DO PÚBLICO AO PRIVADO

DO PÚBLICO AO PRIVADO

DO PÚBLICO AO PRIVADO

MARIA ALICE DE VOLTA AO PALÁCIO I

Nesta quinta-feira (29), finalmente Maria Alice Araújo é nomeada e toma posse no cargo de Assessora de Articulação Política. Não foi uma operação simples trazer a conhecida Dama de Ferro ao centro das operações políticas oficial da Prefeitura de Itabuna. Os motivos foram os mais variados, a começar pelo temor da concorrência do núcleo do gabinete do prefeito, comandado por Joelma Reis e Soldado Pinheiro, que detestam sombra.

Apesar da falta de comando do prefeito Azevedo, capitão da Polícia Militar, o festival de besteiras cometidas pela dupla em relação à política e à administração falaram mais alto e o veto à nomeação de Maria Alice foi para o espaço e o decreto, finalmente, saiu da gaveta. Alice terá muito trabalho pela frente, principalmente para domar a dupla que hoje domina as ações e a agenda do pusilânime prefeito.

MARIA ALICE DE VOLTA AO PALÁCIO II

De início, ao “arriar as malas” e tomar pé da situação, Maria Alice terá que tomar todas as precauções e, por certo, mudar a forma de relacionamento entre os vereadores e a prefeitura. Atualmente, essa relação é considerada por demais promíscua, tanto assim que as audiências com eles são marcadas em horários totalmente fora do expediente normal da prefeitura.

Com a experiência adquirida em muitos anos em cargos de linha de frente, Alice tomará todos os cuidados para evitar as “cascas de banana” que por certo serão colocadas no seu caminho pela desastrada dupla de articuladores. Além de lidar com as víboras externas, a assessora vai ter que dar uma arrumação no serpentário municipal, coisa de que deve “tirar de letra”.

CÂMARA DE ITABUNA CONTINUA A MESMA

Apesar de ter passado por uma auditoria e ser investigada pela Polícia Federal, dentre outros órgãos oficiais, a Câmara de Itabuna continua a mesma, praticando os mesmos vícios, os mesmos desmandos. O que mudou foi somente a direção, com a saída de um grupo e a entrada de outro, mantendo alguns membros do grupo anterior pelo sistema de cooptação.

Recentemente, o atual grupo de mantém a soberania sobre os recursos da Câmara, rachou, literalmente. O motivo: o mesmo de sempre – as benesses concedidas com o rico dinheiro do pobre contribuinte. Para ficar só num dos desmandos, a turma apaniguada conta agora com mais assessores de gabinete do que os vereadores considerados “pés-duros”, ou “inimigos do rei”.

Há tempos em que alguns assessores reclamam de ter que pagar um “dizimo” de 50% (se é que pode…) para os seus “padrinhos”.

WAGNER SÓ PENSA NAQUILO…

O governador baiano vem demonstrando psicose para a construção de pontes. Em Ilhéus prometeu construir uma segunda ponte ligando o centro da cidade ao bairro do Pontal. Não começou construir, mas alimenta a ideia de que ela vai sair. Para manter sua ideia fixa, garante (tem gente que não admite garantia de político) e prometeu outra, esta bem maior, ligando Salvador à ilha de Itaparica.

O projeto básico da ponte de Itaparica, como está sendo chamada mostra o equipamento com aproximadamente 12 quilômetros de extensão, seis faixas de tráfego, duas pistas de acostamento e um trecho móvel, com largura de 160 metros. A ponte deverá ser iniciada em 2014 e concluída em 2018. As intervenções têm investimentos estimados em até R$ 7 bilhões.

PROJETO PREVÊ VÁRIAS FONTES

Os recursos serão dos governos federal e estadual e da iniciativa privada. A previsão é que as obras comecem por Salvador, entre o berço do terminal de São Joaquim e a área de ampliação do porto, chegando à Gameleira, em Vera Cruz. O objetivo é garantir maiores condições de mobilidade e segurança a todos que trafegarem pela via.

O projeto prevê que o espaçamento entre as pilastras de sustentação da obra deve ser de 250 metros. Haverá um vão central, de espaçamento de 700 metros de largura e 70 metros de altura, utilizado para a passagem de embarcações destinadas aos portos de Salvador e Aratu, e uma profundidade de 25 metros, que possibilitará o atracamento de embarcações, a exemplo de navios.

Já a ponte de Ilhéus, bem menor, o governador nem dá notícia.

MOVIMENTO PELA FICHA LIMPA I

A diretora do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, Jovita José Rosa, entregou ao coordenador da Frente Parlamentar Mista de Combate à Corrupção, deputado Francisco Praciano (PT-AM), uma carta, endereçada à presidente Dilma Rousseff, pedindo que seja indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF) um ministro que esteja compromissado com a Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/10).

A presidente da República deverá indicar nas próximas semanas um substituto para a vaga aberta com a aposentadoria da ex-ministra Ellen Gracie. A lei busca barrar a candidatura de políticos que respondam a processos judiciais. O STF, no entanto, ainda julgará a constitucionalidade da lei.

MOVIMENTO PELA FICHA LIMPA II

Os opositores da Ficha Limpa afirmam que a norma contraria o princípio de que as pessoas devem ser consideradas inocentes até que haja um julgamento judicial definitivo. Para Jovita, contudo, a lei não está impondo uma pena. Na abertura do ato, Francisco Praciano disse que existem cerca de 160 projetos em tramitação no Congresso Nacional sobre o assunto. Para o parlamentar, a lentidão com que essas propostas são analisadas é inexplicável.

Também presente, o coordenador da Frente Parlamentar pelo Voto Aberto, deputado Ivan Valente, (Psol-SP), lembrou que a corrupção não é um problema apenas da classe política. Ele defendeu o financiamento público das campanhas eleitorais como forma de combater os corruptores. “As pessoas precisam entender que, enquanto houver financiamento privado e o poder econômico interferir no processo eleitoral, haverá uma corrupção brutal. Não adianta se queixar depois”, declarou.

PMDB, A “NOIVA DA VEZ”

Os diretórios dos partidos políticos de Itabuna parecem que não estão levando o velho Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) a sério. Apesar de a festa realizada para filiar dezenas de militantes e pré-candidatos a vereador, todo mundo quer o PMDB como coligado e oferecem a oportunidade da direção do partido a indicar o candidato a vice-prefeito.

Ao que parece, a renúncia do ex-candidato a prefeito pelo PMDB na eleição passada, Capitão Fábio, contaminou o partido. Esse, talvez, deve ser o motivo dos convites feitos insistentemente pelas agremiações concorrentes, o que já causando uma série de aborrecimentos da direção, que promete levar a sério a apresentação de candidatura própria.

NAMORO SÓ PRA CASAR

O presidente estadual do PMDB, deputado federal Lúcio Vieira Lima, diante de tantos convites para o partido indicar um vice, garantiu que o PMDB quer casar, sim, mas nega a condição de “noivinha dos demais partidos”, ressaltando o poder que sua agremiação possui numa campanha eleitoral. Segundo Lúcio, o PMDB tem em seu portfólio um vasto tempo para a propaganda de rádio e TV, militantes históricos com muita disposição e capacidade para ganhar uma eleição.

Nesse caso, o presidente estadual peemedebista aponta que a condição do partido é de titular e não de coadjuvante, haja vista os pré-candidatos existentes, políticos reconhecidos pela qualidade e comportamento ético. Um desses pretendentes é o médico e ex-deputado Renato Costa, que tem realizado um trabalho profícuo na campanha de atração e filiação de lideranças e pré-candidatos.

A SUBIDA DE DILMA

De acordo com uma pesquisa realizada pela CNI/Ibope, a o Governo da presidenta Dilma passa dos 51% de aprovação. Até aí nenhuma novidade, não fosse a leitura detalhada da pesquisa. Nas regiões Norte e Nordeste, o percentual de aceitação passa dos 70%, como era de esperar, tendo em vista a crescente lista de beneficiados do Bolsa Família, com valores ainda maiores.

A novidade mesmo ficou por conta dos resultados obtidos nas regiões Sul e Sudeste, cujos índices eram pífios, em muitos lugares. A razão para esse crescimento, no entender dos analistas, é a faxina feita pela presidenta Dilma, mesmo em escala menor. A caça aos corruptos é um dos temas que mais agrada aos brasileiros, cansados de pagar uma pesada carga tributária e não ter a contraprestação no mesmo nível.

MERCADO DE CARNE, A VERGONHA DE ITABUNA

A Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri) vai lançar na segunda-feira (3), às 9 horas, em seu auditório, o Projeto de Implantação de Entrepostos Frigoríficos. Trata-se de uma importante ação visando combater o abate clandestino de carnes no Estado, que vai permitir a oferta ao consumidor de produtos de qualidade processados por matadouros inspecionados, e estruturar toda a cadeia produtiva da carne na Bahia.

Elaborado pela Seagri e a Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), viabiliza um modelo padrão de planta frigorífica – utilizando uma moderna tecnologia: a construção modular das instalações –, que atenderá a demanda de municípios localizados em pontos estratégicos do Estado. Em Itabuna, a Portaria 304 do Ministério da Agricultura é ignorada pela prefeitura, que permite a comercialização de carne sem procedência e sem os cuidados com a refrigeração, causando prejuízos à saúde da população.

GALO QUER POLÍTICA PARA A PESCA

A criação de uma política global de apoio à pesca na Bahia em parceria com o governo federal foi indicada ao governador Jaques Wagner pelo deputado Marcelino Galo (PT). Além de recursos federais, o petista sugere que sejam disponibilizadas também verbas do Estado para a criação de uma nova estrutura de gestão e a execução de diversos programas, como o ordenamento pesqueiro do Rio São Francisco em seus 1.200 quilômetros de extensão na Bahia, com estudo de sustentabilidade do estoque pesqueiro do rio.

Também no São Francisco, Galo, que é vice-líder do governo na Assembleia Legislativa, defende o repovoamento das espécies pouco exploradas nos maiores reservatórios, a exemplo de Sobradinho e Itaparica. Na indicação, Galo salienta o reordenamento dos principais estuários da Bahia, como os dos rios de Contas, Jequitinhonha, Jucuruçu, Pardo, Una, Buranhém e Real. Marcelino ainda quer a inclusão do produto da pesca artesanal na alimentação escolar e no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), ou seja, criar o “PAA-Pesca”, além da disponibilização de recursos estaduais a serem geridos pela Desenbahia para a constituição de Fundo de Aval para a pesca artesanal e de pequeno porte.

O VOLÚVEL SOLON

Eleito pela primeira vez, o vereador Solon Pinheiro não soube o que fazer na Câmara de Vereadores de Itabuna. Considerado um “peixe ensaboado”, se elegeu pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), mas nunca tomou nenhuma atitude que justificasse afinidade com os tucanos.

De forma atabalhoada, a cada dia posa para foto com representante de partidos diferentes. Faz acordo com o prefeito (DEM) em troca de cargos; telefona para o deputado ACM Neto (DEM); faz juras de amor ao PMDB de Geddel; e, de vem em quando, diz até que é amigo do deputado federal Antônio Imabassahy, ex-presidente do PSDB.

BOA NOTÍCIA

O relator da Medida Provisória (MP) 540/11, deputado Renato Molling (PP-RS), está negociando com o governo a redução das alíquotas e a ampliação do prazo de vigência da desoneração da folha de salários, um dos principais pontos do texto encaminhado pelo Executivo. A MP, que tranca a pauta do Plenário da Câmara, autoriza as indústrias de móveis, de confecções e de artefatos de couro a substituir a tradicional contribuição previdenciária, equivalente a 20% da folha salarial, por uma contribuição de 1,5% da receita bruta. No caso das empresas de tecnologia da informação e comunicação (TIC), a alíquota é de 2,5%. A medida entra em vigor em dezembro e vigora até 31 de dezembro de 2012.

Molling recebeu dados dos setores beneficiados com a desoneração que mostrariam dificuldade para cumprir a alíquota de 1,5%. A indústria moveleira, por exemplo, afirma que só consegue suportar uma incidência de 0,75% do faturamento. A área têxtil e de confecções só poderia chegar a 1%. No setor de TCI, alguns segmentos argumentam que a contribuição de 2,5% representa uma carga maior do que a atualmente paga. Esse setor abrange empresas tão diferentes como de programação, processamento de dados, consultoria, suporte técnico e outros.

CONTAM POR AÍ…

No segundo período dos anos 80 da década passada, comandava o trânsito de Itabuna José Nilton Azevedo (não lembro qual a patente, se sargento ou tenente), famoso por realizar blitzen, principalmente para retirar os carros estacionados nas calçadas e estacionar em locais proibidos, fatos que hoje não mais lhe preocupam.

Era prefeito de Itabuna, Ubaldo Dantas, responsável pela transformação da cidade num canteiro de obras (não era chavão, era verdade), implantando saneamento básico, abrindo corredores de tráfego entre os bairros, pavimentando ruas e avenidas. Para fazer frentes às despesas, uma grande soma de investimentos foi prospectada junto ao Governo Federal, grande parte a fundo perdido.

E Itabuna começou a vivenciar um período de prosperidade no comércio, na indústria, enfim, a economia estava a mil por hora. As concessionárias batiam recordes de vendas de carros, que enchiam as ruas de Itabuna, complicando o trânsito em toda a cidade.

Àquela época, ao abordar um motorista infrator, o policial de trânsito ainda tinha que conviver com a arrogância dos “coronéis do cacau” (comércio e indústria, também) e as vigorosas carteiradas do tipo “sabe com quem está falando?”.

Parte das reclamações dos motoristas era em função do trânsito caótico, com muitas obras e poucos locais para estacionamento, com isso, eles acreditavam que poderiam trafegar na contramão, dentre outras arbitrariedades.

Para resolver esse problema, os engenheiros e arquitetos da Prefeitura, comandados pelo secretário Ronald Kalid, realizaram um amplo estudo sobre o tráfego e a mobilidade urbana em Itabuna, incluindo o sistema de transporte coletivo, interligando o centro e os diversos bairros num só sistema.

Na implantação das mudanças de responsabilidade do município tudo corria bem, sem dificuldades, mas o sistema de trânsito da Itabuna era da competência do Governo do Estado, o que dificultava a introdução do novo sistema, em conformidade com o diagnóstico e as soluções apontadas.

Foi aí que o prefeito Ubaldo Dantas mandou chamar Azevedo à prefeitura e, após uma preleção sobre os estudos que estavam sendo feitos disse a Azevedo:

– Pois é, Azevedo, fique sabendo que quem conhece de trânsito são os arquitetos e engenheiros e não policiais, que estão ali para impor respeito e multar os infratores. Converse com seus chefes, e se eles concordarem poderemos implantar, juntos, as mudanças propostas pelos técnicos para o trânsito de Itabuna – propôs o prefeito.

Como as autoridades do Estado concordaram, mesmo sem a assinatura de um convênio formal, o Município e o Estado trabalharam em parceria e realizaram uma profunda mudança no caótico trânsito da cidade.

Para o bem de Itabuna, seria satisfatório que o atual prefeito, Capitão Azevedo, lembrasse dessa passagem de sua vida e tivesse, hoje, a humildade que teve à época, para tornar o trânsito possível e Itabuna uma cidade melhor para se viver. É só querer.

 

Author Description

admin

A FOME PELA GESTÃO PLENA I

Não adianta 'cara feia', falta a representação do Conselho de Saúde

Não é de agora que o prefeito de Itabuna tenta restabelecer a gestão plena do Sistema Único da Saúde (SUS) no município. As tentativas foram várias e em esferas diferentes. Primeiro, após tentar enganar com promessas o governador Jaques Wagner, alardeou que a volta da plena seria “favas contadas”, haja vista os acordos firmados. Não aconteceu.

Agora, tenta pela via judicial, ingressando com uma ação na Vara única da Justiça Federal, alegando dificuldades e diminuição do número de procedimentos. Para tanto, o prefeito foi seguido de um vasto entourage, como se os juízes julgassem as ações pelo volume de pessoas interessadas no pleito. A peça inicial, conforme destaca o release da prefeitura, contem 50 páginas com as informações. Não temos conhecimento se políticas ou jurídicas.

A FOME PELA GESTÃO PLENA II

Ao invés de se cercar de pessoas e entidades ligadas à saúde do município, a exemplo do Conselho Municipal da Saúde, o prefeito Azevedo levou junto com ele apenas apaniguados e pessoas representando entidades, mas que não têm conhecimento do assunto. Ora, para que fique bem explicada, a gestão plena de existe, mas está suspensa por decisão do Tribunal de Justiça da Bahia, por mal gerenciamento dos recursos.

E a má gestão dos recursos da saúde foi e é um dos assuntos mais debatidos nas instituições ligadas à saúde, com forte repercussão na imprensa regional. E esta não é a primeira vez que as Comissões Bipartite e Tripartite se dispõem a estudar a volta da gestão plena ao município de Itabuna e não acatam o pedido, simplesmente porque a prefeitura não vem fazendo sua parte, ou seja “arrumar a casa”, criando as condições necessárias.

A FOME PELA GESTÃO PLENA III

Será muito difícil a Justiça Federal conceder tal pedido sem antes ouvir o Conselho Municipal de Saúde, bem como as Comissões Bipartite e Tripartite, que dispõem de relatórios sobre a atividade em Itabuna. É preceito constitucional que esses órgãos de controle social fiscalizem e deliberem sobre essas questões e ninguém melhor do que eles têm conhecimento dos atos e fatos praticados contra os recursos da saúde em Itabuna.

Até hoje a saúde básica, obrigação e competência do município não passou por qualquer reparo e é rotina a falta de medicamentos, ausência de médicos nos postos de saúde, formando filas intermináveis. Esse é uma das consequências da má prestação de serviço do Hospital de Base, dentre outros, que não conseguem atender a demanda.

RAPOSAS NO GALINHEIRO

Como se não bastassem os problemas de ordem técnica, o grande problema enfrentado pela saúde é o uso politiqueiro do Sistema SUS pelo prefeito Capitão Azevedo. Para constatar essa premissa, basta uma simples consulta ao Diário Oficial do Município e verificar as nomeações feitas pelo prefeito, colocando pessoas desqualificadas na administração.

Para gerenciar o agendamento de consultas e outros procedimentos no Hospital de Base, o prefeito nomeou o eterno candidato a vereador, deputado, dentre outros cargos, Glebão, com a finalidade de conseguir o apoio do Partido Verde (PV) e um grupo de médicos. Mais ridículo, ainda, foi a nomeação do diretor-administrativo do Hospital de Base, Antônio Carlos Costa (Carreiro), usando como expediente um nome falso, já que responde por malversação de recursos públicos. Carreiro é considerado o “operador de recursos” número um do prefeito e seu gabinete. Após as denúncias na imprensa, finalmente, o nome de Carreiro apareceu no Diário Oficial com todas as letras constantes em sua carteira de identidade.

PMDB – MULHERES EM GUERRA I

Presidente Lúcio abona ficha de Leninha

O diretório do PMDB em Itabuna escancarou as portas do partido para disputar as eleições municipais – majoritária e proporcional – do próximo ano. Talvez a influência de uma mulher do poder maior da República, a presidenta Dilma Rousseff, incentivou as mulheres a embarcar nessa proposta de participar da política, ocupando seu merecido e conquistado espaço.

Mas, o que era somente festa, pode ter consequências desastrosas, caso a direção municipal peemedebista não tenha o devido cuidado de aparar arestas, amainar os ânimos, agir com prudência. O motivo teria sido o convite feito à Leninha da Autoescola Regional para deixar o Partido Popular Socialista (PPS), onde gozava de todos os privilégios, inclusive de decisão, para se filiar ao PMDB.

PMDB – MULHERES EM GUERRA II

E Leninha aportou no PMDB com direito a todas as festas e a consagrada presença do presidente do diretório estadual, deputado federal Lúcio Vieira Lima, para a solenidade de abono da ficha. Já na noite da festa, realizada no Itabuna e Esporte Clube, em 24 de setembro próximo passado, o clima, nos bastidores, não se parecia em nada com o demonstrado para a plateia.

O motivo: pré-candidatos em excesso para as pretensões de quem foi convidada para ser estrela e não admite ser tratada como coadjuvante. Em vista disso, já se vislumbra atraso nas “filmagens” por desentendimento entre os atores, o que é perfeitamente normal em se tratando de PMDB, partido eclético e que funciona como um guarda-chuva aberto e pronto para abrigar as mais diferentes correntes políticas.

PMDB – MULHERES EM GUERRA III

Maruse tem apoio de parte do partido

E o troco veio “a cavalo”, como costumam dizer os mais experientes, no anúncio da bancária aposentada e ex-professora da Uesc, Maruse Xavier, se colocando à disposição do partido como pré-candidata a prefeito. Essa disposição aconteceu apenas uma semana depois da apresentação de Leninha da Autoescola Regional.

Maruse, que milita no PMDB há alguns anos também diz ter interpretado os sinais feitos pela sociedade itabunense, que segundo ela, clama por mudança, por isso resolveu colocar seu nome. E ela propõe assumir um compromisso, com a cidade, no sentido de revitalizar a administração pública de Itabuna. “Nossa cidade precisa não apenas de uma mulher, mas de uma administradora, uma gestora que execute um modelo eficiente para humanizar a cidade, proteja as crianças, gere empregos, crie perspectivas para os jovens, valorize a mulher, respeite os idosos, preserve a cidade, e combata a violência e a corrupção”, afirmou.

PMDB – MULHERES EM GUERRA IV

Decidida e acostumada a vencer desafios, Maruse foi a primeira mulher a ingressar no Banco do Brasil em Itabuna, campeã de natação com mais 350 medalhas em competições nacionais e internacionais e se considera preparada para enfrentar o desafio de humanizar a cidade, através da promoção do bem-estar. Maruse destacou que “Itabuna exige a retomada da eficiência administrativa e a valorização de cada centavo público, porque não basta ser mulher, é preciso ter competência para administrar”.

Leninha da Autoescola Regional não deixa por menos e também é portadora de um currículo invejável, tanto na área empresarial quanto política. Ao longo dos anos transformou sua empresa numa referência em autoescola, ganhando sucessivos prêmios ligados à atividade empresarial. Como política, junto o falecido companheiro Anísio Alcântara, foi um sinônimo da mulher lutadora pela volta do Brasil ao estado democrático de direito no combate à ditadura militar.

CONCORRÊNCIA DOS HOMENS

A grande dúvida dos peemedebistas é se as mulheres conseguirão empolgar o eleitorado itabunense, conseguindo a indicação do partido para concorrer à eleição majoritária. Apesar de concorrer com políticos experientes, as duas pré-candidatas do PMDB não se intimidam e partem para a disputa eleitoral com toda a garra, a ponto de ganhar constantes espaços na mídia regional, superando os concorrentes do sexo masculino.

Para os mais novos, Leinha e Maruse faz lembrar a revolução das mulheres baianas – Lídice, Salete e Bete –, responsável pelo lançamento da “chapa do baton” ou “cor-de-rosa”, para concorrer ao Governo do Estado da Bahia e ao Senado Federal, em 1990. As três mulheres não conseguiram se eleger, mas provaram que o lugar de mulher também é na política. Se quiser inovar, o PMDB terá a opção de lançar uma chapa “puro sangue” e “mesmo sexo” à Prefeitura de Itabuna. Basta ter coragem.

NA IMPOSSIBILIDADE, O ACORDO

Consideradas “velhas raposas” políticas, a direção do PMDB de Itabuna sabe que não irá ao sacrifício com uma candidatura própria à sucessão de Azevedo apenas pelo prazer pessoal ou sentimento de egoísmo. Pelo contrário, o partido sempre deixou uma porta aberta para as negociações, “batendo o martelo” lá pelos fins de maio e início de junho do próximo ano.

Entretanto, mesmo sendo um partido que abriga várias tendências – da direita empedernida, passando pelo centro e indo à extrema esquerda –, o PMDB tem uma dificuldade em fechar qualquer acordo com o Partido dos Trabalhadores (PT) de Itabuna. O empecilho seria o deputado federal Geraldo Simões, considerado o ‘mandachuva’ do partido, grande desafeto de Geddel Vieira Lima e Renato Costa.

PCdoB ESCOLHE PRÉ-CANDIDATOS

Para não perder tempo com muitas escolhas e correr o risco de confundir o eleitor, o diretório municipal do PCdoB de Itabuna resolveu radicalizar e mostrar aos eleitores de que dispõe de dois membros para disputar a eleição majoritária de 2012. A dupla escolhida foi o presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães, e o vereador Wenceslau Júnior.

Já o terceiro nome que aparecia nas pesquisas e nas especulações, o do ex-vereador Luiz Sena, foi descartado para concorrer à eleição do próximo ano e recebeu o encargo de coordenar a campanha dos comunistas. Enquanto um dos dois nomes não é escolhido, os comunistas não perdem tempo e passam dias e noites conversando com líderes de outros partidos, com vistas à construção de um projeto para cidade.

UNIÃO DE PARTIDOS

A elaboração conjunta de um documento com compromissos éticos e de propostas para implantação de um modelo de gestão para Itabuna está sendo proposta por diversos partidos da base aliada de Dilma e Wagner. A carta de princípios, como está sendo chamada, deverá conter compromissos políticos e administrativos, que deverão ser avalizados por cada um desses partidos.

Apesar da maioria desses partidos pertencer à base dos governos Dilma e Wagner, o PT não participa desse seleto grupo, por ser considerado de “voo solo” e não assumir determinados compromissos, a exemplo do apoio mútuo. Mas o PSDB, que não faz parte da base aliada, foi chamado a conversar, pelo alto grau de credibilidade do seu pré-candidato, Ronald Kalid, e do presidente José Adervan.

COMERCIANTES E COMERCIÁRIOS

Nesta terça-feira (11) às 19 horas, os associados do Sindicato do Comércio Atacadista e Varejista no Município de de Itabuna (Sindicom) se reúnem no auditório da sede da entidade, na avenida do Cinquentenário, 1016, 6º andar, para analisar a Pauta de Reivindicações enviada pelo Sindicato dos Comerciários de Itabuna (Seci) para o ano base de 2012. Após a avaliação da assembleia geral, os dois sindicatos – patronal e empregados – irão passar para as negociações propriamente ditas.

Dentre as reivindicações apresentadas pelo Sindicato dos Comerciários estão o piso salarial de R$ 638,00, mais o ganho real de 7%, além do pagamento de horas extras no percentual de 70%. Já para os comerciários que trabalham em empresas com mais de empregados, também será estabelecido o auxílio creche de 10 % do piso salarial e e pagamento do ticket refeição no valor de R$ 8,00. Segundo o presidente do Sindicom, José Adauto, as negociações entre as duas instituições representativas do comércio itabunense deverão seguir o curso normal, a exemplo do que acontece todos os anos, após os ajustes normais que poderão ser suportados pela atividade.

TREINAMENTO E CAPACITAÇÃO I

José Aboboreira e José Adauto (foto Nazoera)

Com a finalidade de proporcionar o aperfeiçoamento do pessoal que atua no ramo de material de construção em varejo, o Sindicom de Itabuna adquiriu recentemente junto à empresa Academia de Vendas um programa de capacitação e treinamento específico para a área. Segundo o presidente José Adauto, o programa é a ferramenta ideal e fundamental para o aprimoramento dos vendedores e, consequentemente, das vendas.

De acordo com o secretário-executivo do Sindicom, José Aboboreira, a capacitação do pessoal poderá ser promovida de duas modalidades: com certificado de conclusão do curso, para os que, além de assistirem as aulas passem por um sistema de avaliação, através do programa; ou sem certificado, para os que apenas assistirem o curso. Agora, serão organizadas as turmas do curso, que poderá ser realizado diretamente nas empresas ou no auditório do Sindicom.

TREINAMENTO E CAPACITAÇÃO I

Outro curso que será oferecido aos associados do Sindicom é o de informática, que será promovido em parceria com o Serviço Nacional do Comércio (Senac). Os cursos serão realizados numa sala especialmente equipada com móveis e computadores, na sede da entidade. Todo o material promocional educativo será apresentado aos associados do Sindicom nesta terça-feira (11), quando será realizada a assembleia geral para analisar a pauta de reivindicações dos comerciários.

O presidente do Sindicom, José Adauto, revela que até o final deste ano ainda serão realizadas eventos educativos e promocionais, apresentados por palestrantes de renome nacional. Informa, ainda, José Adauto, que está sendo elaborado um calendário de eventos para o ano de 2012, com datas e nomes que deverão ser apreciados pelos associados. “Hoje, nossos associados estão ávidos por eventos de interesse do comércio e têm participado maciçamente das promoções”, comenta.

BOA NOTÍCIA

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei Complementar 603/10, do deputado Moreira Mendes (PPS- RO), que inclui entre as obrigações do órgão gestor do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza a prestação de contas perante o Congresso Nacional. Conforme a proposta, o governo deverá encaminhar anualmente ao Legislativo relatórios com as seguintes informações: o total de recursos do fundo; os critérios de alocação; e a execução das verbas.

Mendes lembra que a mudança na Lei Complementar 111/01, que regulamenta o fundo, permitirá que o Congresso cumpra uma de suas principais atribuições: a de fiscalizar os atos do Executivo. O Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza foi criado pela Emenda Constitucional 31, de 2000, com o objetivo de “viabilizar a todos os brasileiros acesso a níveis dignos de subsistência”. Para isso, são previstas ações suplementares de nutrição, habitação, educação, saúde, reforço de renda familiar e outras.

CONTAM POR AÍ…

Os políticos possuem artimanhas que “até Deus duvida”, costumam dizer os analistas e pessoas experientes dos bastidores políticos. E todas esses artifícios são utilizados para sair de situações embaraçosas, como justificativas pelo não atendimento das promessas largamente cumpridas durante as sucessivas campanhas eleitorais.

Para conseguir o voto, além do trabalho dos cabos-eleitorais, os candidatos e os dirigentes de partidos fazem de tudo, desde a simples promessa de promover o bem-estar da população com os serviços públicos até a garantia de empregos. “Como uma parte do eleitorado está desempregada, a promessa é a ‘tábua da salvação’; para a outra parte, o que interessa mesmo é estar ‘mamando nas tetas da viúva’, com todas as forças”.

Mesmo sendo conhecedores das falsas promessas dos políticos irresponsáveis (a grande e consagradora maioria), o eleitor faz vistas grossas, pois também tem suas treitas e manhas para enganá-los. Uma delas é se comprometer com todos os candidatos, garantindo milhares de votos para cada um deles, embora tenha consciência de que nem mesmo o seu será consagrado nas urnas.

Em Itabuna, dois políticos são os que mais utilizam esse expediente para conseguir votos: Capitão Azevedo, que prometia governar com o povo, e Geraldo Simões, com empregos para toda a população, além de um pacote infindável de benesses impossíveis de cumprir. E os dois conseguiram enganar a população.

O modus operandi utilizado por Geraldo Simões beira ao escárnio e à zombaria, para não dizer vulgar e ridículo. Assim que o eleitor consegue adentrar o seu gabinete – guarnecido por guarda-costas grosseiros – o que considerado um ato de sorte, após os cumprimentos e elogios de praxe, começa a relatar suas dificuldades de sobreviver sem emprego até quando lembra a velha promessa de um emprego público assim que tomasse posse.

Sem perder a calma, de forma dissimulada, Geraldo Simões reclama de que até que tentou atender à promessa feita ao companheiro, mas diz ter sido ele o culpado, pois queria ter entrado no gabinete junto com os amigos, inclusive ele. Após mais algumas reclamações pelo abandono do eleitor afirma que todos os cargos já estão lotados pelos companheiros que não o abandonaram.

No entanto, se o eleitor for da quota de outro partido, ai a desculpa – mais esfarrapada, ainda – é outra.

– Olhe, companheiro, pensei muito em você, que lutou com muita garra em minha campanha, mas sabe como é, pelo acordo feito, quem indica os companheiros é o partido, que me manda uma lista com todos os nomes. Infelizmente, seu nome não consta delas, o que estranhei. Houve algum desentendimento com os dirigentes? – pergunta fingindo compaixão.

Como não terá o emprego a dar ao companheiro de lutas, se despede argumentando que a política é uma atividade onde grassam as traições, por isso entende a decepção do amigo, mas que vai fazer de tudo para conseguir uma colocação.

– Assim que tiver, mando lhe buscar em casa – despacha mais um eleitor desiludido.

Author Description

Walmir Rosario

No comments yet.

Join the Conversation