CÂMARA DE ITABUNA – BASTIÃO DA MORALIDADE

Walmir Rosário*

Em uma sessão histórica, a Câmara de Itabuna – com sua formação original – aprovou as contas do prefeito Capitão Azevedo por unanimidade dos presentes. E o presente foi 9 X 0, corrigindo um dos “maiores erros” cometidos pelo Tribunal de Contas dos Município da Bahia (TCM).

Nossos sensatos vereadores se transformaram no “anjo da guarda” do Capitão Azevedo, que tantos bons exemplos têm dado na administração municipal de modificada pelos nossos brilhantes e conscientes edis.

Como órgão maior da representação popular de Itabuna, nossos paladinos da justiça restauraram a moralidade, retificando uma decisão injusta dos conselheiros do TCM, homens sem sensibilidade e que não conseguem enxergar além dos números frios da contabilidade.

Nossos ex-traquinas, em tempo, se revestiram de anjos de candura e bondade e colocaram o benfazejo prefeito no patamar que merece – e sempre mereceu – acabando de vez com a maledicência alheia. Finalmente é reconhecido cumpridor dos seus deveres e gestor zeloso do dinheiro público.

A intriga promovida pelos conselheiros do TCM foi bem explicada pela competente Joelma Reis aos vereadores Ruy Porquinho, Roberto de Souza, Loiola, Didi do INPS, Rose de Castro, Milton Gramacho, Raimundo Pólvora, Solon Pinheiro e Milton Satanás (credo, em cruz).

E Joelma explicou que a falta de insensibilidade dos conselheiros era visível, pois nos gastos de pessoal em mais de 70% poderia ser explicada pela alma caridosa de Azevedo que se preocupava em apenas dar emprego ao povo carente. Com o beneplácito dela, claro.

Outra questão demonstrada pela toda-poderosa Joelma aos vereadores era a manutenção do pacotes de bondades, principalmente em datas significativas como o Natal e Ano Novo. Já que eles tinham praticado boas ações aprovando as contas de Fernando Gomes, Geraldo Simões e Edson Dantas, então por qual motivo não continuar prestando caridades tão relevantes.

Quanto ao contrato do lixo, ora bolas, esse é o cúmulo da falta de capacidade dos conselheiros de emocionar-se, haja vista que o lixo de Itabuna é luxo e deve ser visto com outros olhos. Bem brilhantes de cifrinhas, como ressaltou a prefeita de fato.

E em todos os conselhos dados eram feitas demonstrações da necessidade de se praticar a caridade cristã. Após as orações de praxe e as ações caridosas, dizem que cada um dos vereadores itabunenses está bem mais próximo de Deus (que é metido em cada enrascada!), que pelos cálculos faltam apenas 30 mil orações para desembarcar no reino dos céus.

Mas será que os quatro vereadores faltosos – Vane, Wenceslau, Gerson Nascimento e Ricardo Bacelar – estarão condenados a arder no fogo do inferno? Bom, essa é uma questão para ser respondida com o tempo, pois bem que deveriam estar em algum templo orando para retidão de caráter dos colegas em cumprir o prometido.

Na política é assim, primeiro a obrigação para depois a devoção. Ou trocando em miúdos: Farinha pouca, meu pirão primeiro.

*Radialista, jornalista e advogado

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Walmir Rosario

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