CARTA DE ADELINDO KFOURY – O CINQUENTENÁRIO

Em razão de você ter aberto a porta e fraqueado a este macróbio escriba algum espaço nesse verdadeiro fenômeno do atual arsenal de veículos da mídia regional como se tornou o “CIADANOTÍCIA”, encorajo-me vez-por-outra enviar algumas maltraçadas, pois sei que entre seus “consumidores” estará também um bom número dos queridos quasenenhum leitores que acompanham minhas baboseiras hebdomadárias em outros veículos locais.

Hoje, acessando pela Internet a gravação do programa comandado por esse impetuoso e grande comunicador do NBLOGS, ouvi o depoimento de CABOCLO ALENCAR, com o respeito e admiração devidos a essa figura ímpar, para mim ponto pacífico pelos seus méritos próprios já incorporados com destaque à plêiade das principais personalidades componentes indissociáveis do universo humano da nossa comunidade. No tocante a origem do Beco do Fuxico, por várias oportunidades já esmiucei sobre sua história, concordando plenamente com tudo que revelou o ilustre entrevistado, porém, incurável viciado em nossa História, preocupou-me sua revelação sobre a origem da “rua do buri”, pois o resultado de intensas pesquisas dão-me a certeza do que atrevo relatar.

No modesto livrinho “ITABUNA, MINHA TERRA”, que me custou dezenas de anos laborando, esclareço o surgimento da “Rua da Lama” (a segunda mais importante de nossa História, depois da primeira conhecida como “Rua de Areia”- atual Miguel Calmon). Na verdade o nome tinha cabimento, pois aquele logradouro era um permanente lamaçal até que em seu governo o Intendente Henrique Alves dos Reis mandou calçá-la e por iniciativa dos comerciantes batizada como rua Coronel Henrique Alves dos Reis.

Anos depois, por razões políticas, recebeu o nome de rua J. J. Seabra em homenagem ao Governador da Bahia na época. Em 1960, foi incorporada à avenida do Cinquentenário pelo prefeito Alcântara. A rua do Buri localizava-se no atual trecho entre as praças Octávio Mangabeira e Adami, pois que ali existiam enormes árvores de Buri, das quais o povo colhia os coquinhos para saborear seu conteúdo muito saboroso. Tais árvores foram derrubadas durante a Intendência de Antonio Gonçalves Brandão, para urbanização do trecho, inclusive fazendo retirar dezenas de barracos construídos desordenadamente. Mesmo sem elas, a referência ao local continuou, só desaparecendo após a avenida do Cinquentenário.

N. E. O jornalista, escritor e historiador Adelindo Kfoury, a partir desta data, passa a fazer parte do quadro de colaboradores do Cia. da Notícia, o que se trata de uma deferência toda especial deste pesquisador da história de Itabuna para com este site e seus leitores.

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Walmir Rosario

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