DO PÚBLICO AO PRIVADO

Do Público ao Privado

A SAÚDE VAI BEM…

Os recursos para a saúde de Itabuna continuam o mesmo, o que mudou foram os administradores do dinheiro. O Hospital de Base Luiz Eduardo Magalhães (HBLEM), alvo de disputas pelo Governo do Estado e da Prefeitura de Itabuna, continua o mesmo, alvo das mesmas denúncias, sobretudo de ser um cabide de empregos, das compras feitas aos apadrinhados, sem contar das queixas dos pacientes sobre a falta de medicamentos simples e insumos banais como gaze, esparadrapo, mertiolate.

Para refrescar a memória dos mais absortos, basta uma simples pesquisa na internet (o Google ajudaria muito) sobre o que escreviam os veículos de comunicação à época sobre o tema. As brigas entre a direção do HBLEM e o secretário da Saúde eram constantes e sobre a falta de repasses dos recursos, que mais pareciam “cobertor curto”, quando cobria a cabeça, descobria os pés. O dinheiro era transferido de “conta-gotas”, conforme a origem das denúncias, se da falta de pagamento dos funcionários, se dos fornecedores de alimentos, se dos fornecedores de medicamentos. Nada mudou.

…OS POLÍTICOS VÃO MAL

A farsa montada pelos políticos (não podem ser chamados de autoridades) que ocupam a Prefeitura de Itabuna e o Governo do Estado chama cada vez mais a atenção pelo desserviço que prestam. A cada dia novas vítimas são feitas por conta das diferenças entre eles, causando, inclusive, a morte de dezenas de pessoas, conforme é noticiada nos veículos de comunicação, embora poucos se importem com a nefasta atitude.

Foi preciso a intervenção do Poder Judiciário para transferir pacientes do Hospital de Base de Itabuna, antes que morressem à míngua, sob os olhares do prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, do governador Jaques Wagner, dos secretário municipal da Saúde, Geraldo Magela (foto), secretário estadual da Saúde, Jorge Solla, além de deputados federais, estaduais e vereadores. Enquanto isso, parentes e amigos são tratados “a pão de ló” em hospitais públicos e particulares, com as mordomais de praxe.

ATÉ QUANDO?

O modelo do Hospital de Base Luiz Eduardo Magalhães não condiz com sua administração, aos cuidados do governo municipal, apesar de construído com recursos federais. Pela magnitude do hospital, o atendimento ultrapassa fronteiras, e sua clientela é oriunda de cerca de 100 municípios diferentes, além de ser referência em urgência e emergência (pronto-socorro), principalmente traumas, na maioria decorrente de acidentes automotivos.

Por ser um hospital desse porte, se torna muito difícil sua administração pelo município, através de uma fundação, haja vista que a realidade dos preços praticados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é impraticável. O valor pago não condiz com o serviço prestado, com o medicamento utilizado, mas, mesmo assim, os prestadores de serviço aceitam as condições, fazendo de conta fazem um serviço de qualidade, enquanto o SUS acredita que seus preços são condizentes.

E nesse faz de conta, o povo sofre e os políticos utilizam esse sofrimento para praticar a chantagem, utilizando os meios de comunicação para jogar a culpa em outras instâncias. E continua tudo com dantes, no Quartel de Abrantes.

CASAS BAHIA

Demorou, mas finalmente chegou a Itabuna a famosa rede varejista brasileira Casas Bahia. E chegou bem, provocando os concorrentes que fizeram um verdadeiro festival de preços baixos, para a alegria dos consumidores, que tiveram a oportunidade de comprar móveis e eletrodomésticos a preços bastante competitivos. Foi um delírio na avenida do Cinquentenário, com vendedores disputando consumidores no grito.

No grito, aliás, eram mostrados os preços dos produtos, principalmente aqueles do mix das Casas Bahia, oferecidos a “preço de banana” pelas redes Insinuante e Ricardo Eletro. Ora, se as empresas varejistas podem praticar esses preços, não seria mais oportuno mantê-los durante todo o tempo? Quem não gostou nada do festival da concorrência foram os garis, que tiveram muito trabalho para retirar todo o material promocional jogado na avenida.

FOI O MORDOMO

As recentes denúncias da existência de uma folha de pagamento de “servidores fantasmas” na Câmara de Ilhéus está prestes a tomar um rumo bastante conhecido: incriminar o “mordomo”, que no caso em questão o tesoureiro do Legislativo ilheense, isentando de culpa o presidente da Casa, Dinho Gás. Uma ardilosa engenharia política e contábil neste sentido está sendo formulada por assessores e consultores da Presidência da Câmara, mas promete não obter os efeitos desejados.

Para elaborar uma folha de pagamento de servidores “fantasmas” é necessária a participação de várias pessoas, ocupantes de cargos estratégicos, a exemplo de contabilidade, tesouraria, dirigentes e consultores. Uma só pessoa não teria condições de praticar essa falcatrua, pela impossibilidade da sequência de atos e procedimentos inerentes às contas públicas. Como a Câmara Municipal é uma casa onde se pratica política e o corporativismo é integral, muito difícil será a punição dos verdadeiros culpados, a não ser que o Ministério Público resolva agir.

POLÍTICA ILHEENSE EM DEBATE I

A união dos partidos políticos para a construção de um projeto político e administrativo para transformar Ilhéus numa cidade mais justa e que ofereça melhores condições de vida para a população foi a tônica dos discursos feitos durante a plenária realizada pela Executiva Municipal do Partido Socialista Brasileiro (PSB) de Ilhéus. O evento foi realizado na noite de quinta-feira (25), na Câmara de Vereadores, com a presença de militantes e representantes de 10 partidos.

Na abertura da plenária, o presidente do PSB de Ilhéus, vereador Alcides Kruschewsky, ressaltou que a união de pessoas de bem compromissadas com a cidade é uma tarefa complexa, porém necessária para manter Ilhéus num rumo de desenvolvimento. “Nós do PSB temos a responsabilidade desta construção e continuaremos mantendo entendimentos não só com os partidos da base aliada, mas com todas as agremiações que têm como projeto não deixar que Ilhéus possa retroceder”, pregou.

POLÍTICA ILHEENSE EM DEBATE II

O próximo passo para dar continuidade ao processo de convergência política é a realização de um seminário, em setembro próximo, com a participação de personalidades políticas de expressão nacional para debater questões importantes com a sociedade. “Os adversários de Ilhéus apostam na incapacidade de elaborarmos um projeto comum e temos que nos despir de vaidades para construí-lo, em nome de Ilhéus”, disse o secretário de Governo e Ações Estratégicas da Prefeitura de Ilhéus, Magno Lavigne.

O representante do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Roland Lavigne, frisou que há anos vem lutando para construir um projeto conjunto para Ilhéus e lembrou que já desistiu de candidatura própria para se unir a outras forças progressistas. O vereador Marcus Flávio, do PPS, concordou com Roland e disse que os políticos não podem permitir que Ilhéus volte a enveredar por caminhos incertos, para beneficiar grupos e famílias, em detrimento da coletividade.

POLÍTICA ILHEENSE EM DEBATE III

Para o médico Rui Carvalho, ex-vereador e ex-candidato a prefeito de Ilhéus, atualmente filiado ao Partido Republicano Brasileiro (PRB), hoje é preciso, mais do que nunca, a aglutinação de forças para colocar Ilhéus no rumo certo. “Sem a aglutinação das forças não será possível provocar as mudanças necessárias à política ilheense. Estou completando 30 anos de militância política, muitos deles no PSB, e estou disposto a me integrar nesse esforço conjunto”, se comprometeu.

A deputada estadual Ângela Sousa (PSC) alertou que não se conquista sozinho e que o PSB está consciente disso, tanto que promove um evento político com a finalidade de elaborar uma agenda política para o futuro de Ilhéus. “Nossa cidade tem sofrido bastante com os malfeitos do passado, cometido pelos que não se contentaram e querem voltar para cometer os mesmos erros, mas não vamos permitir”, garantiu. O vice-prefeito Mário Alexandre também disse estar disposto a integrar esse projeto, no sentido de promover as melhorias que Ilhéus merece.

PSDB e PSB I

Ex-deputado estadual e ex-deputado federal, o médico Roland Lavigne deu uma demonstração de que pretende continuar na luta por Ilhéus. Filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Roland participou, quinta-feira (25), da reunião plenária convocada pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), na Câmara de Vereadores.

Em seu discurso, Roland Lavigne deixou claro que continua na trincheira em defesa da cidade e relatou seu desprendimento e apego a candidatura ou cargos quando desistiu de ser candidato a prefeito para apoiar Rui Carvalho. Com isso, Roland fez ver aos presentes que a vaidade é um pecado que os políticos não podem cometer, sob pena de prejudicar um projeto bem intencionado.

PSDB e PSB II

No seu pronunciamento, Roland Lavigne deixou claro que vai apoiar a melhor proposta para Ilhéus e deixou nas entrelinhas sua preferência. Mesmo sem ter “cicatrizada todas as feridas” de campanhas passadas, não se fez de rogado em afirmar que somará às fileiras dos partidos progressistas ali reunidos e elogiou a ação do PSB em conclamar todas as forças compromissadas com Ilhéus para a construção de um projeto comum para Ilhéus.

A presença de Roland na plenária do PSB foi precedida de uma “costura política” do vereador e presidente do PSB, Alcides Kruschewsky, e do secretário de Governo e Ações Estratégicas, Magno Lavigne. Em um almoço, os dois pessebistas fizeram um relato das propostas do partido para Ilhéus, que ultrapassa os interesses individuais e partidários, e que têm o objetivo de formular um projeto comum.

PSDB e PSB III

Um dos argumentos utilizados por Alcides e Magno é de que o PSB possui um programa a ser seguido. Eles explicaram que os interesses de Ilhéus estão acima da participação no governo municipal ou estadual. “Somos governo, mas essa situação não impede que possamos divergir e contribuir apresentando ideias. Essa é uma condição inerente à política e dela não abriremos mão”, ressaltou.

Diante das conjunturas apresentadas, Roland Lavigne se comprometeu a participar da união de forças pela construção de um projeto para Ilhéus. “Vamos engrossar as fileiras dos que querem fazer política com decência e responsabilidade, com o compromisso de afastar os que querem apenas se aproveitar de Ilhéus em benefício próprio”, definiu.

OS JAPONESES E JABES I

A pré-campanha política em Ilhéus começa a ganhar contornos hilários e que podem decidir o pleito. Em entrevista recente, um dos irmãos de Jabes, que chegou a ser vereador, disse que a eleição de Ilhéus será Jabes Ribeiro contra um “caminhão de japonês”. E o troco começou a ser dado nesta quinta-feira (25), durante plenária do PSB, que reuniu 10 partidos, todos com propostas de se unirem em torno de uma grande proposta para Ilhéus.

Pelo tom dos discursos, a iniciativa promete formar um projeto coletivo, com a participação desses partidos, tanto da base dos governos federal e estadual, como outros que se afinam com essas propostas. A proposição é caminharem juntos em outubro do próximo ano, através de uma ampla coligação, na qual os candidatos ao executivo serão escolhidos dentre os considerados mais viáveis, com base nos índices das pesquisas de intenção de voto.

OS JAPONESES E JABES II

Além do desejo de contribuir com o futuro de Ilhéus, os dirigentes e militantes desses partidos também têm em conjunto impedir que os futuros ocupantes do Palácio Paranaguá sejam pessoas descompromissadas com a cidade. Em bom português: pessoas que têm como objetivo apenas utilizar a máquina pública em proveito próprio e dos amigos mais chegados, como dizem ter acontecido em tempo não muito remoto.

Nos discursos proferidos ficou bastante evidenciado que o grupo adversário (ou, em alguns casos, inimigo) é o liderado pelo ex-prefeito Jabes Ribeiro, que tem feito constantes provocações nas entrevistas concedidas aos programas de rádio da cidade. As provocações atingiram o âmago dos militantes dos diversos partidos, que prometem marchar juntos, em torno de ideais e princípios desenvolvimentistas, os quais deverão ser elaborados de forma coletiva, com base no conteúdo programático dos partidos envolvidos.

BOA NOTÍCIA

Num momento em que grandes fabricantes internacionais desistem de competir com o iPad e retiram seus tablets do mercado, empresas brasileiras se preparam para lançar seus produtos. A Positivo Informática anunciou esta semana que planeja colocar o seu tablet no mercado em setembro. Essa é a mesma meta da Aoix, de Caçador (SC). A Positivo e a Aoix estão entre as companhias que já tiveram seu Processo Produtivo Básico (PPB) publicado pelo governo. Com isso, elas podem se beneficiar da redução de impostos oferecida para os tablets fabricados localmente. As multinacionais Samsung e Motorola já têm fabricação local.

Hoje o público de maior renda é disputado pelo iPad, da Apple, e o Galaxy Tab, da Samsung, mas os tablets que mais vendem são aparelhos de baixo custo, importados da China de forma nem sempre legal, disponíveis a cerca de R$ 300,00. A HP anunciou na semana passada a decisão de deixar de fabricar o seu tablet TouchPad. A Dell também desistiu do Streak 5. Nesse cenário, há espaço para produtos brasileiros? “Tem mercado para tudo”, disse Jovelci Gomes, presidente da Aoix. “Alguns vão querer um iPad. Outros vão querer um tablet brasileiro, que gera empregos no Brasil, sai pela metade do preço e tem um ano de garantia.”

CONTAM POR AÍ…

A redemocratização do país, após a ditadura militar iniciada em 1964, deixou muitos ensinamentos, entre eles o que não se deve fazer durante uma negociação. De início, mostra que falar a verdade é fundamental e que as diferenças devem ser conquistas na base da demonstração de fatos, situações e apresentação de números, principalmente quando o assunto em questão é a negociação entre patrões e empregados. Ganha quem tem mais argumentos, quem tem a força das classes ou categorias e a opinião pública. Isto se tiver “gordura a queimar”.

Um exemplo significativo dessa realidade pode ser demonstrado através de uma negociação entre a Comissão Executiva do Plano de Recuperação da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e o Conselho das Entidades Representativas dos Funcionários, emperrada graças ao endurecimento de ambos os lados. Não havia mais clima, isto porque as partes não possuíam a experiência necessária para se debruçar sobre o problema, fechar questão sobre os assuntos que poderiam ser acordados de pronto e continuar discutindo os divergentes, como se faz há algum tempo, de forma civilizada.

Nesse impasse, o pessoal da Ceplac de braços cruzados, dirigentes preocupados e ameaçando os funcionários, que por sua vez pouca importância davam à hierarquia. De cada lado, pescoços empinados, olhares ameaçadores, mas que nada resolvia, pelo contrário, aumentava o isolamento. Emissários de ambos os lados se procuravam, conversavam, falavam sobre as boas intenções, a importância do entendimento, a continuidade da instituição, constantemente ameaçada de extinção. A muralha parecia intransponível.

Mas eis que o então Conselho Consultivo dos Produtores de Cacau (CCPC), braço político da Ceplac dirigido pelos cacauicultores, resolve intervir para chegar a um bom termo. Na presidência do órgão o cacauicultor Humberto Salomão Mafuz, advogado dos mais experientes, grande tribuno e considerado um dos maiores defensores da lavoura de cacau. Um negociador por excelência.

A primeira rodada de negociações no ainda imponente prédio do CCPC foi cercada de desconfianças, principalmente pelas gentilezas dos também funcionários da Ceplac ali lotados, a toda hora oferecendo chocolate e cafezinho e ávidos por melhores salários e condições de trabalho condizentes. Os tapetes das salas de recepção e reuniões da presidência incomodavam os grevistas, muitos deles oriundos da área de operação da Ceplac – operários rurais, dentre outros profissionais – não acostumados à suntuosidade e que se sentiam incomodados com os pés afundando naquelas peças. Para causar um sentimento de diferença ainda maior, os dirigentes do Conselho das Entidades ainda diziam que os tapetes tinham sido importados da Pérsia, a peso de ouro, dinheiro que poderia muito bem ter sido destinado a aumentar os salários dos pobres trabalhadores.

Dois dias após, a segunda rodada de negociação corria mais tranquila, com os ânimos serenados e alguns pontos da pauta considerados de consenso e que poderiam ser cumpridos sem a necessidade de intervenção do ministro ou do presidente da República. Um avanço. Nesse clima, o presidente Salomão Mafuz continuava sua peroração descortinando as dificuldades da lavoura, que obrigada os produtores a enfrentarem dificuldades em cima de dificuldades. Para ele, já tinha se passado o tempo em que o cacaueiro era considerado a árvore dos frutos de ouro, como contada pelas histórias de tempos muitos remotos. Sem contar no aumento do número de doenças e pragas que se instalavam na região cacaueira, outrora considerada o “eldorado” das ricas terras do sul da Bahia.

Além das dificuldades do campo, Salomão Mafuz ainda reclamava das dificuldades com o acesso ao crédito, com os bancos dificultando a liberação dos recursos providenciais para produzir o cacau, responsável pela geração de divisas para o Brasil.

– Somos uns abnegados e estamos lutando contra a atual conjuntura nacional, que não ajuda, sofrendo com o câmbio desfavorável, sem falar nas adversidades climáticas e a insensibilidade do governo. Para completar, a greve da Ceplac ainda impede que os extensionistas mandem para o Banco do Brasil os laudos para a liberação dos contratos de investimento e custeio. É uma lástima, mas vamos resolver essa pendência para o bem da lavoura – discursava Mafuz para o comando de greve.

De repente, adentra à sala de reuniões da presidência do Conselho Consultivo dos Produtores de Cacau (CCPP) um contínuo, antigo funcionário da Ceplac, conhecido como “Cabaret”, ávido para se descumprir do mandado que assumira ao ser enviado em missão ao Banco do Brasil.

– Dr. Mafuz, Dr. Mafuz, o gerente do Banco do Brasil pediu que o senhor assinasse esse contrato de penhor com urgência para liberar o dinheiro para sua fazenda. Ele disse que para eu levar de volta ainda de manhã! – disse Cabaret, convicto do serviço que teria prestado ao superior.

E eis que um olhava para o outro sem entender bem o que se passava, até que todos caíram na gargalhada. Inclusive Mafuz, sua diretoria e os chefes do comando de greve. Porém, Mafuz, um homem de muitas habilidades e recursos não perdeu o bom humor e emendou:

– Vocês estão vendo como o cacauicultor sofre? Não bastavam os problemas da lavoura, agora temos também os funcionais! – arrematou.

E mais meia hora de negociação e a diretoria da Ceplac atendeu aos apelos feitos por Salomão Mafuz em benefício dos funcionários. Bastou uma simples assembleia e os funcionários da Ceplac retornaram ao trabalho.

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O QUE É ISSO, COMPANHEIRO? I

Até o vereador Paulo Carqueija acreditou nas promessas de Jaques Wagner

Faltando pouco mais de um ano para as eleições municipais, os petistas ilheenses estão assombrados com o que irão dizer aos eleitores. Até agora, a totalidade das promessas feitas em palanques e outros locais eleitoreiros não foi cumprida. Pior do que isso é tentar explicar à população que os constantes engarrafamentos na ponte Lomanto Júnior (Ilhéus-Pontal) têm data marcada para acabar. Não tem marketing político que convença!

A duplicação da BR-415, no trecho Ilhéus-Itabuna, conhecida como avenida Jorge Amado, é outra promessa que tem tirado o sono dos petistas. Primeiro, pelos constantes buracos que teimam em aparecer em toda a extensão da pista, sem nenhuma previsão de reparo; segundo, a falta de ações efetivas para o início da obra, ou mesmo um cronograma convincente para a realização da licitação de projeto, execução, dentre outras providências.

O QUE É ISSO, COMPANHEIRO? II

A reforma do prédio da Biblioteca Municipal é uma das promessas feitas pelo governador e no rol das esquecidas

Levado a visitar o prédio do antigo colégio General Osório, onde funcionava até há pouco tempo a Biblioteca Municipal, o governador Jaques Wagner não se fez de rogado e tascou mais uma promessa a Ilhéus: a reforma completa. E ressaltou a responsabilidade do Governo do Estado, que possuía técnicos de gabarito para trabalhar toda a estrutura, bem como os detalhes arquitetônicos do prédio.

Até o presente momento o município continua com o prédio ameaçado, diante da inércia do governador Jaques Wagner. O mesmo destino teve a promessa de construir o semianel rodoviário de Ilhéus, que não conseguiu sair do palanque para a prancheta dos arquitetos e engenheiros. A cada dia que passa aumenta o número de veículos circulando em Ilhéus, muitos deles utilizando o centro da cidade apenas como passagem para outras cidades, atazanando a vida dos moradores.

O QUE É ISSO, COMPANHEIRO? III

A pobreza de realizações do Governo do Estado em Ilhéus contrasta ao extremo com a publicidade oficial nas emissoras de rádio e televisão mostrando as obras executadas pelo governo baiano, mas só que em outras cidades. São as realizações que ninguém conhece, mas são apresentadas por atores e outros personagens retirados do meio do povo, mas que recebe uma imersão de 40 dias num curso de teatro. Haja elogio!

Em Ilhéus, o povo já está tomando como afronta os outdoors elogiando a implantação da Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufesba), cuja sede será implanta em Itabuna. Enquanto isso, a reforma do prédio do Departamento de Polícia Técnica (DPT) se arrasta por anos a fio. Os distritos de Ilhéus também passam por total insegurança, sem nenhuma providência à vista, apesar das inúmeras reivindicações feitas pela população e os poderes públicos.

O POVO JÁ VIU ESSE FILME

Agora, com a proximidade das eleições, é chegada a hora das autoridades estaduais voltarem às cidades para pedir votos para seus candidatos, prometendo, como contrapartida, realizações como nunca feitas. As promessas não cumpridas passam a ser renovadas, só que com outras agendas para realizar as providências necessárias ao andamento dos pleitos.

Mas nada disso importa para os políticos experientes que sabem como se entender com o eleitor, pedir desculpas pelas possíveis falhas cometidas e a promessa de renovar os votos de esperança para futuro cumprimento. E assim vai rolando a dívida feita e sem qualquer perspectiva de pagamento por parte das autoridades. Mas o povo aguenta.

JAQUES WAGNER DESAGRADA ATÉ O PT

As constantes promessas feitas e não cumpridas tem causado um profundo mal-estar entre os participantes da base eleitoral do governador baiano. E isso não fica restrito aos militantes dos partidos aliados, cansados de anunciar as promessas do governador para Ilhéus e não ter como explicar à sociedade o não cumprimento. Os militantes do PT, partido do governador, já não aguentam mais.

Recentemente, o vereador Paulo Carqueija discursou em plenário cobrando as ações do governador, além de ir a Salvador protocolar, na governadoria, documento cobrando as promessas não cumpridas por Jaques Wagner. Recebido com “tapinhas nas costas” e elogios pela independência pelo desempenho do mandato legislativo em favor do povo, não viu acontecer uma reles ação governamental para Ilhéus.

Na certa estão aguardando uma cobrança maior.

A MESMA CARA…

Câmara de Itabuna

Os vereadores de Itabuna e Ilhéus vêm fazendo de tudo para tentar se consagrar como o pior dos dois legislativos. É o Clóvis Loiola (de péssima lembrança) que está fazendo história e alunos. Todas as mazelas feitas na câmara dos “papa-jaca” estão sendo seguidas à risca pela câmara dos “papa-caranguejo”, pelo menos no tocante aos desmandos praticados com o suado dinheiro dos contribuintes.

Em Itabuna, pelo menos por enquanto, Clóvis Loiola continuar desfilando nem tão garbosamente como antes, mas se apresenta como um poço de virtude e moralidade, com a maior dissimulação, tentando aparentar que nada de errado cometeu. Ao tentar se defender das primeiras acusações, saiu-se com o discurso tosco de que estaria sendo vítima de ação de “inimigos”, por ser um homem do povo, que mesmo sem letras conseguiu subir na vida.

…OS MESMOS DEFEITOS

Em Itabuna, pelo menos, o discurso não pegou e Clóvis Loiola continua vereador, apesar de ter perdido a presidência da mesa diretora, no melhor estilo “vão os anéis, ficam os dedos”, ou seja: dos males o menor. Em Ilhéus, operação abafa de estilo idêntico para defender da cassação o presidente Edvaldo Nascimento, o conhecido Dinho Gás, acusado de ter “metido os pés pelas mãos” em relação às finanças do legislativo.

“FANTASMAS CONHECIDOS”

Câmara de Ilhéus

Uma simples verificação nas contas do legislativo ilheense no Tribunal de Contas dos Municípios, feita pelo vereador Paulo Carqueija (PT), identificou uma folha de pagamento de pessoal fora dos padrões, sem qualquer “amarração” com as leis que regem a contratação de pessoal, sejam do quadro funcional estável ou os conhecidos cargos de confiança.

A denúncia do vereador caiu como uma “bomba” e já se dava como “favas contadas” a cassação do mandato do vereador-presidente, pela gravidade que a denúncia representava. De novo, o presidente e alguns dos vereadores ligados ao grupo que representa se valem do singelo argumento utilizado anteriormente por Loiola, dando conta de uma retaliação à falta de intelectualidade de Dinho Gás. Quanta Pobreza de espírito!

“FANTASMINHAS CAMARADAS”

Após uma análise perfunctória dos nomes – que incluía até Regina Duarte, não a atriz –, se descobriu que os “fantasmas” eram conhecidos, ou melhor, poderiam ser chamados de “camaradas”, dada a proximidade com a família do presidente Dinho Gás. Mesmo com todas as evidências, as suspeitas recaíram sobre uma pessoal da confiança (será?) do presidente: o tesoureiro teria cometido um deslize e traído a confiança depositada, elaborando uma longa lista de pessoal, coisa acima de R$ 80 por mês, pagos com cheques do Legislativo.

Acuado, o tesoureiro acusou o irmão do presidente da Câmara de ter lhe passado a lista com os nomes das pessoas aquinhoadas com a amizade presidencial, que em troca seriam beneficiadas com parte da grana. Simples, não fosse a perspicácia do vereador Paulo Carqueija em cotejar todas as leis que criavam cargos e a folha de pagamento. Não deu outra, tinha “gato na tuba” do presidente Dinho.

AUDITORIA FAZ DE CONTA

Sem grandes novidades, o relatório da Comissão de Sindicância da Câmara de Ilhéus, como era de se esperar, mostra que realmente houve culpa, mas não do presidente e aponta para um “mordomo” para levar a culpa: José Ágdo Oliveira da Silva. Para o servidor não “botar a boca no mundo”, acrescentam outro participante do crime, o irmão do presidente Dinho Gás, João Nascimento, além do culpado mais notório: a imprensa.

Convém agora o presidente da Câmara de Ilhéus explicar o que fazia o seu irmão mandando e desmandando no âmago do legislativo, cometendo crimes contra o patrimônio público. Enquanto não se explica, providenciou o imediato afastamento dos quadros de cargos comissionados do “servidor culpado”, nada disse sobre os “fantasminhas camaradas” serem seus vizinhos (do presidente), e ainda deu o caso como encerrado. Resta agora manter o “espírito de corpo” para deixar tudo como está.

Esta é a vida fácil das nossas autoridades.

MARCHA DE PREFEITOS I

Luiz Caetano, presidente da UPB

Em busca de uma reposta para as demandas municipalistas entregue ao Governo do Estado no primeiro semestre deste ano, os prefeitos baianos, sob o comando da União dos Municípios da Bahia (UPB), marcharão rumo à governadoria do estado para conversarem com o governador Jaques Wagner. A data da caminhada será definida no dia 12 de setembro em assembleia geral na sede da UPB.

“Dia 12 realizaremos uma grande assembleia com todos os prefeitos lá na UPB. Neste dia, além de debatermos nossas dificuldades municipalistas e definirmos nossa mobilização em Brasília nos dias 13 e 14 para pressionar a votação dos royalties do petróleo, também vamos aprovar uma data para caminharmos rumo à governadoria. Já falei com Wagner que iremos em marcha até lá cobrar os convênios que muitos municípios assinaram com o governo”, afirmou Luiz Caetano, presidente da UPB.

MARCHA DE PREFEITOS II

As demandas dos prefeitos desse Brasil afora extrapolam e chegam a cúmulo de pedir a extinção de muitas leis destinadas ao controle orçamentário e fiscal. Em parte, os prefeitos têm razão, pois estimulados que são pelas ações (nefastas, por sinal) vinda do Governo Federal, a exemplo da contratação sem concorrência de obras destinadas à realização da Copa do Mundo de 2014.

Após tanto tempo fazendo marketing da conquista de realizar uma Copa do Mundo no Brasil, o Governo Federal esqueceu (de propósito, claro) de iniciar os procedimentos legais para a construção e reforma dos estádios onde deverão ocorrer os jogos. Ora, se o Governo Federal pode assim proceder; se o Governo do Estado pode realizar contratações através de “redas”; os municípios também devem ser liberados para também praticados seus desmandos. Se a constituição diz que todos são iguais…

DIREÇÃO DA CEPLAC

O administrador de empresa e técnico em agropecuária Eliezer Correia poderá tomar posse esta semana como superintendente regional para a Bahia, em substituição ao engenheiro agrônomo Antônio Zózimo. Os membros integrantes da atual superintendência – liderados por Zózimo – pediram exoneração dos cargos que exercem, para surpresa geral.

O grande problema, segundo notícias, seria a falta de recursos – financeiros e materiais – para a realização dos projetos em curso. Mas, na realidade, o problema é outro e de ordem política. A ingerência na Ceplac é grande e é atende pelo nome e sobrenome do deputado federal Geraldo Simões, que age como seu fosse seu feudo.

O grupo mostrou larga competência para administrar a Ceplac, que foi condenada a “morrer” de inanição, por falta da contratação de pessoal, tanto da área administrativa como científica.

BOA NOTÍCIA

A Comissão de Defesa do Consumidor aprovou esta semana o Projeto de Lei 7473/10, do deputado licenciado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), que obriga as empresas concessionárias de serviços públicos a devolver ao consumidor os valores referentes ao PIS e à Cofins repassados às suas tarifas. Pelo projeto, a obrigação se aplica às prestadoras dos serviços de telefonia, fixa ou móvel, de energia elétrica e de água e saneamento. Os valores devolvidos seriam atualizados monetariamente, pela taxa Selic, e ressarcidos em até seis parcelas mensais e consecutivas.

O relator da proposta, deputado Gean Loureiro (PMDB-SC), defendeu a aprovação do texto. Ele ressaltou que hoje as empresas não revelam aos consumidores a cobrança, o que constitui afronta ao dever de informar a composição e o preço de produtos e serviços. O Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90) prevê essa obrigação, de forma que o cliente possa contestar a tarifa. Loureiro também destacou que há insegurança jurídica no setor e falta base legal para a cobrança. Ele citou decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que, em 2008, considerou abusivo o repasse do PIS e da Cofins para as tarifas.

CONTAM POR AÍ…

Quando governador, Paulo Souto gostava passar os fins de semana na pacata Canavieiras, cidade em que podia circular livremente sem as constantes “aporrinhações” da vida política, com pessoas lhe parando nas ruas para pedir benesses, que vão desde o emprego para si e parentes até a construção de obras e serviços que trouxessem os benefícios, como costumeiramente precisava se esquivar, deixando esse mister para os assessores mais chegados, treinados para deixar importunar o governador.

Na maioria das vezes, entretanto, o governador teria de desembarcar em Ilhéus, por conta da falta de condições e segurança para pousar no aeroporto de Canavieiras. Nesses casos, o hoje aeroporto Jorge Amado era a solução. Só que, para o desespero de Paulo Souto, pessoa recatada, a chegada do avião do governador era um acontecimento, visto que também “era ilheense”, cidade que morou por muitos anos, estudando e trabalhando como radialista e geólogo.

Nesta época, o prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, conhecedor dos hábitos de Paulo Souto, alertou seus amigos que trabalhavam no aeroporto – desde os motoristas de táxis, carregadores e funcionários da Infraero – de avisá-lo imediatamente sobre a chegada do avião governamental. E os pedidos do prefeito eram consideradas ordens, não podiam deixar de ser cumpridas.

Às sextas-feiras, como eram de costume, os telefonemas disparavam para o Palácio Paranaguá: “O avião do governador está com previsão de aterrissagem para tantas horas”. Imediatamente, o prefeito se desincumbia dos seus afazeres, apressava as audiências concedidas para estar no aeroporto antes do avião aterrissar. Afinal, ficava bem receber o governador na porta do avião.

Não só pela gentileza demonstrada, mas era preciso também mostrar à população que desfrutava de grande prestígio junto ao governador. Era o máximo e, imediatamente os fotógrafos eram colocados a postos para flagrar os momentos mais importantes, o cumprimento ainda na pequena escada da aeronave. Enquanto os flashes pipocavam, os radialistas entravam “ao vivo” nas programações das emissoras para documentar a cena, revelando aos “queridos ouvintes” a preocupação do prefeito em receber o governador na intimidade, ocasiões mais do que propícias para numa conversa de “pé-de-orelha” tratar das reivindicações para Ilhéus.

Por mais que o governador Paulo Souto se esquivasse desses encontros nos fins de semana, a perspicácia de Jabes Ribeiro não permitia. “Espiões” a postos, não dava outra, assim que o piloto da governadoria preenchia o plano de voo em Salvador, os telefonemas disparavam e o prefeito se aprontava para a recepção semanal. Era a glória.

Num desses fins de semana, a agenda do governador era outra e sua passagem por Ilhéus tinha como finalidade apoiar outro candidato a prefeito para Ilhéus, o que seria decidido num lauto almoço na residência do então deputado federal Roland Lavigne. Desta vez – pensava o governador –, estaria livre para conversar sobre a política ilheense, pois, além de adversário político, seu anfitrião era considerado inimigo de Jabes. Enfim, a conversa seria longa, definitiva e bastante proveitosa.

Antes, porém tomou todas as precauções para desembarcar em Ilhéus longe dos olhares curiosos e vigilantes dos amigos do prefeito. Dito e feito, chega o avião, o governador desembarca e embarca num carro enviado por Roland Lavigne para conduzir Paulo Souto até sua residência. Como sempre, o serviço de informação municipal funcionou.

Sem perder a elegância, Jabes Ribeiro se dirige à residência de Roland Lavigne, toca a campainha, e como se convidado fosse, se apresenta para uma conversa institucional, republicana, como diriam os petistas. E a situação realmente permitia, pois estavam juntos nada menos do que o prefeito de Ilhéus, o governador da Bahia e o deputado federal por Ilhéus, Roland Lavigne.

Um whisky de entrada, vinhos durante o almoço e Jabes se desmanchava em gentilezas (fora das vistas dos eleitores) com o anfitrião e o governador, não permitindo que ambos discutissem a sucessão ilheense. Barrigas cheias – fome saciada, melhor dizendo – as visitas se despedem e cada um procura seu destino: Roland continua em casa, o governador se dirige a Canavieiras e Jabes desfila pelas ruas de Ilhéus de volta ao Palácio Paranaguá.

Moral da história: O político não dever perder a fleuma e considerar a oposição como adversária, apenas, e não inimiga.

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Walmir Rosario

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