DO PÚBLICO AO PRIVADO

PRA QUEM JABES MANDA RECADO? I

O ex-prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, manda recado para algumas correntes políticas da cidade. De quebra, cita nome de pessoas, muito deles ex-correligionários, outros nem tanto, mas que ele acredita que poderia “turbinar” sua campanha para retornar ao Palácio Paranaguá como seu mais alto mandatário.

Na verdade, como sempre, Jabes usa metáforas e alegorias políticas para mandar seus recados. De tanto fazer isso, haja vista os anos que passou no poder, tanto na Prefeitura quanto no parlamento ou Governo do Estado, que os políticos ilheenses, seus ex-liderados ou não, conseguem decifrá-los de pronto, ou seja, no primeiro momento.

PRA QUEM JABES MANDA RECADO? II

Só que os métodos utilizados por Jabes Ribeiro são ultrapassados e relembram os velhos tempos da ditadura militar, através da pressão intelectual e material, como se somente ele fosse profundo conhecedor das artes da política. Verdadeiramente, os recados mandados por Jabes podem ser entendidos pelo avesso, pois ele mesmo é sabedor de que não se “chuta cachorro morto” por absoluta ser desnecessário.

A estratégia é outra: atirar no que viu e matar o que não viu. E para empreender essa empreitada não está sozinho e se aliou à outras correntes políticas que pretendem ampliar a participação no latifúndio político-eleitoral ilheense. No caso de Jabes, a história é um pouco diferente e ele tem convicção ser essa sua última cartada para continuar demonstrando que “estaria vivo” e dando as cartas.

PRA QUEM JABES MANDA RECADO? III

Um desses aliados de Jabes Ribeiro nessa empreitada é o deputado federal Geraldo Simões, que nunca conseguiu impor sua liderança (na verdade, liderança se conquista) em Ilhéus. Por isso, os recados mandados por Jabes tem destino certo, quando se trata das pessoas, mas de conteúdo totalmente diverso.

Quando Jabes diz que não quer nada com quem participa do Governo Newton Lima, leia-se, por favor, “saia daí urgente para fragilizar o governo que eu garanto ‘uma boquinha’ se me ajudar a chegar à Prefeitura”. E essa mensagem chega de forma desesperadora, haja vista serem os destinatários petistas ligados ao deputado federal Josias Gomes.

PRA QUEM JABES MANDA RECADO? IV

Apesar de Jabes alardear aos quatro cantos que é o candidato preferido do governador Jaques Wagner, seus adversários dizem essa “cantiga já furou o disco de tanto tocar”, embora ninguém tenha ouvido, uma só vez, nem mesmo por ouvir dizer. O que preocupa o ex-alcaide é a aproximação do governador com o prefeito Newton Lima, propondo a continuidade da coligação PSB-PT.

E essa atitude do governador atingiu, em cheio Jabes Ribeiro, que acusou o golpe, ao saber que o candidato preferido de Wagner – com diversas insinuações e afirmações – é o deputado federal Josias Gomes. E o PSB, ao entender a mensagem, saiu na frente lançando a pré-candidatura do vereador Alcides Kruschewsky ao Palácio Paranaguá. Para tanto, Alcides deixou o cargo de secretário de Governo e Assuntos Estratégicos para retornar ao Legislativo.

PRA QUEM JABES MANDA RECADO? V

Como dizem as “raposas políticas” que política e coligações não são feitas com fígado, a estratégia utilizada pelo ex-prefeito de Ilhéus é uma ação que beira ao desespero. Embora lhe pareça bonito ir às emissora de rádio fazer ameaças ou prometer coisas fantasiosas, cada vez mais Jabes cava sua sepultura para enterrar, de vez sua carreira política.

Esquece Jabes, porém a população de Ilhéus lembra bem, as sucessivas derrotas contabilizadas por ele durante sua carreira política. E isso fica bastante evidenciada nas pesquisas de opinião realizadas no município, que o apontavam com cerca de 90% de rejeição. Esse índice, tende a aumentar a cada aparição desastrosa do ex-alcaide, que vem agindo na contramão do marketing político em vez de juntar espalha apoios, esnoba votos.

PRA QUEM JABES MANDA RECADO? VI

A demonstração do “soco recebido no fígado” foi dada nesta última semana quando concedeu entrevistas ao radialista Vila Nova, no programa O Tabuleiro, e ao jornalista Maurício Maron, do site Jornal Bahia Online. Neles, Jabes destila veneno, esnoba pessoas. Chegou ao cúmulo de dizer que profissionais e políticos em atuação em governo dialoguem com ele, como se essas pessoas estivessem cometendo traições, conspirações contra as organizações a que servem.

Com isso, Jabes demonstra que em política existem adversários e não inimigos. No mínimo, deve ter tomado essas lições (erradas, por sinal) com o deputado federal Geraldo Simões, que se notabilizou pela prática de tentar desconstruir fatos e pessoas que não rezem por sua cartilha. Mas o tiro saiu pela culatra e na certa terá troco, por ter sido o atingido o sindicalista Magno Lavigne, atual secretário de Governo e Assuntos Estratégicos, condutor do processo político do governo Newton Lima e que alimentará a campanha eleitoral do próximo ano.

PRA QUEM JABES MANDA RECADO? VII

Na visão – caolha, por sinal – de Jabes Ribeiro, todos os partidos e os políticos ilheenses estão equivocados e teriam que alisar os bancos de sua escolinha. Como que se reencarnasse num novo Collor de Mello, Jabes desanca sobre as pessoas como se todos tivessem a obrigação de lhe dever subserviência, prometendo, tal e qual um Antônio Conselheiro repaginado, “um rio de leite e uma ribanceira de cuscuz” para os amigos e as profundezas dos infernos para os inimigos.

Tirando os arroubos messiânicos, Jabes se recolhe ao trabalho de vender o seu partido, o PP (Partido Progressista) a prefeituras, não importando quais sejam. Basta que para isso lhe seja dado em troco qualquer tipo de adesão para que tente voltar à Prefeitura de Ilhéus, ou vice-versa. Como tem se perenizado o ditado que “a voz do povo é a voz de Deus”, não custa a qualquer um acreditar o ex-alcaide bate de frente com as circunstâncias.

Diante das circunstâncias, Jabes pode ser comparado a um professor (ops) que reprova todos os alunos, considerando-os incompetentes para aprender o que ele acha que ensina.

AZEVEDO É O CANDIDATO

Não agradou a todos os filiados do Democratas (DEM) o resultado da convenção do partido, que escolheu os membros do diretório e da executiva municipal. Um deles, que se considerava um “poderoso cardeal”, se esquivou de aparecer, já que previa o resultado. Em nenhuma das fotos foi visto, apesar das providências que vinha tomando no sentido de reverter o quadro.

De forma sorrateira, esse pretenso “cardeal” vinha visitando e mandando recados para lideranças políticas e jornalistas, prometendo mundo e fundos em troca de apoio numa futura (2012) campanha a prefeito de Itabuna. Sem prestígio e sem voto, o indigitado acredita que o dinheiro amealhado nessa administração seria mais do que suficiente para “comprar” lideranças e jornalistas.

E bem na cara de Azevedo.

SOU, MAS NÃO DIGA I

Ao elaborar uma matéria jornalística sobre a repercussão sobre a diminuição do território e do aumento da renda do ilheense, o Jornal Bahia Online produziu uma matéria curiosa: a fonte, que se dizia economista e professor da Uesc, pediu para não ser identificada. E tinha razão essa fonte, por saber que sua análise seria uma das mais absurdas, demonstrando falta de conhecimento sobre o assunto.

Na sua resposta, o incógnito professor da Uesc, cujo departamento para que trabalha não produz estudo algum sobre a economia regional, disse que ao “dedicar ao planejamento os louros da pesquisa do IBGE divulgada na semana passada, é jogar a sujeira para debaixo do tapete”. E foi mais além: “Se a cidade fosse efetivamente planejada, os recursos públicos não teriam sofrido quedas tão acentuadas” e tentou justificar sua teoria na “total incapacidade de se planejar as ações do município, com obras inacabadas e na falta de condições de se anunciar” o que vai se fazer daqui a uma hora”.

SOU, MAS NÃO DIGA II

Ao que tudo indica, o incógnito professor desconhece o sistema tributário e fiscal do país, que transformou as prefeituras em meras pedintes. A arrecadação do bolo tributário não representa sua divisão que obedece critérios econômicos, porém mesclados com as “bondades” chamadas de sociais. Enfim (no popular), quem arrecada mais é obrigado a dividir com os municípios cuja produção de tributos seja deficiente.

Não bastasse isso, faltou ao incógnito professor de economia da Uesc apresentar as variáveis responsáveis pelos resultados positivos e negativos da arrecadação. As condições que provocaram a queda da arrecadação não foram proporcionadas pelo município, ou pela falta de planejamento. Esqueceu o escondido economista que todos os recursos investidos em Ilhéus por outros entes federativos são fruto de prospecção das autoridades municipais e nem sempre são liberados conforme cronograma estabelecido.

Por último, município algum faz grandes negócios, ganha na loteria ou recebe vultuosas heranças, embora tenha que arcar com as dívidas deixadas pelas sucessivas administrações, honrando o pagamento de precatórios trabalhistas e acordo para o pagamento de calotes dados à Previdência Social e demais encargos, a exemplo do FGTS.

Na academia o que deveria prevalecer é a teoria apresentada em forma de artigos científicos, monografias, dissertações ou teses. Melhor, ainda, se assinadas.

HBLEM – O OBJETO DE DESEJO

Não é de agora que o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (HBLEM de Itabuna) se transformou em objeto de desejo das autoridades do município e do Estado da Bahia. Mas, ao contrário do que se espera, a preocupação não é para torná-lo eficiente no atendimento à população e sim pelo poder que a administração do hospital representa.

Implantado pelo prefeito Fernando Gomes para atender à população de Itabuna e região, com recursos do Município, Estado e União, o Hospital de Base foi concebido para ser referência em diversas especialidades, além de atendimento de traumas, notadamente resultantes de acidentes rodoviários. Entretanto, o que mais tem interessado às autoridades são os cargos de confiança que poderão se indicados e o uso da máquina administrativa.

HBLEM – OBJETO DE DISCÓRDIA

Em recente reunião para analisar a situação do Hospital de Base e propor soluções, o diretor do Departamento de Regulação da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, Andrés Alonso, garantiu que o Governo do Estado só pode ajudar se o município lhe entregar o hospital. “Quando o Estado não tem a propriedade da unidade, ele tem que pagar pela tabela SUS; quando a unidade é dele, paga-se pelo que custa”, disse.

Para o Governo do Estado, a questão não é a simples aritmética, e sim o poder que representaria o hospital para o governo petista estadual. Pouco importa aos representantes do Estado que o HBLEM tenha apenas uma fonte de receita: o SUS, ou que atenda a população de outras cidades. Por outro lado, o governo municipal também não abre mão do poder que exerce, nem mesmo esclarece as constantes denúncias de corrupção naquele importante equipamento hospitalar.

O povo que se dane.

LUTA CONTRA MISÉRIA

Durante o 5° Encontro Regional de Capacitação do TCM-BA com Gestores Municipais que acontece nesta sexta-feira (22), no Centro de Cultura João Gilberto, na cidade de Juazeiro, com a presença de mais de 350 pessoas, oriundas de 36 municípios da região, sendo 14 prefeitos, o prefeito Luiz Caetano, presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), convocou os gestores para unirem forças na luta pelos royalties do petróleo e para acabar com a miséria no Brasil.

Luiz Ca etano informou que, “o preço do petróleo só tem aumentado e com isso o valor dos royalties, mas o Rio de Janeiro quer tudo para ele. Mas, é preciso que o país entenda que o petróleo é uma riqueza nacional que deve ser distribuída entre todos. Principalmente entre os municípios mais pobres, que têm um IDH muito baixo. Esse pode ser o passo mais importante para o sucesso do programa Brasil Sem Miséria”.Falando sobre o programa do governo Federal, Brasil Sem Miséria, que pretende acabar com a pobreza no país, Caetano afirmou que, “na segunda-feira estarei com Wagner e Dilma lança o programa na Bahia. Mas, essa luta precisa ser intensificada a nível municipal, pois para acabarmos com a miséria isso deve começar nos municípios. Nós prefeitos devemos fazer uma busca ativa em nossas cidades para descobrir as famílias que ainda não são assistidas por nenhum programa federal, estadual ou municipal para cadastramos no Brasil Sem Miséria”.

BOA NOTÍCIA

O Jornal Agora completa neste 28 de julho próximo 30 anos (Bodas de Pérola) de circulação. Para comemorar o feito, promove, na noite de quarta-feira (27), uma grande festa na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB de Itabuna), com direito a boa música, gastronomia e homenagens.

Na grande festa do Jornal Agora serão homenageadas 30 personalidades da região. “Estamos nos dedicando para fazer o melhor e comemorarmos ao lado dos amigos e parceiros do jornal, que há 30 anos vem travando grande lutas em prol da nossa região. Esperamos brindar a todos com uma grande festa e que todos se sintam abraçados com nosso carinho”, ressalta a diretora de Marketing do Agora, Roberta Oliveira.

As festas promovidas por José Adervan são conhecidas pela qualidade.

CONTAM POR AÍ…

Campanha política de 2010 para eleger presidente, senadores, deputados federais e estaduais e governador. Em Ilhéus, a base aliada de Dilma Rousseff e Jaques Wagner e transbordava de adesões, mas como política é uma arte que requer muita astúcia, algumas lideranças, para garantir prestígio seja qual for o resultado das urnas, dão uma no cravo e outra na ferradura.

Bastante precavida, a deputada estadual Ângela Sousa fez dobradinha com alguns deputados federais, a depender da cidade, sendo que em Ilhéus o acordo foi fechado com o deputado federal Geraldo Simões e, apesar do seu partido pertencer à coligação que tinha como candidato a governador Geddel Vieira Lima, fez campanha para Dilma e Wagner.

Já o vice-prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, filiado ao PSDB, “armou seu barraco” na campanha de José Serra e Paulo Souto, pulando a cerca – por motivo justo – quando se tratava dos votos que teria que dar à mãe, Ângela Sousa, e a Geraldo Simões, além dos candidatos a senadores Lídice da Mata e Walter Pinheiro.

Mesmo com os candidatos diferenciados, Marão não contava conversa e com a mesma disposição que organizava e participava das caminhadas de Serra e Souto, não dispensava os “arrastões” de Dilma e Wagner que tinha a participação de Ângela Sousa.

Médico dos mais conhecidos e conceituados, Mário Alexandre, pela disposição que sempre apresentava, entusiasmava tanto os participantes da caminhada quanto os moradores ou transeuntes, tratando todos pelos nomes. Pródigos nos abraços, perguntava pela família e pedia o voto.

Na reta final da campanha, numa dessas caminhadas realizada no bairro do Pontal, tudo corria tranquilamente e a adesão dos moradores era praticamente total, para delírio das lideranças. Foi aí, então, que aconteceu o inesperado.

O vereador petista licenciado e secretário da Indústria, Comércio e Planejamento, Alisson Mendonça, após ter se refrescado do sol quente com alguns goles de cerveja, sente vontade de ir ao banheiro e, passando em frente à casa de um amigo, pede licença para satisfazer suas necessidades fisiológicas.

Ao sair, se depara com uma paisagem totalmente diferente da que deixou. Todas as propagandas da coligação petista coladas estavam cobertas pelos cartazes dos candidatos da coligação PSDB-DEM. Atônito, Alisson, que ficou pra trás, ligou para um “companheiro” que ia à frente e ligou pelo celular:

– Nosso pessoal não está fazendo a “colagem”? – perguntou.

– Você está gozando de minha cara, claro que sim, qual é o problema – retrucou.

Foi aí que o da frente parou de caminhar e Alisson, que ia atrás, se encontraram e presenciaram a turma da campanha de José Serra e Paulo Souto, coordenados por Mário Alexandre, colando os cartazes de sua coligação justamente em cima dos cartazes da coligação petista.

Na próxima caminhada não mais foi visto o vice-prefeito Marão na caminhada da coligação petista. Os cuidados foram redobrados, com uma turma tomando conta da retaguarda.

 

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