Cardíacos condenados à morte

Intermináveis filas de espera para cirurgias cardíacas

Os pobres mortais que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS) em Itabuna estão passando por situações inusitadas. Caso necessitem de algum procedimento cirúrgico cardiovascular na cidade não têm como se livrar da possibilidade da morte certa.

É o seguinte: como a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) firmou convênio com a Santa Casa de Misericórdia de Itabuna para os benditos procedimentos, não podem ultrapassar a cota mensal estipulada – apenas seis (ou coisa que valha), pois o SUS não paga as cirurgias excedentes.

Se por ventura o paciente for avisado pelos médicos e hospitais que seu procedimento não pode ser liberado em Itabuna, pois a cota já foi preenchida, e quiser ir a Salvador, também não logrará mais sorte. Lá, os médicos ou hospitais da capital dirão que, como ele mora em Itabuna, terá que fazer o procedimento no seu domicílio.

Pelo visto, continuará condenado à morte pela pesada e enfadonha burocracia estatal. Ou seja, se correr o bicho pega, se ficar o  bicho come.

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Walmir Rosario

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