DO PÚBLICO AO PRIVADO

Do Público ao Privado

O QUE É ISSO, COMPANHEIRO? I

Faltando pouco mais de um ano para as eleições municipais, os petistas ilheenses estão assombrados com o que dirão aos eleitores. Até agora, a totalidade das promessas feitas em palanques e outros locais eleitoreiros não foi cumprida. Pior do que isso é tentar explicar à população que os constantes engarrafamentos na ponte Lomanto Júnior (Ilhéus-Pontal) têm data marcada para acabar. Não tem marketing político que convença!

A duplicação da BR-415, no trecho Ilhéus-Itabuna, conhecida como avenida Jorge Amado, é outra promessa que tem tirado o sono dos petistas. Primeiro, pelos constantes buracos que teimam em aparecer em toda a extensão da pista, sem nenhuma previsão de reparo; segundo, a falta de ações efetivas para o início da obra, ou mesmo um cronograma convincente para a realização da licitação de projeto, execução, dentre outras providências.

O QUE É ISSO, COMPANHEIRO? II

Levado a visitar o prédio do antigo colégio General Osório, onde funcionava até há pouco tempo a Biblioteca Municipal, o governador Jaques Wagner não se fez de rogado e tascou mais uma promessa a Ilhéus: a reforma completa. E ressaltou a responsabilidade do Governo do Estado, que possuía técnicos de gabarito para trabalhar toda a estrutura, bem como os detalhes arquitetônicos do prédio.

Até o presente momento o município continua com o prédio ameaçado, diante da inércia do governador Jaques Wagner. O mesmo destino teve a promessa de construir o semianel rodoviário de Ilhéus, que não conseguiu sair do palanque para a prancheta dos arquitetos e engenheiros. A cada dia aumenta o número de veículos circulando em Ilhéus, muitos deles utilizando o centro da cidade apenas como passagem para outras cidades, atazanando a vida dos moradores.

O QUE É ISSO, COMPANHEIRO? III

A pobreza de realizações do Governo do Estado em Ilhéus contrasta ao extremo com a publicidade oficial nas emissoras de rádio e televisão mostrando as obras executadas pelo governo baiano, mas só que em outras cidades. São as realizações que ninguém conhece, mas são apresentadas por atores e outros personagens retirados do meio do povo, mas que recebe uma imersão de 40 dias num curso de teatro. Haja elogio!

Em Ilhéus, o povo já está tomando como afronta os outdoors elogiando a implantação da Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufesba), cuja sede será implanta em Itabuna. Enquanto isso, a reforma do prédio do Departamento de Polícia Técnica (DPT) se arrasta por anos a fio. Os distritos de Ilhéus também passam por total insegurança, sem nenhuma providência à vista, apesar das inúmeras reivindicações feitas pela população e os poderes públicos.

O POVO JÁ VIU ESSE FILME

Agora, com a proximidade das eleições, é chegada a hora das autoridades estaduais voltarem às cidades para pedir votos para seus candidatos, prometendo, como contrapartida, realizações como nunca feitas. As promessas não cumpridas passam a ser renovadas, só que com outras agendas para realizar as providências necessárias ao andamento dos pleitos.

Mas nada disso importa para os políticos experientes que sabem como se entender com o eleitor, pedir desculpas pelas possíveis falhas cometidas e a promessa de renovar os votos de esperança para futuro cumprimento. E assim vai rolando a dívida feita e sem qualquer perspectiva de pagamento por parte das autoridades. Mas o povo aguenta.

JAQUES WAGNER DESAGRADA ATÉ O PT

As constantes promessas feitas e não cumpridas tem causado um profundo mal-estar entre os participantes da base eleitoral do governador baiano. E isso não fica restrito aos militantes dos partidos aliados, cansados de anunciar as promessas do governador para Ilhéus e não ter como explicar à sociedade o não cumprimento. Os militantes do PT, partido do governador, já não aguentam mais.

Recentemente, o vereador Paulo Carqueija discursou em plenário cobrando as ações do governador, além de ir a Salvador protocolar, na governadoria, documento cobrando as promessas não cumpridas por Jaques Wagner. Recebido com “tapinhas nas costas” e elogios pela independência pelo desempenho do mandato legislativo em favor do povo, não viu acontecer uma reles ação governamental para Ilhéus.

Na certa estão aguardando uma cobrança maior.

A MESMA CARA…

Os vereadores de Itabuna e Ilhéus vêm fazendo de tudo para tentar se consagrar como o pior dos dois legislativos. É o Clóvis Loiola (de péssima lembrança) que está fazendo história e alunos. Todas as mazelas feitas na câmara dos “papa jaca” estão sendo seguidas à risca pela câmara dos “papa caranguejo”, pelo menos no tocante aos desmandos praticados com o suado dinheiro dos contribuintes.

Em Itabuna, pelo menos por enquanto, Clóvis Loiola continuar desfilando nem tão garbosamente como antes, mas se apresenta como um poço de virtude e moralidade, com a maior dissimulação, tentando aparentar que nada de errado cometeu. Ao tentar se defender das primeiras acusações, saiu-se com o discurso tosco de que estaria sendo vítima de ação de “inimigos”, por ser um homem do povo, que mesmo sem letras conseguiu subir na vida.

…OS MESMOS DEFEITOS

Em Itabuna, pelo menos, o discurso não pegou e Clóvis Loiola continua vereador, apesar de ter perdido a presidência da mesa diretora, no melhor estilo “vão os anéis, ficam os dedos”, ou seja: dos males o menor. Em Ilhéus, operação abafa de estilo idêntico para defender da cassação o presidente Edvaldo Nascimento, o conhecido Dinho Gás, acusado de ter “metido os pés pelas mãos” em relação às finanças do legislativo.

FANTASMAS CONHECIDOS”

Uma simples verificação nas contas do legislativo ilheense no Tribunal de Contas dos Municípios, feita pelo vereador Paulo Carqueija (PT), identificou uma folha de pagamento de pessoal fora dos padrões, sem qualquer “amarração” com as leis que regem a contratação de pessoal, sejam do quadro funcional estável ou os conhecidos cargos de confiança.

A denúncia do vereador caiu como uma “bomba” e já se dava como “favas contadas” a cassação do mandato do vereador-presidente, pela gravidade que a denúncia representava. De novo, o presidente e alguns dos vereadores ligados ao grupo que representa se valem do singelo argumento utilizado anteriormente por Loiola, dando conta de uma retaliação à falta de intelectualidade de Dinho Gás. Quanta Pobreza de espírito!

FANTASMINHAS CAMARADAS”

Após uma análise perfunctória dos nomes – que incluía até Regina Duarte, não a atriz –, se descobriu que os “fantasmas” eram conhecidos, ou melhor, poderiam ser chamados de “camaradas”, dada a proximidade com a família do presidente Dinho Gás. Mesmo com todas as evidências, as suspeitas recaíram sobre uma pessoal da confiança (será?) do presidente: o tesoureiro teria cometido um deslize e traído a confiança depositada, elaborando uma longa lista de pessoal, coisa acima de R$ 80 por mês, pagos com cheques do Legislativo.

Acuado, o tesoureiro acusou o irmão do presidente da Câmara de ter lhe passado a lista com os nomes das pessoas aquinhoadas com a amizade presidencial, que em troca seriam beneficiadas com parte da grana. Simples, não fosse a perspicácia do vereador Paulo Carqueija em cotejar todas as leis que criavam cargos e a folha de pagamento. Não deu outra, tinha “gato na tuba” do presidente Dinho.

AUDITORIA FAZ DE CONTA

Sem grandes novidades, o relatório da Comissão de Sindicância da Câmara de Ilhéus, como era de se esperar, mostra que realmente houve culpa, mas não do presidente e aponta para um “mordomo” para levar a culpa: José Ágdo Oliveira da Silva. Para o servidor não “botar a boca no mundo”, acrescentam outro participante do crime, o irmão do presidente Dinho Gás, João Nascimento, além do culpado mais notório: a imprensa.

Convém agora o presidente da Câmara de Ilhéus explicar o que fazia o seu irmão mandando e desmandando no âmago do legislativo, cometendo crimes contra o patrimônio público. Enquanto não se explica, providenciou o imediato afastamento dos quadros de cargos comissionados do “servidor culpado”, nada disse sobre os “fantasminhas camaradas” serem seus vizinhos (do presidente), e ainda deu o caso como encerrado. Resta agora manter o “espírito de corpo” para deixar tudo como está.

Esta é a vida fácil das nossas autoridades.

MARCHA DE PREFEITOS I

Em busca de uma reposta para as demandas municipalistas entregue ao Governo do Estado no primeiro semestre deste ano, os prefeitos baianos, sob o comando da União dos Municípios da Bahia (UPB), marcharão rumo à governadoria do estado para conversarem com o governador Jaques Wagner. A data da caminhada será definida no dia 12 de setembro em assembleia geral na sede da UPB.

“Dia 12 realizaremos uma grande assembleia com todos os prefeitos lá na UPB. Neste dia, além de debatermos nossas dificuldades municipalistas e definirmos nossa mobilização em Brasília nos dias 13 e 14 para pressionar a votação dos royalties do petróleo, também vamos aprovar uma data para caminharmos rumo à governadoria. Já falei com Wagner que iremos em marcha até lá cobrar os convênios que muitos municípios assinaram com o governo”, afirmou Luiz Caetano, presidente da UPB.

MARCHA DE PREFEITOS II

As demandas dos prefeitos desse Brasil afora extrapolam e chegam a cúmulo de pedir a extinção de muitas leis destinadas ao controle orçamentário e fiscal. Em parte, os prefeitos têm razão, pois estimulados que são pelas ações (nefastas, por sinal) vinda do Governo Federal, a exemplo da contratação sem concorrência de obras destinadas à realização da Copa do Mundo de 2012;

Após tanto tempo fazendo marketing da conquista de realizar uma Copa do Mundo no Brasil, o Governo Federal esqueceu (de propósito, claro) de iniciar os procedimentos legais para a construção e reforma dos estádios onde deverão ocorrer os jogos. Ora, se o Governo Federal pode assim proceder; se o Governo do Estado pode realizar contratações através de “redas”; os municípios também devem ser liberados para também praticados seus desmandos. Se a constituição diz que todos são iguais…

DIREÇÃO DA CEPLAC

O administrador de empresa e técnico em agropecuária Eliezer Correia poderá tomar posse esta semana como superintendente regional para a Bahia, em substituição ao engenheiro agrônomo Antônio Zózimo. Os membros integrantes da atual superintendência – liderados por Zózimo – pediram exoneração dos cargos que exercem, para surpresa geral.

O grande problema, segundo notícias, seria a falta de recursos – financeiros e materiais – para a realização dos projetos em curso. Mas, na realidade, o problema é outro e de ordem política. A ingerência na Ceplac é grande e é atende pelo nome e sobrenome do deputado federal Geraldo Simões, que age como seu fosse seu feudo.

O grupo mostrou larga competência para administrar a Ceplac, que foi condenada a “morrer” de inanição, por falta da contratação de pessoal, tanto da área administrativa como científica.

BOA NOTÍCIA

A Comissão de Defesa do Consumidor aprovou esta semana o Projeto de Lei 7473/10, do deputado licenciado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), que obriga as empresas concessionárias de serviços públicos a devolver ao consumidor os valores referentes ao PIS e à Cofins repassados às suas tarifas. Pelo projeto, a obrigação se aplica às prestadoras dos serviços de telefonia, fixa ou móvel, de energia elétrica e de água e saneamento. Os valores devolvidos seriam atualizados monetariamente, pela taxa Selic, e ressarcidos em até seis parcelas mensais e consecutivas.

O relator da proposta, deputado Gean Loureiro (PMDB-SC), defendeu a aprovação do texto. Ele ressaltou que hoje as empresas não revelam aos consumidores a cobrança, o que constitui afronta ao dever de informar a composição e o preço de produtos e serviços. O Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90) prevê essa obrigação, de forma que o cliente possa contestar a tarifa. Loureiro também destacou que há insegurança jurídica no setor e falta base legal para a cobrança. Ele citou decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que, em 2008, considerou abusivo o repasse do PIS e da Cofins para as tarifas.

CONTAM POR AÍ…

Quando governador, Paulo Souto gostava passar os fins de semana na pacata Canavieiras, cidade em que podia circular livremente sem as constantes “aporrinhações” da vida política, com pessoas lhe parando nas ruas para pedir benesses, que vão desde o emprego para si e parentes até a construção de obras e serviços que trouxessem os benefícios, como costumeiramente precisava se esquivar, deixando esse mister para os assessores mais chegados, treinados para deixar importunar o governador.

Na maioria das vezes, entretanto, o governador teria de desembarcar em Ilhéus, por conta da falta de condições e segurança para pousar no aeroporto de Canavieiras. Nesses casos, o hoje aeroporto Jorge Amado era a solução. Só que, para o desespero de Paulo Souto, pessoa recatada, a chegada do avião do governador era um acontecimento, visto que também “era ilheense”, cidade que morou por muitos anos, estudando e trabalhando como radialista e geólogo.

Nesta época, o prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, conhecedor dos hábitos de Paulo Souto, alertou seus amigos que trabalhavam no aeroporto – desde os motoristas de táxis, carregadores e funcionários da Infraero – de avisá-lo imediatamente sobre a chegada do avião governamental. E os pedidos do prefeito eram consideradas ordens, não podiam deixar de ser cumpridas.

Às sextas-feiras, como eram de costume, os telefonemas disparavam para o Palácio Paranaguá: “O avião do governador está com previsão de aterrissagem para tantas horas”. Imediatamente, o prefeito se desincumbia dos seus afazeres, apressava as audiências concedidas para estar no aeroporto antes do avião aterrissar. Afinal, ficava bem receber o governador na porta do avião.

Não só pela gentileza demonstrada, mas era preciso também mostrar à população que desfrutava de grande prestígio junto ao governador. Era o máximo e, imediatamente os fotógrafos eram colocados a postos para flagrar os momentos mais importantes, o cumprimento ainda na pequena escada da aeronave. Enquanto os flashes pipocavam, os radialistas entravam “ao vivo” nas programações das emissoras para documentar a cena, revelando aos “queridos ouvintes” a preocupação do prefeito em receber o governador na intimidade, ocasiões mais do que propícias para numa conversa de “pé-de-orelha” tratar das reivindicações para Ilhéus.

Por mais que o governador Paulo Souto se esquivasse desses encontros nos fins de semana, a perspicácia de Jabes Ribeiro não permitia. “Espiões” a postos, não dava outra, assim que o piloto da governadoria preenchia o plano de voo em Salvador, os telefonemas disparavam e o prefeito se aprontava para a recepção semanal. Era a glória.

Num desses fins de semana, a agenda do governador era outra e sua passagem por Ilhéus tinha como finalidade apoiar outro candidato a prefeito para Ilhéus, o que seria decidido num lauto almoço na residência do então deputado federal Roland Lavigne. Desta vez – pensava o governador –, estaria livre para conversar sobre a política ilheense, pois, além de adversário político, seu anfitrião era considerado inimigo de Jabes. Enfim, a conversa seria longa, definitiva e bastante proveitosa.

Antes, porém tomou todas as precauções para desembarcar em Ilhéus longe dos olhares curiosos e vigilantes dos amigos do prefeito. Dito e feito, chega o avião, o governador desembarca e embarca num carro enviado por Roland Lavigne para conduzir Paulo Souto até sua residência. Como sempre, o serviço de informação municipal funcionou.

Sem perder a elegância, Jabes Ribeiro se dirige à residência de Roland Lavigne, toca a campainha, e como se convidado fosse, se apresenta para uma conversa institucional, republicana, como diriam os petistas. E a situação realmente permitia, pois estavam juntos nada menos do que o prefeito de Ilhéus, o governador da Bahia e o deputado federal por Ilhéus, Roland Lavigne.

Um whisky de entrada, vinhos durante o almoço e Jabes se desmanchava em gentilezas (fora das vistas dos eleitores) com o anfitrião e o governador, não permitindo que ambos discutissem a sucessão ilheense. Barrigas cheias – fome saciada, melhor dizendo – as visitas se despedem e cada um procura seu destino: Roland continua em casa, o governador se dirige a Canavieiras e Jabes desfila pelas ruas de Ilhéus de volta ao Palácio Paranaguá.

Moral da história: O político não dever perder a fleuma e considerar a oposição como adversária, apenas, e não inimiga.

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PMDB QUER UMA BOQUINHA

Renato Costa se esforça para manter o PMDB longe da "boquinha"

Por mais que se esforce uma parte do diretório do PMDB de Itabuna, outra banda não vê a hora de ser incorporada à pesada folha de pagamento da Prefeitura de Itabuna. Essa promessa, repetida inúmeras vezes pelo prefeito Capitão Azevedo, tem acendido um farol de grandes proporções nos olhos dos peemedebistas ávidos por uma boquinha na viúva municipal, ainda mais sem a necessidade de bater ponto.

O PMDB de Itabuna ainda não se mudou de armas e bagagens para o colo de Azevedo graças à obstinação do médico e ex-deputado estadual Renato Costa, um dos poucos homens de fazem política de forma séria e abnegada. É bem verdade que uma pequena facção do PMDB já se encontra nos braços de Azevedo e na folha da Prefeitura, mas não está sendo levada em conta, tendo em vista que há anos continuam ocupando os mesmos cargos, apesar nunca terem passado por um concurso.

PT, A OBSESSÃO DE JABES I

Em entrevista concedida nesta sexta-feira (9) ao programa Alerta Geral, apresentado pelo radialista Gil Gomes, na Rádio Santa Cruz, em Ilhéus, o ex-prefeito Jabes Ribeiro repetiu a mesma ladainha de sempre: quer o Partido dos Trabalhadores (PT) com ele nas próximas eleições. E, sem se fazer de rogado explicou que está negociando a vinda do partido com Everaldo Anunciação, Josias Gomes, Jonas Paulo (presidente estadual do PT), Geraldo Simões, e até com o governador Jaques Wagner.

E Jabes garantiu aos ouvintes que também não terá nenhuma dificuldade fechar a negociação com os petistas ilheenses. “Interessa-me o PT nesse processo. Só não quero conversar com esse governo de Newton Lima, de Mario Alexandre e Ângela, esse governo deles é desastroso, com quase 90% de rejeição”, falou. Jabes deve ter se lembrado do última vez em que esteve no Palácio do Paranaguá, sendo repudiado por mais de 90% da população. Deve ter passado um filme triste em sua cabeça.

PT, A OBSESSÃO DE JABES II

Jabes Ribeiro deixou claro que a negociação mantida entre ele – Partido Progressista (PP) e o Partido dos Trabalhadores (PT) – abrange várias cidades da Bahia “Aqui em Ilhéus quero o PT comigo, precisamos dessa união, unir forças para a Ilhéus do futuro, é isso que o governador quer”, garantiu. Entretanto, até o presente momento, o governador Jaques Wagner não emitiu qualquer sinal de que Jabes seria seu candidato.

E o ex-prefeito foi além, provocando o PT ilheense, dando a entender que quem manda no partido é o governador Jaques Wagner e outros “caciques”. Pelo teor das declarações de Jabes, na hora certa os militantes petistas de Ilhéus “enfiarão a viola no saco”, e passarão a cerrar fileiras com ele. “Tenho a tarefa de participar desse debate da política 2012 com a orientação do governador Wagner, que quer uma base consolidada”, expressou.

PT, A OBSESSÃO DE JABES III

Jabes Ribeiro ainda deixou claro que a prática da política “coronelista” que pretende dar continuidade não se restringe a Ilhéus, cidade que para chegar ao poder não se importa em “rifar” outros correligionários, a exemplo de Roberto Barbosa (Minas Aço) em Itabuna, até agora o candidato definido. “Vamos analisar a política com racionalidade, chega dessa conversinha pra boi dormir. Estou conversando com o PT estadual e com lideres do PT local, e posso dizer que estou muito otimista”.

Ilhéus, para Jabes Ribeiro, é apenas parte de um projeto de poder pessoal seu e do PP. Para chegar ao Palácio Paranaguá, onde esteve hospedado por 14 anos, faz conchavos com partidos, pouco importando as questões futuras da cidade. Ilhéus e “Chorrochó das Cabeceiras” são municípios que recebem o mesmo peso político e na visão deles – políticos do PT e PP – pouco importa as diferenças e onde o que importa é lotear os cargos e prefeituras como se fosse o quintal de sua casa.

REBELADOS I

Militantes do PT de Ilhéus já trabalham com a possibilidade de um grande rompimento com as lideranças e o primeiro prejudicado poderá ser o deputado federal Josias Gomes. Seus liderados não estão nada satisfeitos com o fato de não serem ouvidos nos debates sobre o futuro político de Ilhéus, dentro de fora do partido. Em outras palavras: se sentiram lesados na confiança e prometem que não caminharão pacificamente como se fossem uma manada sendo conduzida ao matadouro.

O grande prejudicado, Josias Gomes, perderia uma base eleitoral de cerca de cinco mil votos, não estaria preocupado, haja vista a conquista de outras bases eleitorais no sertão baiano, consideradas mais seguras do ponto de vista de continuidade. Outro deputado federal a ser atingido seria Geraldo Simões, que não mais transita com facilidade nas diversas tendências do seu partido, situação que estaria sendo agravada dentro de seu próprio reduto.

REBELADOS II

Geraldo Simões e Alisson Mendonça poderão percorrer caminhos opostos

A única dúvida é se existem no PT baiano deputados com coragem e cacife político suficiente para bancar a uma candidatura própria à Prefeitura de Ilhéus em 2012. Para que essa possibilidade realmente aconteça, é preciso que seja uma liderança expressiva, com capacidade de organização e facilidades, melhor dizendo, livre trânsito nos meios capitalistas para conseguir os investimentos necessários para fazer frente às despesas inerentes.

A sobrevivência política de Alisson Mendonça depende dessa capacidade de articulação. Ele tem dito em todas as entrevistas que concede e nas conversas com os “companheiros” de que vem conseguindo adesões importantes e de peso político, a exemplo do ministro Afonso Florence, do deputado federal Valmir Assunção e do deputado estadual Rosemberg Pinto, pra começo de conversa.

É aguardar para ver se o governador Jaques Wagner, Jonas Paulo, Josias Gomes e Everaldo Anunciação não derruba o “barraco” da turma de Alisson.

UM MATADOURO CHAMADO HBLEM

Familiares de pacientes internados no Hospital de Base Luiz Eduardo Magalhães (HBLEM), em Itabuna, estão indignados com a falta de medicamentos, qualidade dos alimentos e dos insumos servidos. Pior do que a qualidade ou a falta deles, a maneira de que são tratados pelo pessoal de enfermagem deixa pacientes e familiares estarrecidos.

Não são poucas as reclamações de pacientes e familiares em relação ao pessoal de enfermagem, que trata os doentes com indiferença, falta de respeito e desídia profissional. O medicamento é jogado à distância e quando se trata de pílula, não vem acompanhada da água. Nesse caso, o paciente, se tiver condições físicas, é obrigado a pedir as os colegas de enfermaria um pouco da água porventura deixada pelos parentes.

Uma infâmia!

UM PARAÍSO CHAMADO HBLEM

Se para os pacientes o HBLEM é considerado “matadouro”, para apaniguados do prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, a situação é totalmente inversa, podendo ser comparada a um verdadeiro paraíso. Numa condição inversa da falta de recursos dispensados para atender aos pacientes, os dirigentes e ocupantes de cargos de confiança ganham salários muito acima dos praticados no mercado.

Mas não bastam bons salários para a legião de apaniguados. Outras regalias também fazem parte do pacote de bondades oferecido pelo prefeito Capitão Azevedo, que incluem a desnecessidade de obedecer a um horário do expediente normal e até mesmo sua dispensa do trabalho. Nesses casos estão incluídos os conhecidos “fantasmas”, conforme vem sendo denunciados pelos veículos de comunicação e assentidas pelo prefeito.

UM CURRAL ELEITORAL CHAMADO HBLEM I

O apoio do PV não é garantia da nomeação de Glebão

A irresponsabilidade com os recursos públicos não fica restrita à falta de gestão, existência dos “fantasmas”, descaso dos funcionários e o péssimo tratamento dispensados aos pacientes. Para coroar esse festival de desprezo pela vida humana e com o sofrido dinheiro do contribuinte, o prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, resolveu inovar e transformou o Hospital de Base Luiz Eduardo Magalhães num “curral eleitoral”.

A última aprontada pelo prefeito Azevedo foi a contratação do ex-candidato a vereador e deputado estadual Glebão, pela bagatela de R$ 3 mil mensais. Glaby Carvalho de Andrade, nome que aparece na folha do HBLEM, traz em sua bagagem o pretenso apoio do Partido Verde (PV) para a campanha de reeleição de Azevedo, o que não poderá ser uma verdade verdadeira no momento da campanha.

UM CURRAL ELEITORAL CHAMADO HBLEM II

O uso político do HBLEM pelo prefeito Capitão Azevedo fica mais evidenciado com hospital servindo de cabide de emprego para pessoal contratado sem concurso. Essa é a “moeda de troca” utilizada pelo prefeito para obrigar os contratados a trabalharem, não no hospital, mas como cabos-eleitorais em sua permanente campanha. Tudo feito às claras e com o dinheiro do otário contribuinte.

Em que pese as dificuldades vividas pelo hospital, o prefeito nada faz para aumentar o repasse dos recursos para o seu funcionamento e se contenta apenas em brigar com os petistas estaduais. Pouco importa para o prefeito a saúde dos itabunenses. Pelas ações que têm feito, o que vale mesmo é o uso político e eleitoral que o HBLEM pode proporcionar, para o desespero de pacientes e familiares.

UM CURRAL ELEITORAL CHAMADO HBLEM III

Sozinho, Glebão teria pouca valia, mas traz consigo o fato de ter sido um candidato com boa votação pelo PV e, no caso do HBLEM, o apoio de um grupo poderoso de médicos. São justamente os médicos “padrinhos” de Glebão que interessa ao prefeito Azevedo para diminuir a pressão exercidas por eles na área da saúde, o que o secretário Geraldo Magela ainda não conseguiu, apesar das diversas tentativas.

Para Glebão, que costuma fazer campanhas ricas, foi destinado um cargo exclusivo para a situação, bem remunerado, para fazer caixa para sua campanha. Mais e melhor do que a remuneração, o cargo a ser exercido por Glebão é talhado para o ato de fazer política, permitindo o contato direto com as pessoas, oferecendo uma das melhores mercadorias vendidas pela saúde: a  marcação de consultas.

DISCURSO FAZ DE CONTA

O discurso bolorento e descabido de Azevedo sobre a saúde em Itabuna não chega a lugar nenhum e nem mesmo consegue emocionar às pessoas mais sensíveis. O discurso é um e a prática é exatamente contrária ao que prega, faltando apenas chorar lágrimas de crocodilo em frente às câmaras dos canais de televisão ou às plateias em eventos que promove ou participa com esse intuito.

Ao invés de investir o dinheiro da saúde na saúde da população, Azevedo gasta com a contratação de cabos-eleitorais, ao ponto de inchar a folha de pagamento do Hospital de Base, que do valor de R$ 570 mil saltou, num período inferior a um ano, para R$ 816 mil. O que demonstra claramente a irresponsabilidade, são os números e índices que distingue os reajusta salariais dos servidores, míseros 6% na última campanha salarial, acrescentando à folha de pagamento R$ 34,2mil. Uma falácia que não encontra a mínima sustentação.

CARGOS DA CEPLAC

O diretor da Ceplac, Jay Wallace, não foi muito feliz na sua tentativa de “vender” mais um pedaço do órgão para o PT. Falta ao dirigente sensibilidade e conhecimento dos meandros políticos, ainda mais quando o Governo Federal é composto por dois partidos PT e PMDB (presidenta e vice). Na ânsia de continuar mantido no cargo, não pestanejou em “rifar” o cargo dos colegas da Superintendência Regional no Estado da Bahia, de forma sorrateira.

Jay Wallace não contava com os “vazamentos” das notícias em Brasília, o que resultou no pedido de exoneração de todos os membros da direção da Superintendência. Além do dissabor de ter que enfrentar a censura dos colegas de trabalho, ainda teve que ouvir poucas e boas do ministro da Agricultura recém-empossado, lembrando-o que os cargos de direção são de indicação política, cabendo, tão somente ao PMDB.

ORÇAMENTO DA CEPLAC

Servidores da Ceplac acostumados ao bom andamento do serviço público não estão nada satisfeitos com o canibalismo exercido pelo diretor Jay Wallace com o orçamento destinado ao Sul da Bahia. Aos poucos, os recursos estão sendo transferidos para as superintendências regionais da Ceplac na Amazônia, em detrimento dos serviços de extensão e pesquisa realizados na Bahia, que possui a maior produção de cacau do Brasil.

Recentemente, uma frota de veículos foi transferida para as unidades da Amazônia, enquanto as unidades da Bahia continuam com carros bastantes “surrados”. O mesmo, segundo os ceplaqueanos, acontece em relação à conservação das unidades na sede e no interior, e equipamentos. Falta à Ceplac na Bahia o compromisso dos políticos dos diversos partidos. Esses, buscam a Ceplac apenas para se beneficiar de ações e situações.

BOA NOTÍCIA

Os preços das passagens aéreas vendidas no Brasil de julho de 2010 a junho de 2011 são os mais baixos da série histórica, iniciada em 2002, na comparação mês a mês com o ano anterior, o que mostra uma queda progressiva a cada um desses 12 meses. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (9), pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e fazem parte do relatório de Yield Tarifa Aérea Doméstico. Em junho de 2011, o Yield Tarifa Aérea Doméstico – valor médio que o passageiro paga para voar um quilômetro em território nacional – atingiu cerca de R$ 0,34, redução aproximada de 14,56% em relação ao mesmo mês do ano passado. Quando comparado com o valor aferido em julho de 2002, a redução chega a 47%.

A Tarifa Aérea Média – valor médio pago pelo passageiro por uma viagem aérea em território brasileiro – foi de R$ 271,37 em junho de 2011. Apesar de apresentar aumento de 1,97% em relação a junho de 2010, em relação a junho de 2002 o valor da tarifa aérea média caiu 33,40%. Os valores são calculados com base nos dados das tarifas comercializadas pelas empresas aéreas, mensalmente registradas na Anac, e atualizados pelo IPCA. São considerados os dados dos bilhetes de passagem do transporte aéreo doméstico regular de passageiros, comercializados junto ao público em geral, independentemente de escalas ou conexões; e desconsiderados os bilhetes oferecidos gratuitamente, decorrentes de programas de fidelização (milhas), vinculados a pacotes turísticos ou a tarifas corporativas, tarifas diferenciadas oferecidas a empregados e tarifas diferenciadas de crianças.

CONTAM POR AÍ…

Convidado do Município de Ilhéus para vir a Ilhéus participar de um fórum de debates, o deputado federal Fernando Gabeira se transformou, como sempre, numa atração à parte. Não tão somente pela sua história, mas, sobretudo pelas propostas inovadoras para a política brasileira, a exemplo do que faz até hoje, haja vista sua constante capacidade de transformação em relação ao presente e ao futuro.

Em Ilhéus, durante toda sua estada, sempre esteve cercado pela imprensa, inclusive a nacional, e não se fazia de rogado ao tratar dos mais diversos assuntos ligados à política e economia nacional internacional, analisando estruturas e conjunturas, construindo cenários futuros. E assim passou a ser o maior e mais importante personagem do evento, inibindo figuras importantes da vida política e econômica brasileira.

E não era para menos. Jornalista experiente, político defensor de questões consideradas controversas, polêmicas, verdadeiros tabus, o casamento homossexual, a descriminalização da maconha e profissionalização da prostituição, Gabeira tem muito a falar por onde anda. Ainda mais quando a questão é sua história  a exemplo da militância política clandestina e as ações na luta armada durante o período da ditadura militar, quando participava do Movimento Revolucionário Oito de Outubro.

Membro fundador do Partido Verde (PV), Gabeira é um esquerdista histórico, tanto que alternou sua militância também no Partido dos Trabalhadores (PT) em diversas eleições. Por essas e outras, Gabeira tinha muito que contar e os jornalistas a perguntar. E esse assédio ficou mais evidenciado durante sua palestra no auditório do hotel em que também se hospedava.

No meio de sua palestra, todas as questões que sempre defendeu foram postas, para delírio dos presentes. Num desses temas, como era de se esperar, a crescente utilização da maconha, não se restringindo ao “cigarrinho maldito”, como se referem alguns, mas em diversas atividades econômicas. O cânhamo passava a ser visto como commodities e não mais como um problema de polícia ou política social.

Tanto era assim, que uma das demonstrações feitas pelo deputado federal Fernando Gabeira era o seu próprio tênis, fabricado com cânhamo, nome vulgar da Cannabis sativa, arbusto que fornece as folhas para a produção do velho cigarrinho de maconha. E a plateia ficou ouriçada com o exemplo dado pelo deputado. A notícia, por certo, ganharia as manchetes dos rádios, jornais e televisões do mundo inteiro, como efetivamente ganhou.

Mas essa não era a preocupação de um expectador em especial, que não perdia um lance do deputado Gabeira, era o repórter-fotográfico Mário de Queiroz, o conhecido Mário Bandeira, identificado como um dos usuários da maconha na sua versão enroladinha. Após os cliques de praxe, sempre buscando o melhor ângulo, Mário finalmente se aproxima de Gabeira e diz baixinho:

– Deputado, deputado, vamos subir ao seu apartamento para darmos uma fumada no seu tênis? – incentivou Mário de Queiroz.

Como era de se esperar, Gabeira respondeu com toda a tranquilidade:

– Olha, Mário, atualmente só uso maconha no tênis. Cânhamo, melhor dizendo – e seguiu respondendo as perguntas dos jornalistas.

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Walmir Rosario

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