DO PÚBLICO AO PRIVADO

TIRO NO PÉ I

Causou o maior frisson a proibição do ex-prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, subir no palanque armado para a inauguração da indústria de chocolates finos no distrito do Rio do Engenho, quarta-feira (27). Astuto como sempre, Jabes não se incomodou nem um pouco, pelo contrário, ficou no meio da plateia, do jeito que gosta, principalmente durante as campanhas eleitorais.

Em vez de afastá-lo do povo, os autores da esdrúxula ordem, é que se segregaram, ficando com cerca de uma dúzia de pessoas, em cima de um palanque, apenas para ouvir e fazer discursos, embora o povo que estava em baixo não estivesse disposto a ouvi-los.

TIRO NO PÉ II

Só que os autores da “brilhante ideia” de colocar “Jabes Ribeiro de castigo” não deu certo, principalmente porque o personagem central convidado para a inauguração era um dos aliados do ex-prefeito de Ilhéus, o secretário da Agricultura, Irrigação Reforma Agrária, Eduardo Sales, que representava o governador Jaques Wagner.

Militante indicado pelo Partido Progressista (PP), do qual Jabes é secretário, o secretário Eduardo Sales não se fez de rogado e, sem cerimônia, transformou o “desprestigiado” Jabes no personagem central do seu discurso. Entre outros elogios, chamou Jabes de a maior liderança de Ilhéus, o melhor prefeito, e o político que o governador deseja para administrar Ilhéus.

Quem não gostou nada desse discurso foi a deputada Ângela Sousa, presente ao evento e, segundo dizem, autora da proibição de Jabes subir ao palanque. Em suma: o verdadeiro tiro no pé.

O RETORNO DE FERNANDO I

Esta sexta-feira (29) marcou o retorno do ex-prefeito Fernando Gomes ao governo Azevedo. Explico. É que nessa data será eleito, por aclamação, para a presidência da Fundação Marimbeta – Sítios de Integração da Criança e do Adolescente, Dinailson Oliveira, irmão de Dinei Oliveira, filhos de Daniel Gomes e, é claro, sobrinhos de Fernando Gomes Oliveira, hoje filiado ao PMDB.

São as costuras políticas que o Capitão Azevedo começa a alinhavar, com todo empenho e disposição, visando a sua reeleição em 2012.

O RETORNO DE FERNANDO II

Dinailson Oliveira, o Son como é conhecido, além do parentesco com o ex-prefeito, é figura bastante popular por quem acompanhou as últimas gestões de Fernando Gomes à frente da prefeitura municipal de Itabuna.

Como o irmão Dinei, sempre atuou nas ações ligadas ao ramo da construção civil, sobretudo naquelas patrocinadas pelo erário municipal, fornecendo uma gama de materiais como: brita, areia, cimento, tijolos, etc., além de caminhões e caçambas também agregados a prefeitura.

O RETORNO DE FERNANDO III

Dúvida não há, pelo curriculum vitae do eleito, de que o novo presidente da Fundação Marimbeta tem grande experiência no serviço público e que saberá atender, como sempre o fez, com desenvoltura, as determinações e os pedidos daquele ou daqueles que o conduziu à nova missão.

Quanto ao futuro das importantes ações hoje desempenhadas pela Fundação Marimbeta – sobretudo após a exitosa gestão de Geraldo Pedrassoli, que devolveu respeito e dignidade a Marimbeta –, fica a dúvida se seu novo presidente terá disposição e preparo suficientes para dar continuidade, sem maiores acidentes de percurso.

O RETORNO DE FERNANDO IV

O que resta de certo é uma coisa. Quando consegue emplacar um nome de sua estreita confiança na Marimbeta, o ex-prefeito Fernando Gomes marca ponto no cenário político das próximas eleições municipais, agora sob nova vertente. Quem sabe indicando o nome para ser o vice, extraídos dos quadros de seu novo partido, o PMDB, compondo a chapa que buscará a reeleição do Capitão Azevedo.

As crianças e adolescentes assistidos pelas ações desenvolvidas pela Fundação Marimbeta, além dos seus servidores, que se empenham em fazer acontecer o objetivo da Fundação, aguardam apreensivos o futuro que o jogo político lhe reservou.

O RETORNO DE FERNANDO V

Entretanto, uma ação poderá melar a engenharia para colocar Dinaílson Oliveira na Presidência da Fundação Marimbeta: Também nesta sexta-feira (29), o Conselho Deliberativo da Fundação resolveu colocar a “bucha de canhão” no colo do prefeito Capitão Azevedo, ao indicar, como prevê o estatuto, outros nomes à disposição da análise do chefe do Executivo.

Ao invés de uma simples indicação, com apenas o nome solicitado pelo prefeito, o Conselho enviou uma lista tríplice contendo, além do nome de Dinaílson Oliveira, outros dois nomes: Bernizetth Zorthea e Arlinda Maria Cardoso, duas técnicas com excelentes serviços prestados à Fundação Marimbeta – Sítios de Integração da Criança e do Adolescente.

Se vira nos trinta, capitão!

HOMENAGEM AO TRABALHADOR II

A Prefeitura de Ilhéus deixa as diferenças de lado e apoia as homenagens ao Dia do Trabalhador, realizadas neste domingo (1º), pelas duas Centrais Sindicais – CUT, CTB e UGT e Força Sindical.

O apoio dado pela Prefeitura de Ilhéus, via Secretaria de Governo, vai fazer a alegria de um felizardo do Sindicato dos Funcionários Servidores Públicos Municipais de Ilhéus (Sinsepi), com o sorteio de uma motocicleta zero-quilômetro, no valor de R$ 6 mil.

HOMENAGEM AO TRABALHADOR II

Já a Central Única dos Trabalhadores (CUT), em conjunto com a CTB e UGT, levou uma ajuda no valor R$ R$ 4 mil, que também serão distribuídos em prêmios entre os associados. Diversos aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos serão sorteados entre os presentes ao evento.

Para o secretário de Governo, Alcides Kruschewsky, esse é o reconhecimento do Governo pela constante contribuição dada pelo trabalhador ao Município durante os 365 dias do ano.

A OAB E O DIVINA

O presidente da OAB de Itabuna, Andirley Nascimento, já nomeou uma comissão para analisar o “destombamento” do prédio do Colégio Divina Providência. Essa ação negativa é perseguida por setores da Prefeitura de Itabuna, no sentido de destruir parte da história da cidade.

O advogado Allah Góes é um dos membros da comissão da OAB e disse, textualmente no dia em que foi realizada uma pretensa audiência (armação, como se diz na gíria), que quem não preserva a cultura é um povo sem história. A assertiva cai como uma luva para os autores de tão nefasta proposta.

BOA NOTÍCIA

Esta foi publicada no Estadão deste sábado (30). O Ministério das Comunicações, por determinação da Controladoria-Geral da União (CGU), inabilitou três empresas que prestavam serviços para os Correios por envolvimento com o mensalão. “Depois de decorridos todos os trâmites, nós declaramos inidôneas, pelo menos três empresas este ano”, disse hoje o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Os nomes das empresas não foram revelados.

Em relação aos funcionários envolvidos no escândalo, os procedimentos internos na estatal para averiguar os fatos ainda estão em andamento. O ministro disse que na primeira reunião do conselho de administração dos Correios constatou-se que havia mais de 200 processos ainda em aberto. Foi feita uma recomendação à diretoria da estatal para acelerar esses procedimentos. “Na reunião do mês passado, já tinha reduzido pela metade”, ressaltou. Nos casos concluídos, houve aplicação de penalidades que variaram de suspensão a demissão, informou Bernardo.

Diante da constatação de que os ritos internos dos Correios para averiguar esse tipo de desvio de conduta são bastante complexos e demorados, os procedimentos estão sendo revistos para acelerar o andamento dos novos processos. “Basicamente, os Correios vão adotar, como regra de inquéritos administrativos, a mesma regra do serviço público. Isso vai representar uma simplificação dos procedimentos”, ressaltou o ministro.

CONTAM POR AÍ…

O Sindicato dos Comerciários de Itabuna, entidade quase secular, durante muito tempo elegeu um só presidente, Agenor Medeiros. Com a redemocratização do país, as agremiações (ainda chamados de esquerda) como o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) iniciaram uma ampla campanha junto à categoria com a finalidade de eleger seus prepostos.

Eis que entra na campanha (mesmo sem ser candidato) um personagem importante: Iram Marques, o conhecido “Cacifão”, um dos mais ilustres representantes da “direitona” itabunense, com passagem de louvor pela UDR, e dá uma ajuda providencial aos comunistas.

Enquanto o PT pressionava os comerciários, pretendendo ganhar a eleição no grito, com a ajuda do prefeito Geraldo Simões, Cacifão faz um acordo com os cururus do PCdoB e passa a trabalhar nas bases comerciárias não ligadas a partidos políticos, principalmente os filiados mais antigos e que não admitiam o aparelhamento do sindicato.

Finalmente, chega o dia da eleição e, para o espanto do PT, quem primeiro chega para votar é o associado Iram Marques, o Cacifão. Deu seu voto ao candidato comunista Ramon Cardoso e continuou na “boca-de-urna” até o final da eleição, garantindo votos importantes como os da rede Messias de Supermercados, onde tinha forte liderança.

Perguntado sobre sua filiação ao Sindicato dos Comerciários (ainda dos tempos em que trabalhou na empresa J. S. Pinheiro & Irmãos), Cacifão não se fez de rogado e disse:

– Não tem segredo. Faço igual a Antônio Carlos Magalhães com o Sindicato de Jornalistas Profissionais da Bahia, todo primeiro dia útil do ano eu vou ao Sindicato dos Comerciários e pago as mensalidades para o ano inteiro – disse para desespero dos petistas, que já queriam anular a eleição pensando que Iram tinha votado sem ser associado.

Iram morreu, mas o PCdoB continua até hoje “mandando” no Sindicato dos Comerciários de Itabuna, embora escamoteie a ajuda de Iram Marques.

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