AGULHÃO AO POXIM – OU ESPECIALIDADE EM PRENDAS DOMÉSTICAS

http://ciadanoticia.com.br/wp-content/uploads/2018/11/Agulhão-ao-Poxim-Foto-Walmir-Rosário-125.jpgAGULHÃO AO POXIM – OU ESPECIALIDADE EM PRENDAS DOMÉSTICAS

Definitivamente, não há como negar, hoje, as prendas domésticas me agradam mais do que a política, ou às análises sobre essa atividade que decepciona cada vez mais o brasileiro. Não há como negar que a política está intrinsecamente ligada às prendas domésticas, principalmente a cozinha, a começar pela quantidade e qualidade dos alimentos que conseguimos nos abastecer.

Mas essa é uma visão limitada, pois nem todos os brasileiros podem se dar ao luxo de tê-la. Afinal, o estômago nem sempre permite e Programa Bolsa Família está ainda para corroborar todas as teses que porventura possam a ser defendidas. E não venham a me dizer que as prendas domésticas, especialmente as de cozinha, são atividades menores. Nem pensar!

Ao se preparar um prato, não se pensa essencialmente em matar a fome de qualquer indivíduo, por mais simples que seja a “gororoba”. Defendo a tese de que além de encher a barriga, o ser humano se sentir satisfeito, saboreando a matéria-prima (carne, frutos-do-mar, aves, vegetais…) e os temperos utilizados para torná-la mais saborosa.

E aí é que entra o trabalho intelectual, indispensável na arte da harmonização dos sabores. É primordial que gosto da matéria-prima – como chamei acima – seja preservado. O “pulo-do-gato” é exatamente saber acentuá-lo com os temperos e condimentos que se têm à mão. O mesmo bife pode ter o gosto absurdo de uma “sola de sapato”, ou de um manjar dos deuses.

E foi pensando nisso que preparei – meticulosamente –, neste sábado (22), uma nova incursão na cozinha. À minha disposição, postas de Agulhão Bandeira, ou Agulhão-de-vela, em postas. A dúvida inicial foi qual a melhor forma de prepará-lo: frito, cru ou ensopado. Optei por levá-lo ao forno, pois além de cozinhá-lo, poderia secar o caldo, sem assá-lo.

E assim, fiz. As quatro postas pesavam um quilo e temperei-as com sal, açafrão-da-terra, pimenta branca e limão siciliano. Em seguida levei à geladeira, onde deixei marinando por quatro horas. Enquanto isso, passei a preparar os acompanhamentos do mesmo prato principal: batatas-do-reino cruas e cortadas em cruz.

Junto às batatas, também coloquei, dois tomates de tamanho médio, também cortados em cruz; e meio pimentão, cortados em tiras, e passados no sal e açafrão. Montados na travessa – o peixe e as batatas –, coloquei por cima uma cebola roxa (média) cortadas em fatias finas, coentro, cebolinha, alho-poró, alcaparras, manjericão, gengibre em pó e reguei com azeite.

Novamente levei a travessa à geladeira, coberta com papel-alumínio (importante lembrar que a parte opaca fica para cima), onde deixei-a por mais uma hora marinando. E aqui vai uma dica: os temperos devem ser colocados de forma parcimoniosa, para que um não sobreponha o gosto do outro e que apenas realcem o sabor do peixe.

Depois é só levar a travessa ao forno, a 250 graus, permanecendo por uma hora. Outra dica importante é que deva ser colocada com o forno já quente. Caso seja colocado em forno frio, deixar por 1h20min. Depois disso, verifique o cozimento e, caso esteja do seu agrado, retire o papel alumínio e volte a travessa ao forno, deixando por mais 25 minutos.

Um ótimo acompanhamento é o arroz branco. O vinho fica pela conta de cada um, embora um bom rosé harmonize bem esse prato. Uma coisa eu posso garantir: quando minha mulher chegou em casa (do trabalho, apesar de sábado), saboreou o prato e aprovou-o, incondicionalmente. E foi anota 10 de uma expertise em frutos-do-mar. Ainda bem!

INGREDIENTES

1 kg de Agulhão;

4 batatas-do-reino;

2 tomates;

1 cebola média;

1 limão siciliano;

½ pimentão;

Açafrão (a gosto);

Sal (a gosto);

Pimenta branca (a gosto);

Alcaparras (a gosto);

Manjericão (a gosto);

Cebolinha (a gosto);

Coentro (a gosto);

Alho Porró (a gosto);

Gengibre (a gosto);

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