Caso Bolsonaro: representações podem formar processo único

Bolsonaro nega racismo, mas se complica

As seis representações recebidas até quinta-feira (31) contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) poderão ser reunidas num único processo, segundo o corregedor da Câmara, deputado Eduardo da Fonte (PP-PE). As representações foram feitas por causa de comentários supostamente racistas de Bolsonaro durante o programa CQC, da TV Bandeirantes, exibido na segunda-feira (28).

O corregedor disse que ainda não recebeu os pedidos de investigação, nem conhece o caso, mas garantiu que o fato de pertencer ao mesmo partido de Bolsonaro não vai influenciar seu julgamento. “A Corregedoria  não tem amigo, nem inimigo, nem partido político; ela vai agir de acordo com o regimento e a Constituição”, disse.

Durante o programa CQC, em resposta à cantora Preta Gil, que perguntou ao deputado o que ele faria se seu filho se apaixonasse por uma mulher negra, Bolsonaro respondeu: “Não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Não corro esse risco porque os meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como lamentavelmente é o teu”. O deputado garantiu não ser racista e alegou que entendeu errado a pergunta. Bolsonaro disse que achou que a cantora havia questionado o que ele faria se seu filho tivesse um relacionamento gay, e não se namorasse uma mulher negra.

O parlamentar pediu ontem sua própria convocação pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara para esclarecer o caso. “Tenho funcionários negros, minha esposa é afrodescendente e o meu sogro é mais negro que mulato”, ressaltou.

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Walmir Rosario

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