Bancos oficiais – CEF e BB – desafiam justiça e retêm pagamentos

Considerado o sistema de informática mais avançado do mundo, os bancos brasileiros demonstram que, quando querem, desmoralizam até mesmo a própria credibilidade como proprietários dos softwares e sistemas mais avançados entre todos os estabelecimentos bancários da comunidade internacional.

Isso foi feito por eles recentemente em Ilhéus, quando relutavam a cumprir uma decisão proferida pelo juiz da 3ª Vara do Trabalho, em bloquear os recursos do Município, através do sistema Bacen Jud, para em seguida realizar o pagamento dos servidores municipais, em suas contas, como geralmente era executado através dos anos.

Toda essa execução foi planejada numa audiência especial, na qual foi firmado um acordo judicial com as atribuições das partes envolvidas: A Caixa Econômica Federal manter os valores bloqueados até autorização judicial de transferência para o Banco do Brasil, que deveria depositar em conta especial e, imediatamente, transferir os recursos para a conta corrente dos servidores.

No mesmo acordo firmado com a Justiça e o Ministério Público Trabalhista, caberia à Prefeitura entregar, no prazo de 24 horas os arquivos com o restante do pagamento de setembro e do mês de outubro e, em 48 horas, enviar os arquivos com a folha do mês de novembro, sob pena de multa diária estipulada em R$ 20 mil.

Mais aí foi que começou o calvário dos servidores, haja vista a sanha argentária dos dois estabelecimentos bancários, com o argumento de que a operação não seria fácil de realizar. Ou seja, seria um trabalho estressante e impossível dar um simples comando através de um teclado do computador do gerente da Caixa Econômica Federal para que os recursos chegassem ao Banco do Brasil.

Pior do que a negativa de dar o tal comando, o gerente da Caixa, de prenome Celso, se negou até mesmo a receber o secretário da Administração de Ilhéus, José Nazal, sob o absurdo argumento de que o expediente já teria encerrado. E Nazal, que tentava solucionar uma crise, bateu com a cara na porta de uma instituição que se diz parceira das prefeituras.

No Banco do Brasil, o servidor também recebeu um tratamento desumano e enganado por falsas promessas (também) de que a operação teria dificuldades em ser feita, marcando horários para não serem cumpridos.

Mesmo com os recursos para pagar os servidores no banco, a agência responsável pelo pagamento em Ilhéus (0019-1) não disponibilizou os valores nas contas correntes dos servidores no dia 5 de dezembro. Entretanto, cobrou as taxas de manutenção da conta corrente no mesmo dia, com juros e IOF, numa demonstração de que sabiam “dar além da queda, o coice”. Ou seja, ficou com o dinheiro do servidor e ainda cobrou taxas pelo erro do próprio banco. É assim que agem os bancos, inclusive os oficiais.

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Walmir Rosario

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