DO PÚBLICO AO PRIVADO

http://ciadanoticia.com.br/wp-content/uploads/2018/11/Geraldo-Simões-no-gabinete.jpghttp://ciadanoticia.com.br/wp-content/uploads/2018/11/Geraldo-Simões-no-gabinete.jpgDO PÚBLICO AO PRIVADO

A FOME PELA GESTÃO PLENA I

Não é de agora que o prefeito de Itabuna tenta restabelecer a gestão plena do Sistema Único da Saúde (SUS) no município. As tentativas foram várias e em esferas diferentes. Primeiro, após tentar enganar com promessas o governador Jaques Wagner, alardeou que a volta da plena seria “favas contadas”, haja vista os acordos firmados. Não aconteceu.

Agora, tenta pela via judicial, ingressando com uma ação na Vara única da Justiça Federal, alegando dificuldades e diminuição do número de procedimentos. Para tanto, o prefeito foi seguido de um vasto entourage, como se os juízes julgassem as ações pelo volume de pessoas interessadas no pleito. A peça inicial, conforme destaca o release da prefeitura, contem 50 páginas com as informações. Não temos conhecimento se políticas ou jurídicas.

A FOME PELA GESTÃO PLENA II

Em vez de se cercar de pessoas e entidades ligadas à saúde do município, a exemplo do Conselho Municipal da Saúde, o prefeito Azevedo levou junto com ele apenas apaniguados e pessoas representando entidades, mas que não têm conhecimento do assunto. Ora, para que fique bem explicada, a gestão plena de existe, mas está suspensa por decisão do Tribunal de Justiça da Bahia, por mal gerenciamento dos recursos.

E a má gestão dos recursos da saúde foi e é um dos assuntos mais debatidos nas instituições ligadas à saúde, com forte repercussão na imprensa regional. E esta não é a primeira vez que as Comissões Bipartite e Tripartite se dispõem a estudar a volta da gestão plena ao município de Itabuna e não acatam o pedido, simplesmente porque a prefeitura não vem fazendo sua parte, ou seja “arrumar a casa”, criando as condições necessárias.

A FOME PELA GESTÃO PLENA III

Será muito difícil a Justiça Federal conceder tal pedido sem antes ouvir o Conselho Municipal de Saúde, bem como as Comissões Bipartite e Tripartite, que dispõem de relatórios sobre a atividade em Itabuna. É preceito constitucional que esses órgãos de controle social fiscalizem e deliberem sobre essas questões e ninguém melhor do que eles têm conhecimento dos atos e fatos praticados contra os recursos da saúde em Itabuna.

Até hoje a saúde básica, obrigação e competência do município não passou por qualquer reparo e é rotina a falta de medicamentos, ausência de médicos nos postos de saúde, formando filas intermináveis. Esse é uma das consequências da má prestação de serviço do Hospital de Base, dentre outros, que não conseguem atender a demanda.

RAPOSAS NO GALINHEIRO

Como se não bastassem os problemas de ordem técnica, o grande problema enfrentado pela saúde é o uso politiqueiro do Sistema SUS pelo prefeito Capitão Azevedo. Para constatar essa premissa, basta uma simples consulta ao Diário Oficial do Município e verificar as nomeações feitas pelo prefeito, colocando pessoas desqualificadas na administração.

Para gerenciar o agendamento de consultas e outros procedimentos no Hospital de Base, o prefeito nomeou o eterno candidato a vereador, deputado, dentre outros cargos, Glebão, com a finalidade de conseguir o apoio do Partido Verde (PV) e um grupo de médicos. Mais ridículo, ainda, foi a nomeação do diretor administrativo do Hospital de Base, Antônio Carlos Costa (Carreiro), usando como expediente um nome falso, já que responde por malversação de recursos públicos. Carreiro é considerado o “operador de recursos” número um do prefeito e seu gabinete. Após as denúncias na imprensa, finalmente, o nome de Carreiro apareceu no Diário Oficial com todas as letras constantes em sua carteira de identidade.

PMDB – MULHERES EM GUERRA I

O diretório do PMDB em Itabuna escancarou as portas do partido para disputar as eleições municipais – majoritária e proporcional – do próximo ano. Talvez a influência de uma mulher do poder maior da República, a presidenta Dilma Rousseff, incentivou as mulheres a embarcar nessa proposta de participar da política, ocupando seu merecido e conquistado espaço.

Mas, o que era somente festa, pode ter consequências desastrosas, caso a direção municipal peemedebista não tenha o devido cuidado de aparar arestas, amainar os ânimos, agir com prudência. O motivo teria sido o convite feito à Leninha da Autoescola Regional para deixar o Partido Popular Socialista (PPS), onde gozava de todos os privilégios, inclusive de decisão, para se filiar ao PMDB.

PMDB – MULHERES EM GUERRA II

E Leninha aportou no PMDB com direito a todas as festas e a consagrada presença do presidente do diretório estadual, deputado federal Lúcio Vieira Lima, para a solenidade de abono da ficha. Já na noite da festa, realizada no Itabuna e Esporte Clube, em 24 de setembro próximo passado, o clima, nos bastidores, não se parecia em nada com o demonstrado para a plateia.

O motivo: pré-candidatos em excesso para as pretensões de quem foi convidada para ser estrela e não admite ser tratada como coadjuvante. Em vista disso, já se vislumbra atraso nas “filmagens” por desentendimento entre os atores, o que é perfeitamente normal em se tratando de PMDB, partido eclético e que funciona como um guarda-chuva aberto e pronto para abrigar as mais diferentes correntes políticas.

PMDB – MULHERES EM GUERRA III

E o troco veio “a cavalo”, como costumam dizer os mais experientes, no anúncio da bancária aposentada e ex-professora da Uesc, Maruse Xavier, se colocando à disposição do partido como pré-candidata a prefeito. Essa disposição aconteceu apenas uma semana depois da apresentação de Leninha da Autoescola Regional.

Maruse, que milita no PMDB há alguns anos também diz ter interpretado os sinais feitos pela sociedade itabunense, que segundo ela, clama por mudança, por isso resolveu colocar seu nome. E ela propõe assumir um compromisso, com a cidade, no sentido de revitalizar a administração pública de Itabuna. “Nossa cidade precisa não apenas de uma mulher, mas de uma administradora, uma gestora que execute um modelo eficiente para humanizar a cidade, proteja as crianças, gere empregos, crie perspectivas para os jovens, valorize a mulher, respeite os idosos, preserve a cidade, e combata a violência e a corrupção”, afirmou.

PMDB – MULHERES EM GUERRA IV

Decidida e acostumada a vencer desafios, Maruse foi a primeira mulher a ingressar no Banco do Brasil em Itabuna, campeã de natação com mais 350 medalhas em competições nacionais e internacionais e se considera preparada para enfrentar o desafio de humanizar a cidade, através da promoção do bem-estar. Maruse destacou que “Itabuna exige a retomada da eficiência administrativa e a valorização de cada centavo público, porque não basta ser mulher, é preciso ter competência para administrar”.

Leninha da Autoescola Regional não deixa por menos e também é portadora de um currículo invejável, tanto na área empresarial quanto política. Ao longo dos anos transformou sua empresa numa referência em autoescola, ganhando sucessivos prêmios ligados à atividade empresarial. Como política, junto o falecido companheiro Anísio Alcântara, foi um sinônimo da mulher lutadora pela volta do Brasil ao estado democrático de direito no combate à ditadura militar.

CONCORRÊNCIA DOS HOMENS

A grande dúvida dos peemedebistas é se as mulheres conseguirão empolgar o eleitorado itabunense, conseguindo a indicação do partido para concorrer à eleição majoritária. Apesar de concorrer com políticos experientes, as duas pré-candidatas do PMDB não se intimidam e partem para a disputa eleitoral com toda a garra, a ponto de ganhar constantes espaços na mídia regional, superando os concorrentes do sexo masculino.

Para os mais novos, Leinha e Maruse faz lembrar a revolução das mulheres baianas – Lídice, Salete e Bete –, responsável pelo lançamento da “chapa do baton” ou “cor-de-rosa”, para concorrer ao Governo do Estado da Bahia e ao Senado Federal, em 1990. As três mulheres não conseguiram se eleger, mas provaram que o lugar de mulher também é na política. Se quiser inovar, o PMDB terá a opção de lançar uma chapa “puro sangue” e “mesmo sexo” à Prefeitura de Itabuna. Basta ter coragem.

NA IMPOSSIBILIDADE, O ACORDO

Consideradas “velhas raposas” políticas, a direção do PMDB de Itabuna sabe que não irá ao sacrifício com uma candidatura própria à sucessão de Azevedo apenas pelo prazer pessoal ou sentimento de egoísmo. Pelo contrário, o partido sempre deixou uma porta aberta para as negociações, “batendo o martelo” lá pelos fins de maio e início de junho do próximo ano.

Entretanto, mesmo sendo um partido que abriga várias tendências – da direita empedernida, passando pelo centro e indo à extrema esquerda –, o PMDB tem uma dificuldade em fechar qualquer acordo com o Partido dos Trabalhadores (PT) de Itabuna. O empecilho seria o deputado federal Geraldo Simões, considerado o ‘mandachuva’ do partido, grande desafeto de Geddel Vieira Lima e Renato Costa.

PCdoB ESCOLHE PRÉ-CANDIDATOS

Para não perder tempo com muitas escolhas e correr o risco de confundir o eleitor, o diretório municipal do PCdoB de Itabuna resolveu radicalizar e mostrar aos eleitores de que dispõe de dois membros para disputar a eleição majoritária de 2012. A dupla escolhida foi o presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães, e o vereador Wenceslau Júnior.

Já o terceiro nome que aparecia nas pesquisas e nas especulações, o do ex-vereador Luiz Sena, foi descartado para concorrer à eleição do próximo ano e recebeu o encargo de coordenar a campanha dos comunistas. Enquanto um dos dois nomes não é escolhido, os comunistas não perdem tempo e passam dias e noites conversando com líderes de outros partidos, com vistas à construção de um projeto para cidade.

UNIÃO DE PARTIDOS

A elaboração conjunta de um documento com compromissos éticos e de propostas para implantação de um modelo de gestão para Itabuna está sendo proposta por diversos partidos da base aliada de Dilma e Wagner. A carta de princípios, como está sendo chamada, deverá conter compromissos políticos e administrativos, que deverão ser avalizados por cada um desses partidos.

Apesar de a maioria desses partidos pertencer à base dos governos Dilma e Wagner, o PT não participa desse seleto grupo, por ser considerado de “voo solo” e não assumir determinados compromissos, a exemplo do apoio mútuo. Mas o PSDB, que não faz parte da base aliada, foi chamado a conversar, pelo alto grau de credibilidade do seu pré-candidato, Ronald Kalid, e do presidente José Adervan.

COMERCIANTES E COMERCIÁRIOS

Nesta terça-feira (11) às 19 horas, os associados do Sindicato do Comércio Atacadista e Varejista no Município de Itabuna (Sindicom) se reúnem no auditório da sede da entidade, na avenida do Cinquentenário, 1016, 6º andar, para analisar a Pauta de Reivindicações enviada pelo Sindicato dos Comerciários de Itabuna (Seci) para o ano-base de 2012. Após a avaliação da assembleia geral, os dois sindicatos – patronal e empregados – passarão para as negociações propriamente ditas.

Dentre as reivindicações apresentadas pelo Sindicato dos Comerciários estão o piso salarial de R$ 638,00, mais o ganho real de 7%, além do pagamento de horas extras no percentual de 70%. Já para os comerciários que trabalham em empresas com mais de empregados, também será estabelecido o auxílio creche de 10 % do piso salarial e pagamento do ticket refeição no valor de R$ 8,00. Segundo o presidente do Sindicom, José Adauto, as negociações entre as duas instituições representativas do comércio itabunense deverão seguir o curso normal, a exemplo do que acontece todos os anos, após os ajustes normais que poderão ser suportados pela atividade.

TREINAMENTO E CAPACITAÇÃO I

Com a finalidade de proporcionar o aperfeiçoamento do pessoal que atua no ramo de material de construção em varejo, o Sindicom de Itabuna adquiriu recentemente junto à empresa Academia de Vendas um programa de capacitação e treinamento específico para a área. Segundo o presidente José Adauto, o programa é a ferramenta ideal e fundamental para o aprimoramento dos vendedores e, consequentemente, das vendas.

De acordo com o secretário-executivo do Sindicom, José Aboboreira, a capacitação do pessoal poderá ser promovida de duas modalidades: com certificado de conclusão do curso, para os que, além de assistirem as aulas passem por um sistema de avaliação, através do programa; ou sem certificado, para os que apenas assistirem o curso. Agora, serão organizadas as turmas do curso, que poderá ser realizado diretamente nas empresas ou no auditório do Sindicom.

TREINAMENTO E CAPACITAÇÃO I

Outro curso que será oferecido aos associados do Sindicom é o de informática, que será promovido em parceria com o Serviço Nacional do Comércio (Senac). Os cursos serão realizados numa sala especialmente equipada com móveis e computadores, na sede da entidade. Todo o material promocional educativo será apresentado aos associados do Sindicom nesta terça-feira (11), quando será realizada a assembleia geral para analisar a pauta de reivindicações dos comerciários.

O presidente do Sindicom, José Adauto, revela que até o final deste ano ainda serão realizadas eventos educativos e promocionais, apresentados por palestrantes de renome nacional. Informa, ainda, José Adauto, que está sendo elaborado um calendário de eventos para o ano de 2012, com datas e nomes que deverão ser apreciados pelos associados. “Hoje, nossos associados estão ávidos por eventos de interesse do comércio e têm participado maciçamente das promoções”, comenta.

BOA NOTÍCIA

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei Complementar 603/10, do deputado Moreira Mendes (PPS- RO), que inclui entre as obrigações do órgão gestor do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza a prestação de contas perante o Congresso Nacional. Conforme a proposta, o governo deverá encaminhar anualmente ao Legislativo relatórios com as seguintes informações: o total de recursos do fundo; os critérios de alocação; e a execução das verbas.

Mendes lembra que a mudança na Lei Complementar 111/01, que regulamenta o fundo, permitirá que o Congresso cumpra uma de suas principais atribuições: a de fiscalizar os atos do Executivo. O Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza foi criado pela Emenda Constitucional 31, de 2000, com o objetivo de “viabilizar a todos os brasileiros acesso a níveis dignos de subsistência”. Para isso, são previstas ações suplementares de nutrição, habitação, educação, saúde, reforço de renda familiar e outras.

CONTAM POR AÍ…

Os políticos possuem artimanhas que “até Deus duvida”, costumam dizer os analistas e pessoas experientes dos bastidores políticos. E todas esses artifícios são utilizados para sair de situações embaraçosas, como justificativas pelo não atendimento das promessas largamente cumpridas durante as sucessivas campanhas eleitorais.

Para conseguir o voto, além do trabalho dos cabos eleitorais, os candidatos e os dirigentes de partidos fazem de tudo, desde a simples promessa de promover o bem-estar da população com os serviços públicos até a garantia de empregos. “Como uma parte do eleitorado está desempregada, a promessa é a ‘tábua da salvação’; para a outra parte, o que interessa mesmo é estar ‘mamando nas tetas da viúva’, com todas as forças”.

Mesmo sendo conhecedores das falsas promessas dos políticos irresponsáveis (a grande e consagradora maioria), o eleitor faz vistas grossas, pois também tem suas treitas e manhas para enganá-los. Uma delas é se comprometer com todos os candidatos, garantindo milhares de votos para cada um deles, embora tenha consciência de que nem mesmo o seu será consagrado nas urnas.

Em Itabuna, dois políticos são os que mais utilizam esse expediente para conseguir votos: Capitão Azevedo, que prometia governar com o povo, e Geraldo Simões, com empregos para toda a população, além de um pacote infindável de benesses impossíveis de cumprir. E os dois conseguiram enganar a população.

O modus operandi utilizado por Geraldo Simões beira ao escárnio e à zombaria, para não dizer vulgar e ridículo. Assim que o eleitor consegue adentrar o seu gabinete – guarnecido por guarda-costas grosseiros – o que considerado um ato de sorte, após os cumprimentos e elogios de praxe, começa a relatar suas dificuldades de sobreviver sem emprego até quando lembra a velha promessa de um emprego público assim que tomasse posse.

Sem perder a calma, de forma dissimulada, Geraldo Simões reclama de que até que tentou atender à promessa feita ao companheiro, mas diz ter sido ele o culpado, pois queria ter entrado no gabinete junto com os amigos, inclusive ele. Após mais algumas reclamações pelo abandono do eleitor afirma que todos os cargos já estão lotados pelos companheiros que não o abandonaram.

No entanto, se o eleitor for da quota de outro partido, ai a desculpa – mais esfarrapada, ainda – é outra.

– Olhe, companheiro, pensei muito em você, que lutou com muita garra em minha campanha, mas sabe como é, pelo acordo feito, quem indica os companheiros é o partido, que me manda uma lista com todos os nomes. Infelizmente, seu nome não consta delas, o que estranhei. Houve algum desentendimento com os dirigentes? – pergunta fingindo compaixão.

Como não terá o emprego a dar ao companheiro de lutas, se despede argumentando que a política é uma atividade onde grassam as traições, por isso entende a decepção do amigo, mas que vai fazer de tudo para conseguir uma colocação.

– Assim que tiver, mando lhe buscar em casa – despacha mais um eleitor desiludido.

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