“AO” QUE ME DESCULPE, ME ATREVI E MUDEI SUA RECEITA; E FICOU BOA

Walmir Rosário*

Definitivamente, domingo não é dia de trabalho. Pelo menos em casa. Mas nem sempre colocar as pernas pra cima é possível e temos que partir pra “matar um leão por dia”. Neste último – 3 de julho – tive até que dispensar um cozido, pense, e logo o cozido preparado pela advogada Eci Padilha, um dos mais famosos de Itabuna. Um sacrilégio, ainda mais quando o convite partiu do casal Clara e Augusto Ferreira.

Mas o domingo não estava perdido de todo e entre uma vasculhada no computador, verificando os arquivos, selecionando-os e eliminando os em duplicata, fiquei a imaginar o que seria o nosso almoço – eu e minha mulher, naturalmente –, passei entre uma gravação e outra, a lembrar das aulas de Antônio Olímpio (AO). Mesmo sem ter que recorrer à apostila, me lembrei de uma receita de “pé-de-orelha” de um bacalhau recomendada pelo experiente mestre.

Um autêntico bacalhau escandinavo, que resolvi nomeá-lo de “Bacalhau da Noruega ao Pontal”, numa referência à condição de localização de cada um: do bacalhau, a Noruega, de Antônio Olímpio, o Pontal, bairro onde mora em Ilhéus. E mais, conforme recomendação do mestre, é preciso inventar, adaptar, criar, e assim fiz, mudei alguns dos ingredientes originais e acredito que deu certo, pelo menos Vilma – minha mulher – e eu adoramos.

E o melhor disso tudo é que a receita não toma muito tempo e você pode continuar os afazeres enquanto o prato está sendo preparado. Basta que tenha um bacalhau – alto, de preferência – dessalgado, o que facilita a preparação. Fora disso, basta ter à mão um queijo emental, creme de leite, batatas, tomates, cebola, pimentão e azeitona. Todos produtos de fácil acesso numa cozinha qualquer.

Com um olho no computado e outro na comida – mas sempre lembrando do convite do cozido –, me resignei da companhia e passei ao preparo do prato, o que foi fácil. Com o bacalhau já dessalgado, tirei a pele, algumas espinhas ainda existentes, enquanto colocava cinco batatas – com cascas – para cozinhar, al dente, diga-se, de passagem.

Batata cozida, foi só descascá-las, cortá-las, assim como fatiar os tomates – sem pele –, a cebola, o pimentão e iniciar a montagem do numa travessa grande. Primeiro, forrar com azeite de oliva, colocar a manta de bacalhau alto, colocando as batatas, cebola, pimentão, azeitonas e tomates em fatias à borda. Em cima do bacalhau o queijo emental ralado em tiras e cercado com creme de leite.

Prato, ou melhor, travessa montada, coberta com folha de papel-alumínio, basta levar ao forno preaquecido em 250 graus e deixar cozinhá-lo por 50 minutos. Após esse tempo, basta tirar o papel-alumínio e deixá-lo gratinando por mais 30 minutos. Enquanto isso, cozinhe o arroz, de preferência com ervilhas e cenouras cortadas em tirinhas. Além de harmonizar com o bacalhau, ainda deixa o prato com um visual pra lá de colorido, sem falar no sabor.

As fotos falam por si mesmo e nem creio que precise colocar aqui os ingredientes da receita, já que foram citados de forma pedagógica, para que qualquer iniciante não tenha a menor dúvida na preparação. Mesmo assim, aqui vai a receita. Não esqueça de que esse prato pode ser degustado com um bom vinho tinto, mas na falta dele uma boa dose de Underberg e uma cerveja Lager premium cai muito bem.

Bom apetite.

INGREDIENTES:

BACALHAU

500 GRAMAS DE BACALHAU;

05 BATATAS INGLESAS;

02 TOMATES MADUROS E SEM CASCAS;

01 PIMENTÃO PEQUENO;

01 CEBOLA;

01 CAIXA DE CREME DE LEITE DE 20O GRAMAS;

100 GRAMAS DE QUEIJO EMENTAL;

PIMENTA DO REINO.

ARROZ

01 XÍCARA DE ARROZ;

50 GRAMAS DE ERVILHA FRESCA;

50 GRAMAS DE CENOURA CORTADA EM TIRINHAS;

01 DENTE DE ALHO;

RODELAS DE CEBOLAS;

SAL A GOSTO.

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