosto de queijos Gouda e Gruyère, foi apresentada a logomarca da Academia, aprovada sem pestanejar pelos acadêmicos e o aval do Caboclo Alencar.

Em seguida, os acadêmicos – representados pela fina-flor da sociedade itabunense, a exemplo de jornalistas, advogados, médicos, motoristas, funcionários públicos de diversas ocupações, administradores, empresários, cobradores, auxiliares de serviços gerais, dentre outros – se dirigiram ao Alto Beco do Fuxico para lavrar a ata de fundação nos mais famosos estabelecimentos da boemia etílica: Artigos para Beber e Confraria do Alto Beco do Fuxico.

ALAMBIQUE, A ANTIACADEMIA III

Assim como aconteceu nas outras duas coirmãs de Itabuna, a solenidade de fundação foi marcada por um “racha” entre os acadêmicos, que em protesto não compareceram às solenidades realizadas no ABC da Noite, Artigos Para Beber e Confraria do Alto Beco do Fuxico. Para “reunir os cacos” e promover a paz e o bem-estar geral dos acadêmicos, a Alambique deliberou que se reunirá, ordinariamente, em cada um desses estabelecimentos.

Também constou da ata de fundação realizar uma solenidade de desagravo aos políticos das cidades de Ilhéus e Itabuna, que brigam por um pedaço de terra. Conforme deliberação aprovada por unanimidade, os acadêmicos se reuniriam, extraordinariamente na Barrakítica, após os convites formais de praxe. O local foi escolhido por dois brilhantes motivos: ser próxima à coirmã de Ilhéus e sua aparência com o Beco do Fuxico, em Itabuna, local em que se regista a maior concentração de boêmios por metro quadrado.

ALAMBIQUE, A ANTIACADEMIA IV

Assim como se verifica nas congêneres, a Alambique também permitiu em seu quadro de associados a presença do sexo feminino, sob a argumentação de que não existe nenhuma concorrência entre os dois sexos. Com isso, já na fundação foi aprovado o ingresso de Vera Lúcia da Cruz, primeira mulher a ter assento, voz e voto no Bar do Ithyel (hoje Confraria do Alto Beco do Fuxico), no Alto Beco do Fuxico. Outra presença feminina aprovada foi a da jornalista Manuela Berbert.

As duas tomaram posse e assentos às mesas na solenidade ocorrida nos bares Artigos Para Beber e Confraria do Alto Beco do Fuxico.

BOA NOTÍCIA

Esta vem do Jornal da Tarde (São Paulo): “O álcool combustível volta a ser vantajoso na cidade de São Paulo, aponta pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP) divulgada ontem. Nesta semana, o preço médio do litro do combustível é de R$ 1,77, enquanto o da gasolina é de R$ 2,76, quedas, respectivamente, de 9,69% e 1,42% com relação à semana anterior.

O preço do álcool deve ser igual ou menor que 70% do preço da gasolina para que sua compra seja mais vantajosa, já que o rendimento do combustível é menor. De acordo com o levantamento, hoje seu preço médio equivale a 64% do preço da gasolina.

O litro da gasolina varia de R$ 2,48 a R$ 2,99 na amostra da ANP, enquanto o litro do etanol é encontrado por no mínimo de R$ 1,49 e no máximo R$ 2,09.

O álcool mais barato é encontrado em postos da zona leste e oeste da cidade. O levantamento completo pode ser consultado no site da ANP www.anp.gov.br).

Só falta agora chegar em todo o Brasil.

CONTAM POR AÍ…

Na década de 50 do século passado, os baianos tomaram conta da União Nacional dos Estudantes (UNE). Dentre eles, alguns itabunenses participavam da diretoria ou exerciam forte liderança, a exemplo de Gutemberg Amazonas, Gervásio José dos Santos, Laércio Pinho lima e Dagoberto Brandão.

Formados, retornaram a Itabuna para seguir sua profissão. Desses, Gervásio botou banca de advogado, Gutemberg e Dagoberto os escritórios de engenharia e Laércio Pinho o escritório de economia, prestando serviços de consultorias às empresas privadas e órgãos públicos.

Diplomado pela conceituada Faculdade de Economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, considerada um centro de excelência no ensino superior, Laércio chega a Itabuna resolvido a realizar profundas transformações na cidade, tirá-la de sua condição de cidade do interior (apesar de rica) e dotá-la de todos os requisitos de uma verdadeira metrópole.

E não fez por menos. Ao encontrar o amigo Dagoberto Brandão, recém-formado e disposto a aplicar todos os ensinamentos aprendidos na Escola Politécnica, Laércio foi enfático e decisivo ao propor a elaboração de um grande projeto:

– Dagô, vamos revolucionar a capital do cacau, tornando-a uma cidade de primeiro mundo. Faça-me um projeto de duas lâminas verticais, cada uma dotada de todas as modalidades de comércio e habitação para abrigar 30 mil pessoas – encomendou ao amigo Dagoberto.

O astucioso Dagô desconfiou da viabilidade do projeto para uma cidade como Itabuna, que àquela época possuía uma população de pouco mais de 60 mil almas, desconversou e ficou o dito pelo não dito.

O local escolhido para abrigar tal empreendimento era as confluências do bairro do Banco Raso e onde está localizado o conjunto habitacional do BNH. O equipamento passou a ser uma realidade nos Estados Unidos e outros países do hemisfério norte no final dos anos 70, sendo um misto de conjunto habitacional e shopping center vertical.

Fora esse projeto, o economista Laércio Pinho Lima foi empresário do ramo das construções civis, professor de Economia da Uesc e exerceu diversos cargos de confiança em órgãos públicos, entre eles as prefeituras de Itabuna e Ilhéus, nas quais elaborou grandes projetos.

Laércio Pinho era um grande visualista e um idealista incorrigível.

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MESURA COM CHAPÉU ALHEIO I

Capitão Azevedo divide o pão do Município com os amigos

O prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, não se deu ao trabalho de vir a público e explicar à sociedade se realmente existe a “maracutaia” denunciada pelo site PIMENTA NA MUQUECA, de que teria dado um terreno da Prefeitura, com 5 mil metros quadrados, localizado na área industrial de Itabuna à empresa Macedo Materiais de Construção.
Segundo a denúncia, a maracutaia teria sido engendrada na Secretária da Indústria, Comércio e Turismo e se destinava a uma permuta faz de conta. Pela negociata, o empresário Rolemberg Macedo desocuparia uma área do Município invadida por ele, na avenida Princesa Isabel, no bairro São Caetano, onde será construída a sede da Câmara de Vereadores de Itabuna.
MESURA COM CHAPÉU ALHEIO II
O pagamento fajuto encobriria mais uma armação do empresário, que alugou dois lotes aos Kaufmann e invadiu a parte da frente, de propriedade da Prefeitura. Para sair, exigiu uma área de 5 mil metros quadrados, no que teria sido atendido pelo amigo Capitão Azevedo, a título de ressarcimento.
Do jeito que está, será difícil a Prefeitura de Itabuna aguentar até o final do mandato de Azevedo, com os presentes que está dando aos amigos. Por sua vez, a Câmara de Itabuna permanece calada, assim como grande parte da imprensa. Dos vereadores não ouve qualquer reclamação sobre a dilapidação do patrimônio público. Pelo jeito, concordam, em número, gênero e grau com o Executivo.
O PREÇO DA IRRESPONSABILIDADE I
De volta à mídia – antes calada, ou amordaçada – a demolição do prédio do Colégio Divina Providência. Só que agora, após o estrago feito, o prefeito Capitão Azevedo tenta aparecer como o “salvador da pátria”, após ter destruído parte do conjunto de prédios tombados pelo município.
De nada adiantou ter embargado a obra no final da demolição, após o acerto feito com as empresas Silva Calçados, Lojas Americanas e Farmácia Pague Menos. Conforme foi denunciado aqui no CIA DA NOTÍCIA e na TV CABRÁLIA, a demolição estava a caminho e teve início na calada da noite, sem qualquer licença para a execução da demolição.
O PREÇO DA IRRESPONSABILIDADE II

Na foto do Pimenta na Muqueca, a missa celebrada no meio da rua

O prefeito Capitão Azevedo não respeitou nem mesmo a Igreja Católica, e por pouco a Igreja de Santo Antônio, uma construção bem mais antiga do que o prédio do Colégio Divina Providência. Azevedo, recentemente, foi censurado pelo bispo diocesano de Itabuna, Dom Ceslau Stanula, pela falta de respeito com os munícipes.
Desta vez, não se conhece qual a atitude tomada pelo bispo Dom Ceslau sobre a tentativa de derrubar a Igreja de Santo Antônio. Azevedo está entrando na história político-administrativa de Itabuna pela “porta dos fundos”, haja vista os desmandos praticados. Pela primeira vez, o vigário da Paróquia de Santo Antônio, Padre Osmar, teve que celebrar a missa dominical no meio da rua como medida de segurança para preservar a vida dos fiéis.
O PREÇO DA IRRESPONSABILIDADE III
Para atender aos empresários da Silva Calçados, Lojas Americanas e Farmácia Pague Menos e garantir a demolição do prédio do Colégio Divina Providência, o prefeito Capitão Azevedo nomeou o secretário da Indústria, Comércio e Turismo, Carlos Leahy, ex-presidente da CDL; o diretor do Procon, José Sidenilton, para comandar a tropa-de-choque para consolidar a demolição.
A empreitada foi realizada – como sempre – na calada da noite, passando por cima da legislação municipal que rege o tombamento de imóveis públicos e particulares, além de escamotear os procedimentos. Para conseguir o intento, até mesmo “arrebanhou” os presidentes de associações de bairros (na folha da prefeitura) e outros funcionários comissionados da administração, para garantir uma audiência pública (também na calada da noite).
Tudo feito às vistas do Ministério Público, da Justiça, dos vereadores, das instituições. Enfim, da não tão zelosa sociedade itabunense.
A PROMESSA DA PONTE I

Resposta de Jaques Wagner não convenceu o vereador Paulo Carqueija

Como qualquer político acostumado a fazer promessas e não cumprir, instigado pelo vereador Paulo Carqueija (PT), durante uma carreata em Ilhéus, na última campanha política, o governador Jaques Wagner prometeu que construiria uma segunda ponte Ilhéus-Pontal neste seu segundo governo. Promessa feita e até agora esquecida, Carqueija começou a ser cobrado pela sociedade pelo “cheque em branco” que deu ao governador.
E o vereador não se fez de rogado e encaminhou ofício ao governador Jaques Wagner cobrando a promessa feita durante a carreata, ou melhor, a construção da ponte. Para tanto, viajou a Salvador, arregimentou a companheira deputada Fátima Nunes, bem votada em Ilhéus, foi à Governadoria saber do andamento da promessa.
A PROMESSA DA PONTE II
Na capital do estado e em companhia da deputada, foi recebido com honras pelo chefe de gabinete do governador Jaques Wagner, Edmon Lucas, que pediu uns três dias para dar a tão sonhada resposta. E ela veio no prazo acertado, mas não com a presteza desejada, por ser vaga e imprecisa, daquela que se faz para se livrar de um eleitor (chato) qualquer.
Para a assessoria do governador, bastaria, portanto, uma resposta dizendo que o assunto teria sido encaminhado ao Derba para os devidos estudos, como se não fosse uma promessa de campanha, feita em cima de um carro, com a garantia de que o vereador poderia anunciar a decisão ao povo em geral. Obediente e ciente de que deveria ganhar a eleição, Carqueija anunciou aos quatro cantos a decisão de Wagner, o que deve ter contribuído para angariar alguns votos.
A PROMESSA DA PONTE III
Só que o governador Jaques Wagner e sua assessoria não sabia com quem estava lidando. Inconformado, Carqueija disparou uma resposta desaforada (mas educada, se é que pode) para o Palácio de Ondina:
– Governador, essa resposta vazia não é bastante e quero saber o que foi feito de concreto e quais as providências, a exemplo da situação do projeto arquitetônico, estudos sobre a localização, impacto ambiental e previsão orçamentária para a realização da obra? – retrucou.
O vereador Paulo Carqueija continua vigilante à espera de respostas mais convincentes.
JABES PLANEJOU RETORNO I

Marcus Flávio dá risada da estratégia adotada por Jabes Ribeiro

No discurso feito no plenário da Câmara, o vereador Marcus Flávio, que se lançou pré-candidato ao Palácio Paranaguá, fez um relato sobre as pretensões de retorno de Jabes Ribeiro à prefeitura e apontou as grandes contribuições negativas do ex-prefeito para Ilhéus. Segundo o vereador, a eleição do seu sucessor, Valderico Reis, de quem foi o principal cabo eleitoral, teria sido o máximo para o ex-prefieto. “A vitória de Valderico também foi um triunfo de Jabes, que planejou o seu retorno ao poder com seu fiel grupo palaciano após a caótica administração do seu sucessor, mas que felizmente não deu certo”, frisou.
Marcus Flávio também apontou as dívidas deixadas por Jabes Ribeiro como outra contribuição negativa para os governos subsequentes, impedindo que fossem feitos investimentos importantes para a cidade. “Os acordos não cumpridos, obras não pagas, patrulha mecânica comprada, destruída e não paga foram muitas das irresponsabilidades cometidas contra a Prefeitura de Ilhéus”, sustenta.
JABES PLANEJOU RETORNO II
Ao finalizar seu discurso, Marcus Flávio lembrou que durante a última gestão de Jabes Ribeiro Ilhéus perdeu empresas tradicionais e importantes fontes de receita, a exemplo da Petrobrás, da Brasilgás. Ele também citou que os grandes eventos também passaram a ser realizados em outras cidades, como a Copa do Mundo de Triathlon, os Jogos do Interior, os Jogos do Cacau, além dos grandes carnavais.
O vereador diz que hoje ficou patente a diferença entre a relação institucional mantida entre o Município de Ilhéus e o Governo do Estado, cujas parcerias foram ampliadas. “Antes, a Bahiatursa enviava recursos da ordem de R$ 30 a no máximo R$ 50 mil para uma grande festa e hoje, no governo Newton Lima, esses valores foram ampliados para acima de R$ 200 mil, apesar do ex-prefeito sempre fazer questão de ressaltar a amizade que desfrutava junto aos governadores”, concluiu.
A CANDIDATURA DE DAVIDSON

Qual dos três será o candidato?

Segundo uma “magna” fonte, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) estaria com dificuldades de definir qual o camarada que seria o candidato a prefeito de Itabuna. Inicialmente, três nomes estão colocados: Davidson Magalhães, Luiz Sena e o vereador Wenceslau Júnior, os dois últimos já como pré-candidatos e já estão em campanha.
Já em relação ao outro nome, o de Davidson Magalhães, que há anos vem se preparando para disputar a eleição com reais possibilidade de vitória, já que durante todo esse tempo tem se preparado para tanto, ainda é uma incógnita dentro do partido. Nos confidencia essa “magna” fonte que o problema maior é que se Davidson deixe a Bahiagás, acaba o fôlego e, por consequência, o “gás” dos comunistas.
BOA NOTÍCIA
Os flamenguistas vão detestar, mas, enfim, a verdade se restabelece. A novela envolvendo quem é legítimo campeão da Copa União de 1987, o Campeonato Brasileiro da época, ganhou mais um capítulo no início da noite desta sexta-feira (27). De acordo com diretor jurídico do Sport, Arnaldo Barros, a Justiça Federal derrubou a resolução da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que colocava Flamengo e Sport como vencedores da competição.
Segundo Barros, a Justiça Federal ordenou que a CBF reconheça somente o rubro-negro pernambucano como o legítimo campeão e deu um prazo de 48h para que a entidade que rege o futebol nacional edite uma nova resolução dizendo que o Sport é o único que pode ser considerado vencedor da Copa União de 1987.
CONTAM POR AÍ…
“Campanha política tem coisas que até Deus duvida”, costumam dizer os políticos e marqueteiros. E na campanha política municipal de Itabuna no ano de 1996 alguns fatos confirmam o ditado popular.
Os principais candidatos eram Fernando Gomes (PTB), Renato Costa (PSB, PT) e Davidson Magalhães (PCdoB, PSDB). Este ano, a campanha foi considerada atípica devido a um racha na esquerda, que teria como causa a intransigência de Geraldo Simões, então prefeito, de negociar com os demais partidos, isolando-os.
Mesmo sendo o final do governo Geraldo Simões melancólico, com salários e fornecedores atrasados, telefones e energia elétrica cortados, dentre outros males, o PT sempre foi considerado um partido “bom de campanha” e restava ao núcleo de marketing de Fernando Gomes monitorar com precisão o desenvolvimento das campanhas e tirar proveito das diferenças. E Assim foi feito.
A ideia central era tirar proveito das diferenças e semelhanças entre Geraldo Simões, Renato Costa e Davidson Magalhães que viriam à tona. Neste sentido, o coordenador de marketing da campanha de Fernando Gomes, o grande Sérgio Gomes, montou todo uma estratégia, contando com a preciosa colaboração de Iram Marques, o Cacifão, político de astúcia sem igual.
Conforme mostravam as pesquisas, era preciso “dar corda ou encurtá-la”. Para isso foi montada uma equipe de sondagem da opinião pública e transformar os resultados obtidos em fatos, senão boatos, quando necessário. Essa equipe era formada por líderes comunitários e atores “fernandistas” por excelência e iam ás ruas discutir política, debater a campanha, disseminar atos e fatos, nem sempre todos verídicos.
E o povo de Itabuna foi tomando gosto pela campanha de Davidson, que mostrava um comunista aliado a um empresário – Marreco, do PSDB – para reconstruir a cidade. Chegou a assustar encostando em Renato Costa, o que chegou a assustar o núcleo de inteligência da campanha de Fernando Gomes e era chegada a hora de puxar a corda, já que a campanha de Renato Costa estava fragilizada.
Foi aí então que entrou em ação a astúcia de Iram Marques, o famoso Cacifão, ao idealizar uma das ações mais importantes da “guerra”: Desqualificar todo o conceito adquirido por Davidson Magalhães com apenas uma palavra: “LARANJA”.
Chamar Davidson de “laranja” era o mesmo que dizer, com todas as letras que sua candidatura era apenas uma invenção do PT para enganar o eleitor, e que os dois eram “farinha do mesmo saco”.
Bastou essa “deixa” para que os militantes do PT comprassem a ideia e também passassem a dirigir todas as “baterias” contra o comunista. Enquanto o PT acusava Davidson de “laranja”, o PCdoB se defendia mostrando a irresponsabilidade do governo petista de Geraldo Simões.
Enquanto isso, a candidatura Fernando Gomes nadava em mar de almirante e voava em céu de brigadeiro, sem se envolver com as escaramuças entre Geraldo, Renato e Davidson. Não deu outra, Fernando ganhou a eleição.

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Walmir Rosario

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