DO PÚBLICO AO PRIVADO

A CULPA É DA IMPRENSA I

Esse velho chavão continua sendo dito constantemente sem qualquer cerimônia pelos políticos. Fazem o que querem e como bem entendem, mudam de partidos políticos como se muda de roupa, mas condenam um dos seus liderados quando não estão mais satisfeitos em seguir na mesma agremiação ou projeto político. De uma hora para outra, quem o serviu por longo e longos anos passa a não valer nada ou possuir mérito algum.

Esses mesmos políticos não costumam avaliar a extensão do problema que poderá causar com entrevistas e conversas públicas e depois, com a maior desfaçatez, culpam a imprensa. Ora, a um profissional de imprensa cumpre o seu papel de relatar ou reportar um fato acontecido no seu veículo de comunicação. Caso seja um articulista, analisar os fatos cometidos por determinadas pessoas, notadamente se têm interesse público. E assim o fazem.

A CULPA É DA IMPRENSA II

Entretanto, é bastante comum a um político, seja ele com mandato ou sem ele, se queixar, no público ou no privado, de determinada notícia ou comentário feito pelos profissionais de imprensa. Não importando se o fato seja verdadeiro, esses políticos pretendem calar a opinião, como se tivessem uma ascendência sobre o veículo de comunicação ou o comunicador.

Nesses casos, seria bem mais prudente aos políticos pesarem e sopesarem as palavras, planejar qual o tipo de entrevista a ser concedida e as possíveis repercussões. Caso fossem afeitos a esse procedimento, não veriam suas palavras ganharem o mundo com o efeito negativo do que disseram. Pode até ser que não houvesse a intenção de se expressar daquela maneira, mas assim o fizera e assim será entendido.

É chegada a hora do político também manter seus cuidados. Como dizia a “velha raposa política mineira” Tancredo Neves (de saudosa memória), “político deve ter medo até de descer o meio-fio”, numa alusão ao general Hugo Abreu, paraquedista do exército, que poderia ser seu adversário na eleição presidencial.

CAIU NA REAL I

Em entrevista ao radialista Vila Nova, na FM Conquista, o ex-prefeito Jabes Ribeiro, enfim, admitiu que grande parte dos seus liderados debandaram de sua pré-candidatura há tempos. Tudo indica que essa declaração foi um “ato falho” de Jabes, pois se considera o pré-candidato com maior índice de intenção de votos para a eleição municipal do próximo ano.

Pelas contas dele, cerca de 70% dos seus seguidores o abandonaram e hoje são considerados seus ex-amigos, grupo que vem crescendo bastante em Ilhéus. Para compensar, segundo Jabes, hoje ele vem conquistando seguidores dentro da faixa de pessoas mais jovens. Por mais que os entendidos em política busquem explicações, não conseguem concatenar essa mudança, haja vista que se trata de um político com discurso velho e retrógrado, que prega a discórdia e a separação.

CAIU NA REAL II

Na opinião dos especialistas em política e em campanha eleitoral, Jabes apenas está blefando e seu discurso é de quem não será candidato, pois sua constante peroração deixa clara a intenção de desconstruir as diversas pré-candidaturas já postas pelos partidos adversários. Um desses marqueteiros explicou que Jabes tenta tirar um “coelho da cartola” para lançá-lo candidato a prefeito, exercício considerado difícil tendo em vista da dificuldade da escolha.

Que fique bem entendido que a dificuldade não é decorrente da abundância de candidatos do cada vez mais restrito grupo de Jabes, mas por absoluta ausência deles. Esse problema é decorrente da individualidade de Jabes, notadamente no exercício do poder. Um desses exemplos pode ser visto durante o seu último mandato, quando colocou diversos secretários e amigos para brigar “no ringue político”, queimando-os todos e escolhendo o velho Soane Nazaré de Andrade como candidato a sua sucessão.

CAIU NA REAL III

Essa briga interna tramada por Jabes Ribeiro fez com que o seu governo tivesse um final melancólico, em vista do clima tenso e rancoroso entre os secretários, que se digladiavam entre eles, se espelhando no individualismo do líder político (deles). Essa atitude criou cisões internas e desagradou a população ilheense, demonstrando o seu repúdio antes mesmo das eleições, conforme mostrou as pesquisas de opinião de voto.

Para os especialistas, a estratégia utilizada por Jabes é bastante conhecida e praticada largamente entre os políticos individualistas, mais conhecidos como “mandacarus”, por não proporcionarem “sombra ou encosto”, numa alusão à uma das espécies de cacto bastante conhecida no bioma da caatinga. Segundo esses marqueteiros, ela (a estratégia) é usada com a finalidade de eleger um candidato de oposição que, em tese, pode ser facilmente derrotado na próxima eleição. Só que com Jabes Ribeiro a estratégia não funcionou, no todo, pois apesar de eleger Valderico Reis, Jabes não conseguiu voltar à prefeitura.

MODELO DECADENTE

É bastante difícil para um político se manter no poder e ter a influência necessária diante do eleitorado quando não recicla seu discurso, seus atos e ações. Aos poucos, os liderados começam a se afastar, os candidatos indicados por ele não recebem o retorno esperado do eleitorado, e ele, sequer, consegue renovar o mandato, apesar das tentativas.

Exemplo límpido e cristalino dessas afirmativas pode ser medido no político Jabes Ribeiro, que apesar de ter sido prefeito de Ilhéus por três mandatos, não conseguiu se eleger deputado estadual, eleger seu sucessor na prefeitura, ou os irmãos deputado estadual, vice-prefeito e vereador. Para completar, ainda navega nas incertezas de ter registrada sua candidatura ao Palácio Paranaguá na eleição do próximo ano.

São os revezes impostos pela vida.

PROMESSAS…PROMESSAS I

O governador Jaques Wagner, que tinha prometido em 2009 a duplicação da BR-415 entre o bairro Nova Itabuna a Ferradas, esqueceu-se de parte da promessa e só vai entregar outra parte: a recuperação da BR-415 entre Itabuna e Ibicaraí. Como o bairro de Ferradas fica localizado nesse trecho, é sinal que fica o dito pelo não dito, tudo na conformidade da “garantia” de políticos.

Não se sabe, até porque não disse nem foi perguntado, se o que fez o governador Jaques Wagner a mudar de ideia. Primeiro, prometeu ao prefeito Azevedo, com o aval do deputado federal Luiz Argôlo-PP (foto), também presente ao encontro. Como uma obra desse nível não pode ficar sem pais e padrinhos, o deputado estadual Augusto Castro também se jactou de ser o autor da façanha e até apareceu em foto com o vice-governador Otto Alencar.

PROMESSAS…PROMESSAS II

Como dizem que para bom entendedor meia palavra basta, dá para desconfiar que Jaques Wagner deve ter se aborrecido com alguém, que pode ser o próprio Capitão Azevedo, que lhe fez juras de amor eterno, garantiu fazer campanha para os candidatos do governador e não cumpriu, ou ao próprio deputado Luiz Argôlo, que se encontrava ao lado de Wagner.

Promessa de político, ainda mais os que “garantem” fazer mundo e fundos, causa desconfiança nos eleitores mais precavidos. Em alguns jornalistas causa urticária e outros males do fígado, estômago e outras partes do cansado ser humano. No experimentado jornalista Antônio Lopes, “garantia” de candidato causa, também, náuseas, distúrbios cardiovasculares. Já até imagino ele comentar essa notícia dadas nos blogs e jornais: “Será que ainda existe um imbecil que acredita em garantia de político?”, dirá com certo asco.

Tomara que Wagner não tenha se desgostado é de Itabuna!

ULTIMATO

Verdadeiramente, os 101 anos de Itabuna não foram tão vigorosos como imaginavam o prefeito Azevedo, a começar pela falta de obras a inaugurar. Também não deveria passar pela sua cabeça a ducha de água fria que lhe jogou o governador Jaques Wagner, por ocasião da assinatura do Pacto com os Municípios, através do programa Todos pela Escola, quinta-feira (28), no auditório da FTC de Itabuna. Até então, em seu discurso, Capitão Azevedo pediu verbas para Itabuna e para justificar a não adesão ao programa, disse que não só a educação era fundamental para o cidadão, mas também a saúde, daí pediu mais verbas para o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães.

Como quem fala por último pode mais, Wagner foi incisivo em dizer que já vinha ajudando muito a saúde de Itabuna e estaria até disposto a fazer mais, desde que o prefeito resolvesse entregar o Hospital de Base para o Estado. E disse mais: “Mas esse é um assunto que só compete ao prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, resolver, pois o hospital é propriedade do Município”. O recado foi dado de forma franca e direta, aguarda-se, agora, a reação de Azevedo.

HBLEM

Pelo visto, a queda de braço travada entre o prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, e o governador do Estado, Jaques Wagner, ainda poderá causar enormes prejuízos a Itabuna. O atendimento à saúde é um desses setores mais prejudicados, apesar da extrema importância que representa para o ser humano, pois representa o bem maior: a vida. Entretanto, esse fator não é visto assim pelos nossos governantes.

Para eles, a única importância do Hospital de Base de Itabuna e o atendimento de média e alta complexidades representam apenas o exercício do poder para controlar cargos comissionados, distribuir os serviços entre os “amigos” donos dos serviços de saúde, comprar insumos e outros bens e serviço de acordo com a relação de interesse. E a população de Itabuna e região continuarão a receber os maus-tratos de um serviço desestruturado e cheio de vícios.

ILHÉUS COMO EXEMPLO

Ainda no discurso de Jaques Wagner nos 101 anos de Itabuna, Ilhéus foi a grande homenageada. Para todo o público presente ao auditório da FTC, Wagner “garantiu” (olha esse nome aí de novo) um pacote de obras para Ilhéus, para desespero dos rivais itabunenses. A cada frase que emitia sobre Itabuna usava Ilhéus como exemplo, principalmente com informações sobre as obras que pretende construir ou já está iniciando a construção.

E os exemplos não foram poucos: duplicação da BR-415, mas com a construção de um moderno anel rodoviário, “porque não sou louco de colocar todo o tráfego no centro de Ilhéus”, avisou. Na fila das construções a segunda ponte ligando o centro de Ilhéus ao bairro do Pontal, obra que promete colocar, ao menos, antes de sair do governo, um primeiro pilar. Também não esqueceu do Complexo Intermodal do Porto Sul e um banho de asfalto pelas ruas ilheenses.

E tudo na casa do adversário, como diriam os futebolistas da época em que Itabuna e Ilhéus rivalizavam com suas seleções e seus times profissionais.

UNIVERSIDADE FEDERAL

A criação da Universidade Federal do Sul da Bahia, com sede provável nas cidades de Ilhéus ou Itabuna, permanecerá como uma das boas intenções de alguns políticos e que obteve a adesão de grande parte da sociedade regional. E isso ficou bastante claro no discurso feito pelo governador Jaques Wagner na assinatura do “Todos pela Escola”, durante a comemoração dos 101 anos de Itabuna.

A Universidade será criada, sim, mas terá como sede a cidade de Teixeira de Freitas, no Extremo Sul do Estado. Portanto, uma simples diferença marcará essa universidade, que terá o Sul incluído no nome, quando na verdade deveria constar Extremo Sul. Diante da disposição do governador Wagner, o PCdoB, que entregaria – de forma solene – um documento com tal reivindicação, entendeu o significado e manteve-se calado.

Deve ter entendido o recado de Wagner!

CONQUISTA NO GRITO

Os portadores de deficiência visual deram uma demonstração que aprenderam bem a lição com o Partido dos Trabalhadores (PT) e a praticam até hoje, quando necessário. Portando faixas contra a determinação de ter de pagar passagem nos ônibus intermunicipais da empresa Rota que fazem as linhas entre Itabuna, Ilhéus, Buerarema, Itajuípe e Itapé, reivindicaram ao governador Jaques Wagner, no grito (literalmente), a concessão desse benefício.

Em resposta, o governador disse que tomaria tais providências junto à Agerba, para saber se existiria lei que garantisse a gratuidade. No caso positivo, imporia à Rota o cumprimento da legislação; caso não houvesse determinação legal, enviaria projeto de lei à Assembleia Legislativa (AL) para apreciação e aprovação. Wagner, inclusive, fez referência à presença do presidente da AL, Marcelo Nilo, para dar andamento.

Mesmo assim, o grupo de deficientes não recolheu as faixas e continuou reivindicando uma posição mais urgente, no que foi retrucado por Wagner.

– Gostaria que vocês descansassem os braços e poupassem as gargantas pois a reivindicação foi anotada e será encaminhada. Sou democrático, mas no grito não se resolve nada – ponderou.

Mas os deficientes não se intimidaram e lembraram ao governador:

– Governador é gritando que se conquista! –

Jaques Wagner entendeu o recado, deu uma risada e continuou o discurso, lembrando que essa era a prática usada pelo seu partido antes de chegar ao poder.

BOA NOTÍCIA

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) deve votar na próxima terça-feira (2), às 10 horas, em decisão terminativa , projeto do senador Paulo Paim (PT-RS) que concede um acréscimo no valor dos benefícios de aposentados pelo Regime Geral da Previdência Social que permanecerem em atividade ou retornarem ao serviço.

O aumento proposto por Paim é de um trinta e cinco avos para homens e um trinta avos para mulheres, por ano de contribuição adicional.

O projeto (PLS 214/07), que recebeu voto favorável do relator, senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), determina que o cálculo do adicional seja feito sobre o valor do salário de contribuição e que sua concessão se dê a cada três anos ou no momento em que o aposentado se afastar da atividade definitivamente. Além disso, estabelece que o valor do benefício da aposentadoria, acrescido do adicional, não poderá exceder ao limite do maior salário de benefício da Previdência Social.

Na justificativa da matéria, Paim assinala a importância de estimular a permanência no trabalho de pessoas com maior experiência. “Podemos conceder um estímulo à continuidade no mercado de pessoas com experiência, tenacidade e que pautaram sua vida pela contribuição legal e pela formalidade de suas atividades”, argumenta.

CONTAM POR AÍ…

Com os primeiros sinais da redemocratização do país, ainda no ano de 1984, os movimentos políticos e sociais começaram a colocar o povo nas ruas. No Sul da Bahia não foi diferente e os funcionários públicos municipais deram a partida. Na Ceplac, instituições conhecida pela eficiência dos seus quadros e hierarquia, o movimento surpreendeu muita gente – de dentro e de fora, que não acreditavam no que viam: era o movimento sindical instalado, com as bênçãos e a capacitação do Partido dos Trabalhadores (PT).

Em Itabuna e Ilhéus, as duas maiores cidades da região, as caminhadas e manifestações percorriam as ruas, tomavam praças demonstrando as reivindicações e a necessidade de mudanças, sobretudo na relação patrão-trabalhador. Tímida no início, aos poucos as fileiras do recém-criado Conselho das Entidades Representativas dos Funcionários da Ceplac foram sendo engrossada com a adesão dos funcionários mais graduados, na sua grande maioria pessoas que não militavam na política partidária.

E não demorou a recrudescer o relacionamento entre a direção e os funcionários em geral, cujo tratamento era o de “colega”. De pronto, os veículos de comunicação foram acionados para desestruturar o movimento, tido e havido como baderneiros comandados por alguns poucos incendiários. Mas não resistiu e, aos poucos, os o Conselho das Entidades foi ganhando a “guerra da comunicação”, haja vista o crescimento da representação sindical.

Como era de se esperar, a greve primeira greve era inevitável e foi aprovada em uma grande assembleia. Nesse período que antecedeu a primeira greve (história na região), era grande a movimentação de pessoas ligadas aos ainda considerados partidos de esquerda: PT, que obtinha o comando quase que total; o PCdoB, em menor escala; PCB, com alguns “gatos pingados”; e até do PMDB, estes nem tão bem-vistos pelos petistas, mas aceitos diante das circunstâncias.

Às 4 da madrugada os líderes do movimento saem de Ilhéus e Itabuna e se encontra no local previamente combinado – o ponto de ônibus em frente à fazenda Primavera. Lá, após a visita de reconhecimento aos portões de entrada da sede da Ceplac, combinam a invasão e o fechamento do órgão – considerado um avanço para os sindicalistas e um sacrilégio para os dirigentes e os funcionários que ainda não viam com bons olhos o Conselho das Entidades.

Sem encontrar qualquer resistência, assumem a portaria da Ceplac, colocam as faixas, fecham as passagens. Ninguém entrava ou saia se não obtivessem a permissão dos novos mandatários: os piqueteiros. Um pouco mais tarde chegam alguns policiais federais disfarçados de jornalistas, fazem fotos dos piqueteiros, com direito a pose e tudo mais e vão embora. Em seguida chega a Polícia Militar, que conversa com os líderes do movimento e acertam a entrada dos dirigentes e do pessoal de serviços considerados essenciais, a exemplo do tratamento de animais e plantas pesquisadas.

O primeiro entrevero registrado foi entre o radialista e professor Odilon Pinto, que à época apresentava o programa radiofônico da Ceplac “De Fazenda em Fazenda”, que ao deixar a Rádio Jornal – junto com o sonoplasta Renan Brandão – e voltar para o estúdio mantido pela Divisão de Comunicação para gravar os quadros do programa do dia seguinte foi impedido de entrar. Militante do PCdoB durante os “anos de chumbo”, Odilon tinha outro projeto que não a volta à política, muito menos a sindical e resolveu desobedecer as ordens dos líderes do Conselho das Entidades.

Sem esboçar qualquer reação de violência ou de contra-ataque ao piquete formado pelos sindicalistas, Odilon Pinto continuou na sua intenção de furar o bloqueio sem se incomodar com o cerco feito a ele. Para conter o ímpeto do radialista, os piqueteiros – já devidamente instruídos para uma reação desse tipo – jogaram uma bandeira do Brasil ao chão, justamente no caminho que Odilon pretendia seguir.

Como uma esfinge – que pouco se manifesta e de quem não se sabe o que pensa ou sente e qual a reação – Odilon continuou o seu caminho, deu dois passos apenas, ultrapassou a bandeira jogada no chão e continuou sua caminhada para o trabalho. Por certo, naquele momento deve ter passado por sua mente toda sua luta contra a ditadura militar, que lhe custou mudanças de endereço, prisões e torturas.

E esse terrorismo praticado contra Odilon Pinto, que passou a ser chamado pelo Conselho das Entidades – leia-se Geraldo Simões e sua turma – de “Pisa na Bandeira” continuou a ser praticado também contra outros ceplaqueanos que ousassem a não se submeter aos caprichos do grupo. E essa prática perdurou até que o grupo de Geraldo Simões assumiu a direção da Ceplac, quando passou a cometer as mesmas injustiças das direções passadas. Sem a “moral” de antes, tudo voltou ao normal.

E o movimento perdurou por vários dias sem que se chegasse a uma negociação conforme o interesse de ambos os lados. Se para os piqueteiros a greve representava trabalho dobrado, para outros funcionários era o paraíso, pela oportunidade de frequentar a praia nos dias destinados ao serviço, pelas viagens antes programadas e que nunca podiam ser feitas. E tudo continuou como se nada tivesse acontecido.

Enfim, esse é preço que se paga em qualquer movimento de ordem política, seja para atender o social ou não.

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